sexta-feira, 26 de março de 2010

Amor se escreve com sangue.


Existem pessoas que tentam discordar disso, mas no fundo elas sabem que é verdade. Sempre vai haver algum momento que você vai sofrer, e que o coração sangrará. Sangrará invisívelmente, sem que ninguém veja, apenas você consegue sentir o quando dói. Não importa de quantas maneiras ou quantas vezes o seu coração seja destroçado, ele vai continuar batendo, mesmo quando você prefere o contrário. Não importa o quanto os dias tenham sido perfeitos, eles sempre tem que acabar. E o seu coração irá sangrar novamente. Seja por saudade, seja por dor. Porque o amor é uma droga. Uma droga viciante, a cada dia você pensa mais nela, a cada segundo a vontade de conseguí-la aumenta. E aos poucos, quando a pessoa menos imagina, isso se torna obsessão. E aí você não se importa com mais nada, apenas com o sorriso de uma pessoa determinada. E mesmo sabendo que é errado, você quer desistir de tudo. A dependência vai nos matando aos poucos, até querermos desistir. Mesmo querendo, não conseguimos. É tarde demais. E continuamos lutando por algo já acabado, algo definido. Mas não sossegamos, queremos prosseguir, queremos continuar. Se torna um vício, um vício que acaba conosco aos poucos. Até que a pessoa não aguenta mais, e cai. Tudo acaba, já não é mais possível lutar. O vermelho vivo e nítido escorre lentamente sobre seus olhos tristes, que transmitiam cansaço e derrota. Em outras palavras, são lágrimas de sangue. Lágrimas que não se podem entender ou decodificar para quem apenas vê e não sente. Um sentimento tão severo, tão verdadeiro, tão puro, mata. Mata aos poucos, lentamente e dolorosamente. Dói mais que a própria morte, dói mais que quaisquer coisa que possa existir. Porque amor se escreve com sangue. Mas eis a pergunta: É melhor um coração partido ou um coração vazio?

Conexão.



É o tipo mais estranho de ligação. Você está a quilômetros de distância e eu estou aqui, ligada a você, pensando em você, agindo por você. Olhe para as estrelas, veja, elas estão sorrindo para você. E para tudo o que você faz, para tudo o que você diz. Eu não preciso estar perto de você, para lembrar de você, e para sorrir por você. Porque inevitavelmente você não vai sair da minha memória, sempre haverá alguma lembrança ligada a você. Assim como eu. E quem disse que para estar junto precisa estar perto? Basta eu fechar os olhos e lembrar do seu olhar, é o necessário para me deixar tranquila e saber que tudo vai se acertar. E no final tudo fica tudo bem.

terça-feira, 2 de março de 2010

Passado


Fecho os olhos e as imagens do passado vem á tona, ocupando meus pensamentos. Lembranças invadem irracionalmente minha mente, sem que eu possa controlar alguma coisa. Respiro o — agora não tão puro como antes — ar, e sinto o aroma que me lembra o passado. Cada música me lembra um momento, momentos tão inesquecíveis que nem mesmo o tempo possa apagar da memória. Antigas amizades, antigo cotidiano. Coisas que eu fazia antes que agora já não há maneiras de fazer. A lembrança, nem da mais bela coisa que se exista é boa. É como uma faca enfiada impiedosamente no peito, pois sempre queremos voltar atrás nos momentos e revivê-los novamente, sussurrando ao ouvido de si mesmo o que descobrimos somente agora. Concertar as coisas não é simples assim, passar uma borracha onde está escrito de carvão. Cada palavra trocada, perdida, jogada fora é um desperdício. Muitas palavras perdem o sentido quando ditas, dependendo da pessoa em que você as dirige. Mas você nunca sabe quando elas deixarão de ter um valor, não há como saber. Se tudo isso viesse com um manual de instrução, seria mais fácil. Mas não vem, e com cada pedra que a vida ou outro alguém nos atira, devemos aprender a construir um castelo forte e que suporte todas as barreiras. Não como a amizade, que até a mais bela, pode ser destruída tanto por palavras ou pessoas. Coisas que atingem emocionalmente e impossíveis de ignorar. Tão fácil falar para entrar por um ouvido e soltar para o outro, difícil mesmo é se contentar com isso. Se apenas um "fique calma" resolvesse as coisas, tudo seria perfeito. E aprendemos até as coisas que nos machucam mais ainda. Entre sonhos e lembranças está o passado que não volta mais.