terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Saudade que faz cócegas.

— Me dá um abraço? — A voz dele suplicava através do telefone.

— Claro… Venha aqui.

— Posso?

— Sempre vai poder.

— Seu abraço é gostoso.

— Você nem deve se lembrar mais como é.

— Eu lembro, sim. Eu ia te ver depois do seu treino só pra ganhar um abraço seu.

— Eu lembro disso também. — Sorri. Era bom ver que lembrar dos nossos momentos era uma coisa boa agora, não doía mais… Era uma saudade que fazia cócegas.

— Ê, tempinho bom…

— Nem fale…

— Tô falando sério.

— Eu também.

— Pensei que era sarcasmo.

— Pensou errado…

— Eu descia na sua escola só pra te ver… — Repetiu.

— Eu lembro. Aí você me abraçava bem forte e demorava pra soltar.

— É, eu até te levantava.

— E girava. Era bom.

— Como era…. Hunf.

— Hunf.

(Silêncio)

— Ei, tô com sono. Vou dormir… Boa noite.

— Boa noite.

A chamada foi encerrada e eu sorri. Era bom ver que, mesmo com tantas meninas passando pela vida dele, ele sempre se lembraria de mim. E sempre sentiria saudade, assim como eu. E saber que nós não demos certo porque não fomos feitos para ficarmos juntos, mas não nos distanciarmos mesmo assim. Porque nós nos amamos. Essa é a verdade. E era divertido observar o modo como ele evitava falar das meninas, ouvir a mesma resposta de sempre: “ela era muito sem graça”. E em seguida, me perguntava “você gosta dele?”, com medo de perder o lugar no meu coração, sem saber que isso nunca vai acontecer.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

É mais que amor

Acho que descobri o que não me deixa ir embora e me prende a você. É o teu sorriso, teu olhar, tua voz, teu jeito manso de falar (…) e o fato de que eu nunca vou poder me entregar para você. Mesmo sabendo que um lado teu sempre vai ser meu, você não aceita isso. Não aceita porque você não quer amar, porque você acha que o amor é idiotice, porque tem medo de se machucar… E, se quer saber de uma coisa, eu concordo contigo. Eu também nunca vou aceitar que sou sua, meu anjo. Vou sempre fingir que meu amor não passa de desejo, assim como você. E amar agora é pura idiotice, sim. O único problema é que eu não te amo… Não é amor, é bem mais que isso. Porque eu gosto de você, mas não sou egoísta. Eu aceito que você nunca fica só ao meu lado, eu aceito a sua necessidade de ser livre, de conquistar outras mulheres, porque eu sei que você nasceu assim, e para isso não tem remédio. E aceito também porque por mais que você vá embora de vez em quando, sei que você sempre volta, porque você é meu. É meu e sempre vai ser. E, sabendo disso, você aceita que eu me “apaixone” por outras pessoas enquanto você não está ao meu lado, porque você também sabe que nenhuma outra pessoa sabe fazer o bem que você me faz, porque você sabe que eu não posso ficar sozinha enquanto você faz companhia a outras pessoas. E mesmo com essas constantes distâncias, o destino sempre dá um jeito de nos unir novamente, porque é assim que devemos ficar: juntos, para sempre.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

30 segundos

— Você ainda gosta dele? — Perguntaram-me.
Pensei em dizer não, mas eu não conseguia. Até porque eu sou boba o suficiente para pensar que havia a possibilidade de que ele não tenha desistido de mim ainda e ficar sabendo desse “não” e acabar desistindo de vez. Paranoia minha, eu sei, porque ele não se importa, mas eu me importo e é por isso que essas coisas sempre invadem a minha cabeça. Também não poderia falar sim, porque não mudaria nada se eu dissesse. E seria ridículo se eu dissesse talvez. Não existe meio termo pra essas coisas. Não existe meio termo pra nada.
Desliguei o telefone.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Não consigo desistir da gente.

Não consigo ir embora. Não consigo parar de esperar. E eu te odeio por isso. Odeio você por me tratar super mal e ainda assim dar um jeito de fazer com que pareça que nada disso é sua culpa. Odeio você porque a gente só não deu certo porque você não quis. Por que você não quis? Eu só queria você ao meu lado… Nunca pedi demais. Eu tenho tanta coisa para dizer, mas você não quer me ouvir. Dói pensar que você ainda se importa, mesmo que seja só um pouquinho, porque não é o suficiente. Eu amo você e não é o suficiente porque você não deixa ser. Isso anda me tirando o sono, sabia? Ah… É claro que você não sabe. Você não quer mais saber de mim. E mesmo com todas essas lágrimas deslizando sobre o meu rosto inúmeras vezes, eu não consigo esquecer os sorrisos que você me causou. Não sou forte o suficiente para suportar essa dor sorrindo, porque ela é a maior de todas as dores que já enfrentei. Não tem mais você aqui, e eu não consigo aceitar que pode permanecer assim. É tão divertido assim me ver sofrer? O que eu faço com esse buraco que você deixou aqui dentro, além de tentar escondê-lo? Não sei, não sei, não sei de nada quando o assunto é você. Só me restam incertezas e lembranças. E se você não se importa mesmo comigo me deixa ir embora logo. Eu só… Eu só não queria desistir de você. É por isso que eu tô aqui parada, chorando, sofrendo, sozinha. Porque eu sou burra o suficiente para pensar que você ainda vale a pena. Porque eu te amo o suficiente para não conseguir desistir da gente. Sou burra por te amar. E você é burro por não aceitar o meu amor. Sabe disso, e continua recusando porque, repetindo, você é burro. Você é burro e eu te amo. E eu não entendo como você me machuca tanto e, mesmo assim, eu só consigo te amar mais ainda. Sou burra mesmo, confesso. Mas eu sou a burra que você um dia amou. Que sabe que provavelmente não ama mais. E que não sabe lidar com isso. É. Definitivamente, eu não sei lidar com isso. Por que você faz doer tanto? O pior é saber que você sabe que tá doendo. Sabe e só faz doer mais, se é que essa dor não chegou ao limite. Você vivia dizendo que eu era pequenininha, e agora eu tô menor ainda. A dor me fez diminuir. Claro, o certo seria me fazer crescer, mas não tem nada de certo entre a gente. Então, continuando, tô mais pequeninha porque tô sofrendo. Todo mundo que olha no fundo dos meus olhos vê o quão frágil eu estou. E diz que você é um idiota como se eu não soubesse disso; como se eu não fosse uma idiota também. Você se magoava porque eu não queria me entregar. Aí eu me entreguei e você me magoou, porque foi embora. E eu só não tinha me entregado antes porque eu sabia que, assim que eu o fizesse, você iria embora. E eu nunca quis que você fosse embora. E eu tô aqui, esperando você, igual uma idiota, sabendo que não vale a pena. Mas eu te amo. Quantas vezes disse isso? Ouvi dizer que você me deixou porque eu não dizia com tanta frequência. Mas é nesse texto que eu estou desabando, então, por favor, lê ele desde o começo e vê o quanto eu te amo. E vê que eu nunca precisei dizer que eu te amo para te amar. E vê que eu continuo te amando. E me ama de volta. E volta. Por favor, volta.

domingo, 27 de novembro de 2011

Diálogos imaginários.

— Ei, como vão as coisas por aí?
— Ah, vão indo… E por aí?
— Também. Indo como?
— Ah, sei lá… Só indo. Seria mentira se eu dissesse que estava indo tudo uma merd… — Suspirou. — Ok, tudo anda uma merda. Mesmo. Tudo começou a desabar depois que você foi embora. Não é exagero. É só que… Eu não tô sabendo lidar com tudo isso sem você aqui. Quando você tava aqui eu transbordava felicidade, bem, você sabe disso, todo mundo sabe. Todo mundo via. Mas agora eu mal consigo dar um meio-sorriso… Tá certo, você me vê gargalhar. Várias vezes. Mas não é do fundo do coração. É só que eu tento pelo menos parecer bem sem você, mas nem sempre dá certo. Às vezes até engano algumas pessoas, sabe? Mas o meu coração eu não consigo enganar. E se eu não consigo enganá-lo, não consigo gargalhar de verdade. Tentei parecer feliz, tentei ser forte, sério, tentei mesmo, mas porra, não dá. Dói. Não tenho vontade de sorrir, gargalhar ou de dar um meio-sorriso. Não que eu não queira ser feliz, não é isso. Mas a felicidade não é feliz sem você aqui. Tudo sem você é triste. Tenho vontade de chorar o dia todo e, na verdade, só não o faço porque não tenho mais lágrimas e ultimamente ninguém anda me deixando sozinha porque sabe que eu posso desabar em lágrimas a qualquer momento. E falando tudo isso pra você eu estou sendo mais fraca ainda, porque você não precisa saber, mas e daí? Eu não ligo. Não tenho nada a perder, afinal, já perdi você. Quer dizer, eu realmente perdi você? Eu só queria você aqui de novo, mas parece que ter você não é possível. E… Eu não entendo, sabe? Não entendo você. E pelo visto, você também não anda se entendendo. Disse que gosta de mim. Mas você também disse que tava confuso. E você não tem noção do quanto doeu ouvir isso. Se eu fosse… Sei lá, se eu fosse “menos eu”, você teria certeza do que sente. Se eu não tivesse errado daquela vez, nada disso teria acontecido. E eu sei que você não tem culpa. É tudo culpa minha… Eu sou errada demais. E infelizmente ninguém tem a obrigação de suportar meus erros, ainda mais quando nem eu mesma consigo fazê-lo. Mas eu também não tenho culpa… Não consigo mudar. E eu só queria descobrir uma coisa… Se você gosta de mim, por que não tá aqui do meu lado?

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O que aconteceu comigo?

Eu sinto falta da pessoa que eu era antes de você ir embora, e não consigo trazê-la de volta... Você a levou e não quer devolver. Talvez você nem saiba que tem uma parte de mim nas suas mãos. E também nem saiba que essa minha parte que está contigo é a mais bonita. Todo mundo me pergunta porque é que meus olhos não brilham mais. É que a parte que está com você era a parte feliz. E não sobrou nada dessa felicidade que eu costumava esbanjar por aí, então eu fico assim, vazia, exatamente como o meu olhar. A minha felicidade sempre acaba acompanhando quando a principal causa dela me abandona. Ando tão vazia que nem escrever eu consigo mais. Escrever é o meu remédio quando tudo faz doer, mas agora tá em falta. Se for pensar bem, tudo que me faz bem tá em falta na minha vida... E aí eu me pergunto “o que é que aconteceu comigo?”, mas nunca encontro a resposta. Eu costumava ser mais forte. Mesmo quando machucada, as pessoas sempre me encontrariam gargalhando. Deixava as lágrimas para a noite, quando ninguém via. Agora eu preciso me esforçar muito até para dar um meio-sorriso. E todo mundo vê que eu estou me afundando cada vez mais. Todo mundo vê porque, quando você estava aqui, eu era leve. O meu mundo era mais bonito antes de você ir embora, e tá transparente que eu não vejo mais graça nele depois que isso aconteceu. Eu vivia ajudando todo mundo, resolvendo os problemas de todo mundo, porque tudo parecia tão simples como sorrir ao pensar em você... Agora eu só consigo sussurrar um “eu sinto muito” para os problemas de todo mundo, inclusive os meus. E todo mundo retribui esse sussurro que quase nem chega aos meus ouvidos. Eu me sinto sozinha. Eu gritei o mais alto que pude através do silêncio, mas ninguém escuta, ninguém entende. E eu continuo calada, desesperada, tentando me livrar dessa tempestade de coisas ruins que andam acontecendo, mas não dá. Estou desmoronando e isso está tomando conta de mim... Preciso que alguém estenda a mão e me ajude a levantar, e o problema é que ninguém sabe como fazer isso. Confesso que nem eu sei como é que vou sair dessa, e é isso o que mais me preocupa.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Será que você volta?


E aí você foi embora. Do nada, sem motivo nenhum. Disse que não me amava mais da mesma forma. Eu fiquei sem entender... No dia anterior estava tudo bem. Ou era eu quem não via? Ou era o amor que não me deixava ver? Ah, sei lá, meu bem... Sei lá. Não sei de mais nada depois que você foi embora. Só sei que eu não queria que você o fizesse, eu não esperava que você o fizesse. Será que você volta? Fico me perguntando isso desde o minuto em que eu li aquela maldita mensagem. Eu me perco sem você aqui. Eu estava tão acostumada a ter você, o teu carinho, sentir que você precisa de mim... E, pelo visto, não precisa nada. Chorei. Chorei quatro horas seguidas por causa disso. Fiquei com dor de cabeça e ânsia depois. E me dá vontade de chorar toda vez que eu me lembro de você. Ou seja, eu tenho vontade de chorar o tempo todo. Queria poder dormir pra ver se você sai da minha mente um pouco, mas nem assim: Você invade também os meus sonhos. E aí eu acordo pior por saber que antes não era só um sonho. Eu tinha você aqui. E agora não tenho mais. Por culpa minha. Eu nunca vou ser o suficiente... Estou começando a me conformar com isso. Ainda acho injusto, mas mesmo assim. Realmente, nada disso foi justo. Você veio, me fez sorrir e depois me deixou chorando. Por quatro horas seguidas. E ainda tenho vontade de chorar. Queria poder ficar com raiva de você. Mas nem isso eu posso, porque você não tem culpa. Nem eu tenho culpa de ser um fiasco. Eu não posso fazer nada a não ser chorar ou fingir que estou feliz para ver se você sente a minha falta e vem atrás. Sinto muito por isso. Não, eu realmente sinto muito. Muito mesmo. Muito amor, muita dor, muita decepção... E eu fico aqui, só esperando você voltar. Talvez seja ridículo, mas eu não ligo. O próprio mundo ficou ridículo depois que você foi embora. Perdeu o brilho e ficou vazio, assim como o meu olhar. E quando você estava aqui, tudo era tão lindo... Tão suave. Eu me sentia assim: Leve. Parecia que eu flutuava de tanta felicidade... E agora eu estou no chão. Sem forças para levantar. Nem vontade. Só queria você aqui. Ficar em pé pra quê, se você não vai estar ao meu lado? Tenho vontade de pegar o meu cobertor, me encolher em algum canto e ficar lá, sozinha, mas segurando o celular, claro. Esperando que você mande uma mensagem ou ligue ou qualquer outra coisa, mas que dê um jeito de me procurar e dizer que sente a minha falta e que me quer de volta. Espero porque eu te amo, e não há nada mais justo do que você me amar de volta, não acha? Mas... Será que você volta? Bem, eu sei lá. De qualquer forma, estou esperando, viu? Não me decepcione, por favor.

sábado, 12 de novembro de 2011

Lembrar agora faz bem.

Eu ainda lembro da gente. Mas agora eu digo isso sem sentir nenhuma pontada de dor, viu? Lembrar não me faz mal, não mais. Muito pelo contrário. Às vezes dá uma saudade, sim. Mas é uma saudade gostosa, saudável, conformada. Igual àquela que a gente sente quando lembra da nossa infancia. E é quase a mesma coisa, mesmo. Faz bem lembrar. Lembro das gargalhadas. Das mensagens que trocávamos pela madrugada. Não consigo lembrar direito do teu abraço, mas lembro que ele era bem apertado e costumava ser o meu porto seguro. E eu lembro de como foi ter de ir embora. Doeu... Doeu tanto quanto me fez crescer. Eu quis gritar, berrar, chorar, te bater, fazer o maior escândalo porque era o que o meu coração estava fazendo dentro de mim. Eu não queria ir embora. Eu estava tão decidida a lutar por nós, sabe? Mas eu acabei não fazendo nada. Só fui embora. Sem avisar. Você também nem percebeu, eu acho. Só depois. Mas... Cê também não fez nada. Eu até achei que foi melhor assim, porque eu já estava conformada que não fazia diferença pra você. Claro que, no começo, saber disso foi o fim do mundo. Como citei anteriormente, queria fazer um escarcéu. Queria te esquecer logo pra poder jogar isso na sua cara depois. Mas agora... Sei lá, agora eu não quero mais nada. Não com você. Porque você também não faz mais diferença. E então eu lembro rindo de tudo isso. Lembro de como foi infantil da minha parte pensar que isso não passaria. Tudo sempre passa. Às vezes demora, mas passa. Não me arrependo de tudo isso... Cresci com toda essa dor, acho que já falei isso antes, mas enfim. O problema foi ter estragado a nossa amizade, que era tão linda... Tão linda quanto essas lembranças. Mas tudo bem, fazer o quê, né? E a gente não sabe de nada, quem sabe essa amizade volte algum dia, quem sabe...

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Eu amava você.

Eu pensei que você me amasse e toda aquela certeza sumiu de repente pra nunca mais voltar. Onde estava você? Onde estava você quando eu precisei, onde estava o seu amor quando você foi embora? Por que você fez tudo isso comigo e age como se nada tivesse acontecido? Eu sei que não fico chorando pelos cantos e que estou seguindo em frente, mas isso não significa que não estou machucada. Eu estou, mas ninguém vê as minhas cicatrizes que (ainda) não fecharam. Prefiro deixar quieto, prefiro que você pense que isso não me atingiu porque não quero admitir o quanto eu fui idiota, mas você precisa se tocar que você também foi um idiota. E você está agindo como se nós fôssemos as mesmas pessoas depois de tudo isso aconteceu, e eu tenho vontade de te sacudir e gritar que nós não somos, embora você saiba disso. Gritar que você é um idiota porque perdeu quem poderia te amar mais do que qualquer pessoa nesse mundo, gritar que você é um idiota por ter recusado um amor tão grande e porque você me machucou quando disse que nunca o faria. Você fez tantas promessas que não cumpriu, tantas mentiras... Eu me pergunto como uma pessoa consegue ver que é uma mentira e se sentir bem com isso, e não encontro uma resposta porque ela provavelmente não existe. Você destruiu a coisa mais bonita que poderia receber... E eu ainda não consigo aceitar que esse amor foi uma mentira. Não sei se é porque eu te amei demais, mas para mim não foi mentira... Não no começo. Ele era transparente nos seus olhos, e os olhos não são manipulados, não tem como. Então, se ele existiu, o que você fez com ele? Jogou no lixo? Então me ensina, eu estou tentando terminar de matar o meu, mas não está dando certo... Faz um tutorial, explica passo-a-passo como é que você fez, vai ver eu aprendo assim. Você não merece o meu amor e eu não mereço sentí-lo porque ele dói. Mas ele só começou a doer quando você ficou frio e resolveu sumir da minha vida, agir como se não se importasse até eu perceber que você realmente não se importa.

Eu amava você.

Eu te amava porque, sei lá, você era tão adorável... Você e a sua voz baixa e grossa ao mesmo tempo. O jeito que você falava meio dormindo, parecia que você vivia com sono. E você realmente tinha sono o tempo todo. Ouvir você falar qualquer coisa me fazia um bem danado, e eu mal conseguia dormir de tanta felicidade quando você dizia que me amava. Você sempre foi tão alto, e eu me sentia completamente pequenininha, aquecida, protegida e longe de todos os meus problemas quando envolvida em seus (a)braços. Brigávamos de vez em quando, ás vezes com mais frequência, mas eu nunca me preocupava de verdade, porque você nunca me deixava ir embora e, quando ia, sempre voltava.

Até que, um dia, você se foi. E nem teve briga. Acho que você acabou se cansando de mim, como todos os outros. Você se foi. Eu esperava e você não parecia estar voltando, como sempre fazia. Até que eu fiz você voltar. E você voltou. E eu sorri de novo. Mas depois de um tempo eu percebi que você ainda estava longe. Percebi que eu não vivia mais em você, não morava mais aí dentro. Você me tirou do seu coração... E isso doeu tanto, tanto. Eu não pude reagir. Então... Eu tive que te deixar ir. E ver você longe. Ver que você vive bem sem mim. Ver que eu não faço diferença porque você estava (está) ocupado demais com todas as outras que gostavam (gostam) de você. Ver que você está enganando todas elas... Mas, sei lá, para mim elas não te amam. Não como eu. Não parece ser possível, não pode ser possível.

E eu faria de tudo por nós, meu bem, você sabe disso. Se eu pudesse fazer alguma coisa para você voltar a me amar, eu faria. Mas eu não podia continuar te amando sozinha, porque eu me amo mais. Então, se você não me ama mais, o que eu posso fazer? Vou continuar te amando e dizendo que eu te amava até que eu realmente não te ame mais, porque não te amar mais é, infelizmente, a única coisa que me resta a fazer.

Eu sinto muito, e sei que quando você conseguir enxergar que está completamente sozinho vai se lembrar daquela triste realidade: Eu amava você.

Não sou eu, mas ainda é você.

Demorei para aceitar, mas agora que esta é a minha única alternativa, finalmente cheguei a triste conclusão de que… Não sou eu. Não mais.

Não sou mais a menina de quem você vivia falando. Não sou mais a pessoa que faz seus olhos brilharem. Não sou mais quem invade os teus pensamentos e te faz perder o sono. Não sou mais quem te deixa tímido apenas com um olhar (…) e nada disso é justo.

Não é justo porque, embora eu negue, para mim ainda é você. Ainda é você que aparece na minha mente toda vez que o céu está cinza. Ainda é por você que o meu coração chama bem de vez em quando (ou talvez com bastante frequência, mas prefiro assim), mas chama. Ainda tenho vontade de te dar um soco, te sacudir, gritar com você, choramingar na sua frente porque você me fez ir embora.

Mas eu deixo tudo isso guardado aqui dentro de mim, mesmo que isso me sufoque um pouco (ou muito), não faço nada, apenas dou um sorrisinho falso que tenta não parecer tão falso quando você toca no nome dela.

Sorriso tão falso quanto esse “amor” que você diz sentir por ela, assim como já disse sentir por mim. Você, sempre falando de amor, nunca sabendo o que essa palavra realmente significa.

E é aí que a vontade de te sacudir e te dar um soco e gritar com você e choramingar na sua frente só aumenta porque você age como um idiota, porque você é um idiota e até onde eu sei, você não costumava ser esse idiota.

Um idiota que eu não conhecia, que só parece ter o mesmo gosto musical, a aparência e o jeito de falar e andar que você.

Um idiota que me deixa totalmente irritada porque age como o “antigo você” e faz com que eu viva me perguntando se não era esse idiota o tempo todo, se o “antigo você” realmente existiu e se tudo realmente foi de verdade.

E apesar disso tudo eu continuo quietinha no meu canto, sem te dar um soco ou te sacudir ou gritar ou choramingar porque você acharia que isso é loucura.

Não que não seja, porque todas essas coisas me enlouqueceram mesmo, você me deixou estupidamente louca — mas isso não significa que você precisa saber disso, até porque, se você soubesse, não se importaria…

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Adeus, estou indo embora — e não voltarei mais.

Estou escrevendo-te para avisar que estou indo embora. Creio que desta vez seja definitivo, embora eu não possa afirmar nada quando o assunto é nós dois. Somos duas incertezas que não dão mais certo. Você sabe o porquê, nós dois estamos cansados de saber. O meu amor nunca bastaria para você. Não bastaria porque você não se satisfaz com o que tem; necessita sempre de mais, de vários. Eu me contentaria se tivesse o teu amor, mas você não. Talvez você precise do meu amor, não sei, mas sei que não é apenas dele — você precisa do amor de todas as outras. E eu tentei, meu bem, juro que tentei insistir em nós dois. Juro que tentei acreditar que pudéssemos dar certo se eu fizesse diferente, mas foi aí que eu percebi que não sou eu o problema. O problema é você. Você e essa sua mania de nunca se contentar com “pouco”. Sempre precisa de muito. E o meu amor é o maior que você poderia receber algum dia. Mas, mesmo sendo grande, não era o suficiente. E, por isso, estou sendo obrigada a fazer o que eu mais temia: Esquecer-te, desistir de nós. Eu não queria precisar fazer isso, meu bem, não queria. Mas não é justo ser tua por inteira e receber apenas uma parte de você. Eu também não me contento com pouco. Mas você tinha, você tinha muito e poderia continuar tendo. Se não fosse esse teu jeito de pensar que acredita que é impossível se contentar com uma só, eu poderia estar ao teu lado. É tão difícil aceitar isso, sabia? É tão difícil aceitar a desilusão, porque eu realmente pensei que o brilho que eu encontrava nos teus olhos era amor. E não, não era... Eu queria que você me amasse. Só isso. Eu sei que amor não se pede, mas era só disso que eu precisava. Só do teu amor, que nunca existiu. Se você me amasse, saber que eu te pertenço bastaria. Mas não basta e, por tanto, você não me ama. Quatro palavras, quatro malditas palavras que não entram na minha cabeça de jeito nenhum. O problema é que parecia ser tão real... Eu não pude duvidar do seu amor, porque ele parecia refletir nos seus olhos. E eu vivo me perguntando “mas será que realmente não refletia?”, vivo procurando esperanças, vivo complicando tudo, alimentando novas incertezas simplesmente porque eu não consigo aceitar que esse foi o fim. Ah, dói tanto ver que nós não passamos de uma grande ilusão... Dói tanto saber que eu nunca poderia ser única para você. Deveria ser mais fácil, não deveria? Não é justo que doa tanto assim, não é justo, ainda mais porque eu sei que só dói em mim. Embora não aceite, eu sei. Mas quem é que liga para a justiça além dos injustiçados? Ninguém, ninguém. Você não liga, porque você tem o que você quer. Você não liga de me ver indo embora assim, não é? Não precisa responder. Eu sei que não. Não negue, por favor. Eu sei que deve doer em algum lugar, mas não é por amor. Dói porque teu ego está ferido, não porque você me ama. E dizer que você me ama não fará com que eu fique, não desta vez. Se eu poderia ficar, insistir mais um pouco? Sim, eu poderia. Mas eu não aguento mais fechar os olhos para coisas que estão ali, na minha frente. Não consigo mais fingir que não estou vendo, porque eu vejo. Sempre foi tão difícil ficar longe de você, e não me ter por perto sempre foi tão fácil para você. E eu estou tão cansada de ter a minha maquiagem borrada por sua causa e ver que você não dá a mínima, porque você nem percebe que eu sei de tudo o que acontece. Estou tão cansada, mas meu cansaço não resolve nada, muito pelo contrário... Você acha que eu entrei no teu jogo, e eu realmente tentei jogar com você, mas eu vi que não daria certo, porque eu não sei viver de mentiras, eu não sei viver como você. Queria poder escrever “não se preocupe, eu ficarei bem” ou algo do tipo, mas eu nem preciso, porque você realmente não se preocupa se eu ficarei bem ou não. A verdade é que você não se preocupa com o bem estar de ninguém além do seu. Então... Adeus, para sempre. Eu não vou voltar mais. Não vale a pena. E eu sei que você não vai vir atrás para pedir que eu volte, porque a minha presença e a minha ausência não fazem mais diferença nenhuma, talvez você nem mesmo perceba que eu fui embora. E talvez seja melhor assim, tem que ser melhor assim. Eu vou encontrar alguém que me ame de verdade, que me trate bem, e vou aprender a corresponder. Seja feliz, tá? E, me faz um favor? Se cuida. Estou indo embora, mas isso não significa que eu não te queira bem. Já que você se esqueceu de mim, por obséquio, esquece também do amor que eu sinto por ti — eu tentarei fazer o mesmo.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Sorrir dói.

Estou aqui para dizer que eu sinto muito. Sinto muito por tudo o que nós não fomos. Como é que você se esqueceu, hein, meu bem? Você me prometeu que isso nunca aconteceria, mas olha só, as lembranças não mexem com você, não causam uma pontada de dor no peito por não passarem de lembranças... Não é justo, meu amor, não é justo. Não é justo porque eu ainda me lembro de tudo. Eu não poderia esquecer da gente, na verdade, não posso. Algo me prende a você, e eu acredito que seja esse amor que, pelo visto, só existe no meu peito. E saber disso dói tanto, tanto... Você nem imagina, porque você não sente, não é? Ensina-me, querido. Preciso aprender a esquecer você, já que você me esqueceu. Eu tentei, juro que tentei, mas nada adianta. O meu amor por você não tem cura. Mas e o amor que você sentia por mim, hein? Aonde é que ele foi parar? Ou ele nunca existiu? Ah, diga que não é verdade, meu bem, por favor... Já estou cansada dessas desilusões. Eu fui tão boba, tão ingênua... Acreditei que você ficaria, assim como o amor ficou. Digo, o meu amor. Eu queria não precisar dizer que esse amor era meu. Eu gostava de quando ele era nosso e, por tanto, era um só. Mas agora eu preciso separá-lo, porque o teu não existe mais. Não consigo aceitar isso, de jeito nenhum. Como é que ele foi abandonar o teu peito e ficar gigantesco no meu? Como eu já havia dito, não é justo, não é nada justo. Eu sabia que não duraríamos para sempre, meu bem, eu sempre soube. Mas eu não desconfiava que fosse acabar assim; não precisava ter acabado assim. Eu queria que você dissesse que eu ainda era o teu mundo, assim como você nunca deixou de ser o meu. Mas você não disse. Suas palavras apenas indicaram que você me esqueceu. Isso não entra na minha cabeça. Eu abri mão de tudo por você, meu anjo, e faria de novo, se fosse necessário. Mas... você não. E eu não entendo como é que nós fomos acabar assim, do nada; como é que eu fui perdendo a importância no teu coração, sem poder fazer nada. E eu não posso fazer nada. Eu não tenho forças para fazer nada. Não aguento mais sorrir, porque eu não estou feliz. Nem um pouquinho. Eu dei o meu melhor, e não foi o suficiente. Gostaria de poder perguntar aonde foi que eu errei, mas eu já sei a resposta. Errei quando te amei demais. Eu não deveria, nem por um momento, deixar esse sentimento me dominar. Deveria ter evitado enquanto podia, deveria ter controlado, devia ter feito qualquer coisa, mas não fiz. Deixei o amor me levar, pensando que não sofreria quedas no caminho. Na verdade, eu sabia, mas pensei que me levantaria sempre. Mas agora eu não posso mais levantar, meu bem, porque você acabou com as minhas esperanças. Queria saber quantas lágrimas serão desperdiçadas até eu entender que você e eu nunca mais seremos “nós”. Desperdiçadas, sim. Elas não valem a pena, não mudam nada. Nem sequer aliviam a minha dor. Eu queria poder seguir em frente, mas eu não quero ir a lugar algum sem você. Mas você... você pode ir a qualquer lugar sem mim. Por que é que precisa ser assim, hein? Por que é que precisa doer tanto? Por que eu sou tão vulnerável a você? Eu te amo, meu bem. E eu sei que vai ser sempre assim. Eu sei que esse amor não vai embora... Eu caí. Pensei que você fosse me segurar. Mas você não está aqui para me fazer levantar. Você é quem me derrubou; mesmo sem querer ou sem saber. Eu estou no chão, sem forças para levantar. Ah, às vezes sorrir dói tanto... Mais do que as próprias lágrimas.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Ah, se eu tivesse coragem para te ligar e te dizer....

“Oi, por favor, não desliga, não estou ligando para dizer que tudo foi culpa sua, apenas me escuta, é importante o que eu tenho pra falar, eu não aguentava mais guardar isso dentro de mim… Eu prometi para mim mesma que não ligaria, mas você sabe que o meu orgulho não dura muito quando você não vem atrás de mim, não é? Liguei para te dizer que eu ainda sinto a sua falta. Liguei pra te contar que meu coração dói toda vez que eu lembro do jeito que você costumava me abraçar. Eu sei que eu não deveria pensar em nada disso, mas eu não escolho… Se bem que você sabe que eu nunca quis precisar deixar que tudo isso fosse embora, mas eu fui obrigada a fazer isso (por sua culpa, mas eu realmente não liguei pra te culpar). Ai, desculpe-me por estar chorando agora, é que eu não sei falar sobre nós dois sem acabar chorando. É que eu não consigo te esquecer, e não te ter aqui dói, entende? Aí eu me pego lembrando de tudo isso, de tudo o que você era pra mim e sentindo tanta falta, mas ao mesmo tempo me sentindo idiota, sem saber se você se lembra de alguma coisa, porque eu nem sei o que eu fui pra você, aliás, se eu realmente signifiquei alguma coisa, mas eu realmente espero que sim, porque naquele 3 de julho eu vi nos teus olhos que eu era alguma coisa, mesmo sem saber o quê, eu sabia que era, e os teus olhos não mentem, meu bem, nem mesmo agora que você tenta esconder que esse amor também continua aí, no teu peito… E é um dos motivos por eu te ligar. É que eu não tenho mais estrutura para fingir que não dói, e você consegue fazer isso, tão perfeitamente que eu já cheguei a pensar que eu estava te amando sozinha, se não fosse o teu olhar. E eu ando percebendo que o senhor não anda se cuidando direito. Eu sei que estou longe, que não posso cuidar de você, e é justamente por isso que você precisa se cuidar. Por favor, se cuida?! Mas… Eu só te liguei pra me despedir de vez, sabe? Quer dizer, eu sei que nós acabamos faz tempo, mas eu sempre me perguntava porque é que nós não pudemos ter tido pelo menos uma despedida, pra eu falar que te amo pela última vez… Então, eu te amo. De verdade. Acho que pra sempre, não sei. Bem, agora vou deixar você em paz. Me desculpe por te ligar, mas é que eu precisava mesmo falar tudo isso. Mais uma vez, eu te amo… E se cuida, por favor.”

domingo, 9 de outubro de 2011

Para onde você foi?

Eu só esperava que fosse mais fácil. Eu só esperava ter me acostumado, depois de tantas despedidas na minha vida. Eu só esperava que não doesse tanto. Eu esperava qualquer coisa, só não esperava que você fosse embora. Você não podia ter ido embora, e você foi. Você prometeu que não ia deixar que nós nos perdessemos, e olha só o que aconteceu. E eu não posso berrar com você, dizer que a culpa foi sua, porque você vai fingir não dar a mínima. Por que fingir tanto? Por quê? Justo você, meu amor, justo você… Eu vivo de saudade. E essa saudade dói tanto, tanto, e me invade cada vez mais… Eu não consigo aceitar que você foi embora, não consigo. Não tenho forças para convencer o meu coração de que você não vai voltar. Queria descobrir aonde estava o erro. Queria que você dissesse porque foi se afastando tanto, até se distanciar de vez de mim. Eu sei que eu pareço estar tocando a minha vida. Eu sei que eu pareço feliz nos braços dele, eu sei. Mas quando ele vai embora, percebo que eu, principalmente sozinha, sou tua. Totalmente e inutilmente tua. E aí você me olha por meio segundo, e mesmo desviando o olhar, eu percebo que você também é meu. Então, me diz: Por que isso não foi o suficiente? Nós tínhamos tudo para dar certo, você sabe disso. Eu não estava preparada para te ver se perdendo em você mesmo sem nem sequer tentar voltar, sem querer voltar — talvez, sem nem saber que você deve voltar, que esse é o caminho errado. E não poder desfazer esse nó que nós viramos me machuca. Eu realmente gostaria que nós ainda tivéssemos jeito, mas eu nem te conheço mais… Não sei quem é você. O meu menino se perdeu aí dentro e, pelo visto, dependendendo de ti, não vai voltar. Eu sinto falta de quando eu fazia parte da sua vida, não do seu coração que você insiste em esconder, me obrigando a fazer o mesmo. Me obrigando a fingir estar convencida de que estou feliz em outros braços, quando só os seus me fazem felizes de verdade.

Não aprendi a esquecer.

Hoje me dei conta de que eu não sei esquecer você. E não é por falta de tentar. Tentei, juro que tentei. Tentei tanto que até perdi as minhas forças. Não tenho mais estrutura para fingir que está tudo bem. O engraçado é que todo mundo me vê rindo e ninguém vê que a minha vontade de rir não existe mais. Não tem mais graça sem você, meu amor. Perdi as contas de quantas vezes eu tive que me segurar para não te ligar e falar tudo o que eu estou sentindo. E perdi as contas de quantas vezes eu chorei por perceber que, se eu ligasse, seria em vão. Eu lembro de ter prometido para mim mesma que não choraria quando você fosse embora. Mas, apesar dessa promessa, eu não consigo controlar essas lágrimas. Não consigo controlar essa saudade que eu tenho de você. Então, por favor, me ensina? É só o que eu te peço. Não pedirei para você voltar, porque eu sei que não fomos feitos para dar certo. Apenas quero aprender a fazer como você: Não deixar que a saudade rasgue o meu sorriso, embora ninguém perceba que isso acontece. Quero que você diga como é que eu faço para aceitar essa distância enorme que há entre nós, embora ela não tenha deixado de machucar. Por favor, me ensina… Ensina-me a viver bem sem você. Ensina-me a esquecer que eu sempre serei tua.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Tentar não foi o suficiente, eu sinto muito.

Eu tentei tirar-te da minha mente e, quando vi que não seria capaz de fazer isso, tentei também me enganar, meu amor. Treinei dizer que não sou mais apaixonada por ti, repetindo isso inúmeras vezes na frente do espelho. Convenci todo mundo disso, talvez até mesmo à ti. Mas o meu coração, o principal alvo, não se convenceu. Não se convenceu porque toda vez em que os teus olhos encontram os meus, ele é irradiado de esperança por tu não conseguir encará-los por muito tempo. Mas aí eu sou obrigada a lembrar que tu preferes ignorar o amor que ainda existe aí, dentro de ti. Por que fizeste isso conosco, meu anjo? Porque me obrigaste a seguir em frente sem ti? Isso é impossível para mim, estou sem rumo, fingindo saber aonde estou indo quando, na verdade, não quero ir a lugar nenhum sem você ao meu lado. O que tu fizeste com si mesmo, menino? Por que eu não te reconheço mais? E tu ages como um idiota o tempo todo, mas o teu olhar continua o mesmo, meu anjo. A diferença é que, assim como o meu, ele carrega a dor e a saudade com ele. E eu consigo vê-las, querido. E é aí que o meu coração aperta mais, porque tu não sabes o quanto me dói ver que nós ainda nos pertencemos e não poder fazer nada porque o nosso amor não é o suficiente. A verdade é que o nosso amor só não é o suficiente para nos manter juntos porque tu não queres que ele seja. Agora eu entendi o porquê todo mundo sempre diz que a verdade dói. Se dependesse de ti, ele nem existiria mais, eu sei. E vou confessar que, se eu tivesse escolha, optaria por acabar com ele, também. Eu só queria que o amor bastasse desta vez, anjo. Ainda mais porque ele é infinito, como prometemos a nós mesmos que seria. E agora? Teremos de fingir que estamos contentes com essa distância pelo resto de nossas vidas porque tu preferes que seja assim? Aliás, explique-me o porquê dessa tua escolha tão cruel. Conte-me o motivo que fez tu acabar com nós dois. Ele me destruiu por dentro, já que eu não estava brincando quando disse que precisava de ti para ser feliz. Por mais que eu tente esconder, eu sinto a tua falta, e essa saudade dói tanto, tanto, tanto que quase não dói mais… Só que é esse “quase” que a torna mais dolorida ainda. Eu sei que tu me amavas quando me obrigaste a ir embora, e sei que ainda me amas. Mas, se o amor sempre existiu aí dentro de ti, por que é que tu optaste por eu ir embora? Eu queria te procurar para ouvir a resposta saindo da tua boca, olhando nos teus olhos para certificar-me de que tu não mentirias, mas seria em vão, porque saber não mudaria os fatos, não acabaria com essa distância que nos separa. Nada pode mudar a nossa situação, nada pode nos salvar, e isso só não machuca mais que o fato de eu precisar continuar aqui, longe de ti.

domingo, 2 de outubro de 2011

Para sempre.

Estou te escrevendo de novo… Que coisa, não? Acho que é um vício, não sei. Nunca sei de nada, não é? A vida é uma grande incerteza… Nada é certo nessa vida. Sempre que eu pensava que tinha certeza sobre alguma coisa, na verdade, estava errada. Imagino que o ciclo da vida (ou um deles) seja esse: Os erros te levam aos acertos, que te trazem de volta aos erros, para que eles te entreguem aos acertos de novo, até você errar mais uma vez. Eu errei e acertei em relação a nós dois, e você também. Acertei quando não deixei que você se sentisse sozinho, acertei quando ensinei a você que não se pode desistir de si mesmo. Errei ao sentir aquele ciúme que podia ser considerado sinônimo ou resultado no medo enorme de te perder. Você acertou quando me fez sorrir enquanto eu chorava, acertou quando me ensinou a acertar. Errou quando me deu motivos para que eu fosse embora. Responda-me, com toda a sinceridade que há em você, sem hesitar: Era isso mesmo que você queria? É mesmo nessa pessoa que você quer se transformar? Não, não estou fazendo essas perguntas na esperança de que você volte. Mesmo que você estivesse disposto a voltar, você sabe que eu não deixaria. Fechei as portas para você, querido. Você me obrigou a fazer isso, você sabe. Eu não queria, mas era o que eu deveria fazer. Se eu poderia ter implorado para que você ficasse? Se eu poderia estar (ainda) insistindo em nós dois? Sim, é claro que eu poderia. Mas eu estaria sozinha nisso… E você sabe muito bem que, mesmo com todo o amor do mundo, não bastaria se ele só estivesse no meu peito. Ele poderia até existir no teu, mas você preferiu escondê-lo ao máximo que pôde. E não foi essa pessoa que me deixou apaixonada, você sabe disso. Eu era apaixonada por aquela pessoa que não deixava que eu me sentisse sozinha, que não se importava em deixar o mundo todo saber que ela pertencia a mim. Gostava daquela pessoa que falava comigo até de madrugada, e quase nem conseguia falar comigo por pura timidez (em outras palavras, amor). Basicamente, eu era apaixonada por uma pessoa que não encontro mais em você. Você deixou tudo isso ir embora. Por favor, explique-me o motivo de você ter feito isso, olhando nos meus olhos, por favor. Mais uma vez, que fique claro que eu não estou pedindo para você voltar. Apenas quero deixar você saber que eu sinto muito por olhar para você e não conseguir te reconhecer mais. Não poder mais dizer o teu nome quando me perguntavam o que eu entendia por “porto seguro”. Eu fui embora, mas você sempre vai fazer parte da minha vida. Prometi que seria para sempre, e eu não estava brincando… Apesar de tudo, você vai permanecer nas minhas memórias para sempre. Sempre.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Carta para alguém de quem me afastei.

Sei que prometi que não te escreveria mais, mas fazer isso é inevitável. Eu poderia pedir perdão por ter quebrado esta promessa, mas não... É desnecessário, pois tu quebraste todas as promessas que fizeste e nunca pediu perdão. E como se não fosse o suficiente, também quebraste o meu coração quando tu foste embora. Por que fizeste isso, menino? Por quê, se tu sabias que continuarias sendo meu? Embora tu estejas fingindo que eu não faço diferença, sei muito bem que tu ainda pertences a mim. Tu sempre pertencerás, assim como eu (mesmo que involuntariamente) sempre serei tua. Tu sempre serás o meu menino... Isso não depende de ti. Mas olhe, não estou aqui para reclamar do quanto tu és idiota e imaturo. Tu não darias a mínima, porque foi uma escolha tua se tornar assim. Apenas lamento por isso, pois tu fizeste uma das piores escolhas da tua vida... Mas a vida é tua e eu lamento muito não poder continuar cuidando dela. Lamento porque tu sabes que, se dependesse de mim, eu o faria. Continuaria fazendo inclusive agora, com toda essa mudança, se tu deixaste. E tu sabes que o “nós” não existe mais por tua culpa, e sabes que pedir desculpa não adiantaria. E é por isso que tu estás aí, fingindo sorrisos e risadas, cercado de gente que finge gostar de você e tu não percebes que tudo isso não passa de fingimento, assim como não permite que os outros percebam que você é uma farsa. Mas eu percebo, menino. Tu consegues enganar quem quiseres, menos à mim. Adivinha o porquê? Ah, tu sabes. Sabes que não me enganas porque eu ainda vivo em ti, assim como aquela parte antiga que antes era um todo (sim, aquela que tu fazes questão de esconder) ainda existe em mim. É por isso que aquela dor aparece toda vez que eu me lembro de ti. Lembro de ti tantas vezes em um só dia, menino... Tu me persegues, mesmo sem saber. Vejo-te em todo o lugar que olho; vejo-te até mesmo de olhos fechados. Mas que fique claro: Essa não é uma escolha minha, aliás, nada disso foi. Eu, se pudesse escolher, me contentaria com nossa amizade. Ah, que falta eu sinto dela... Sinto falta do meu melhor amigo. Sim, aquele que me protegia sempre, como se fosse meu anjo (e era, de alguma forma). E agora eu tenho que me contentar com essa distância porque sei que nada seria o mesmo se nos aproximássemos de novo. Nada seria o mesmo porque você não é o mesmo. Eu realmente não queria que fosse assim, meu anjo, mas é como eu disse: nada disso foi minha escolha. Queria dizer, pela milésima vez, que eu sinto muito. Sinto muito mesmo. Se eu pudesse, mudaria tudo isso. Se eu pudesse, voltaria ao passado para resgatar o meu anjo e não deixaria que ele se perdesse no tempo. Mas, como não posso, apenas lamento. E lembre-se: Se o meu melhor amigo voltar, ele sabe onde me encontrar e sabe que eu estarei de braços abertos; mas só para o meu melhor amigo.

sábado, 24 de setembro de 2011

Ex-amor(?)

Nem sei se posso te chamar de ex-amor, você ainda vive em mim... A vida é feita de incertezas, não é? E, pelo visto, você também é. Nunca deixou claro se queria ficar ou me deixar; parecia mudar de ideia constantemente. Mas a tua decisão final foi ir embora, e isso me doeu tanto, tanto... Eu sei que você quer voltar, menino. Não negue... Aliás, não diga nada. Poupe-me de ouvir a tua voz. Com ela, milhões de memórias invadem a minha mente e, ao contrário de você, demoram para ir embora. Você não vai tentar voltar, porque sabe que eu não permitiria. E sabe que não valeria a pena, pois você iria embora de novo. Você não nasceu para ser de alguém, querido. E apesar disso, você me ama. Me ama, mesmo sem saber amar. Você sabe que sempre será meu e que eu sempre serei tua. Outras pessoas vão entregar seus corações para você cuidar, e aí você vai se lembrar de como era cuidar do meu. Não adianta, menino: Você vai sempre se lembrar de mim. Nas coisas mais simples, mais inevitáveis, eu vou estar lá; assim como você estará lá, ao meu ver. Porque o nosso amor era simples e inevitável, fomos nós que o complicamos. E, às vezes, eu ainda tento procurar a razão de termos feito isso. Não encontro. Nunca vou encontrar, porque estou buscando algo que não existe. A razão nunca esteve presente no nosso amor e era isso que o tornava mais bonito. Ah, droga, eu não queria que todos esses verbos estivessem no pretérito... Eu não queria que “nós” tivéssemos virado pretérito. Eu planejava um futuro com você, mas ele (infelizmente) não aconteceu. Você não permitiu que isso fosse possível. Enfim, querido, acredito que eu esteja escrevendo para você pela última vez...Nunca serei capaz de esquecer tudo o que fomos, mas preciso aprender a não sentir dor quando eu me lembrar. Queria avisar que estão cuidando de mim. Sei que talvez você não queira saber, mas eu desejo que você se cuide também. Apesar de tudo, preciso que você esteja bem. Por favor, se cuide, já que eu não posso mais cuidar de você. Ah, mais um pedido: Não invada mais os meus sonhos. Já não basta invadir a minha mente, menino? Chega, por favor, chega. Eu preciso ser feliz, mas no caminho da felicidade você não pode me acompanhar. Não posso levar você no meu coração, embora eu saiba que você nunca vai sair de lá completamente. E, mais uma vez, se cuida. Desejo-te felicidades, meu menino... É realmente uma pena eu não poder mais te fazer feliz, sabendo que você nunca vai encontrar alguém como eu.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Ensina-me a não ser mais tua.

Eu posso deixar de ser qualquer coisa: Egoísta, problemática, frágil, tímida, teimosa, orgulhosa, paranóica, talvez eu possa até mesmo deixar de ser ciumenta e abandonar a indecisão. Só não posso deixar de ser tua. Não posso deixar de ser tua porque, uma vez que deixei de ser minha, desconheço a maneira de me pegar de volta — ainda mais quando você se recusa a me devolver.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Acabe com isso de uma vez, ou diga se é só um recomeço.

Eu acabei de descobrir o quanto você é idiota, estúpido e totalmente imaturo, e isso me deixou realmente frustrada… Mas isso não significa que eu tenha esquecido daquele teu outro lado meigo, romântico e totalmente encantador. Daquele teu lado que costumava ser meu também. Daquele teu lado que eu pensei ser inteiro, e não só um lado. Por que você está escondendo a pessoa que eu pensei que você fosse? Cadê o meu menino? Por que você resolveu ser metade? Ou será que a estupidez tomou conta de ti por inteiro? Cadê o meu anjo, que me protegia sempre, mesmo que de longe? O meu coração não pertence a você desse jeito. O meu coração pertence aquele teu antigo lado, que citei anteriormente. Aquele lado que você faz questão de esconder. Mas será que você o quer de volta? Eu não te quero assim. Não mesmo. Mas será que isso ainda faz diferença para você? Chega de incertezas. Por favor, não bagunce mais a minha mente. Seja claro e diga-me o que você quer. Responda as minhas perguntas. Eu preciso saber se realmente devo ir embora ou se vale a pena ficar. E só você, só você pode esclarecer essa dúvida. Então, por favor, faça isso logo, ou eu posso acabar me cansando de esperar.

domingo, 11 de setembro de 2011

Ah, querido, por que você me fez ir?

Ah, é uma pena eu ter que ir embora desse jeito… Ter que deixar você, ter que desistir de nós. Mas você me obrigou a fazer isso… E o pior é saber que eu consigo. Eu consigo e vou desistir de tudo. Mas uma pontadinha de dor sempre aparece nas despedidas, não é? E o pior é que nós nem sequer tivemos uma. Você foi se afastando aos poucos, e quando eu percebi, não podia fazer mais nada… Nem mesmo um beijo de despedida. Ah, eu gostaria tanto que você me beijasse, para eu sentir aquela sensação de embriaguez e felicidade que você me causava pela pela última vez… Mas nada. Você simplesmente se foi. E agora eu estou indo também… Ah, eu não queria ter descoberto esse teu lado imaturo e estúpido. Ah, meu amor, deixe-me te chamar assim pela última vez. Eu não queria que tudo acabasse desse jeito, mas eu não tive escolha. Você colocou um ponto final sem me consultar. E eu até consegui transformar o ponto final em um ponto, para acrescentar mais frases na nossa história, mas agora estou sendo obrigada a transformá-lo em final de novo. Porque essas frases só existiam aqui, na minha cabeça. Ah, meu amor, me leve de volta ao começo de tudo. Me leve de volta ao tempo em que nós estávamos descobrindo a paixão… Me leve de volta ao tempo em que ficávamos trocando mensagens até de madrugada. Me leve de volta aos beijos, aos sorrisos, aos carinhos… Eu prometi que não choraria, meu amor… Mas é tão inevitável! É mesmo uma pena nós nos perdermos assim… Eu estou tão frustrada, porque eu realmente pensei que nós pudéssemos dar certo. E eu sei que, se eu quisesse, não ligaria para o fim… Mas eu queria poder insistir. Eu queria que você ainda quisesse insistir, meu amor… Mas você não quis. E agora eu fico aqui, perseguindo o passado, tentando fugir do futuro se ele não for ao teu lado… Eu queria que tudo pudesse ser como era antes. Mas não pode, não pode… O que eu fiz de errado, meu anjo? O que eu fiz para você desistir? Qual foi o meu erro, desta vez? Ah, eu cansei de ser tão errada… Eu queria que você continuasse me concertando. Mas você não quer, e é tão difícil aceitar isso… Eu já tinha imaginado que as tuas promessas tinham data de validade, mas eu não sabia que ela era tão curta assim. Eu sabia que o fim ia chegar algum dia, porque eu sei que nada é para sempre, mas por que precisava acabar tão rápido? Eu gostaria, do fundo do meu coração, desejar que você fosse feliz, mas eu também não posso, porque eu também gostaria, do fundo do meu coração, que você fosse feliz comigo… E eu ainda não estou preparada para aceitar que não vai ser mais assim. Se eu quisesse ser uma garota forte, eu seria e deixaria você ir sem nem sentir a tua partida… Mas eu vivo correndo para o passado por escolha própria. Não gosto quando histórias que tinham tudo para ser eternamente lindas acabam tendo um final trágico. E isso é tão trágico pra mim, e mais trágico ainda saber que nada disso é trágico para você… Porque você está indo embora sem olhar para trás, e eu deveria assistir você ir embora sem olhar para trás também, mas eu não quero… Hoje, meu menino, vou lamentar a tua partida. Amanhã, pode deixar que amanhã eu serei a garota forte de sempre. Mas hoje não… Hoje eu preciso chorar, para poder sorrir amanhã. E pela última vez, quero que você saiba que eu sinto muito, meu amor… Mas amanhã, você vai saber que eu não sentirei mais nada. Boa sorte, meu menino. Quem sabe os nossos caminhos ainda se cruzem e a nossa história tenha uma continuação. Quem sabe… Eu te amo, meu menino. E esse amor vai me acompanhar para sempre, embora eu não deixe ele me vencer. Então, por favor, não mata esse restinho de paixão que você guarda aí dentro. É só o que eu peço.

sábado, 10 de setembro de 2011

Sinto muito por sentir tanto.

Eu queria dizer que eu sinto muito… Sinto muito por sentir você se afastar cada vez mais e não poder fazer nada. Sinto muito por ficar em silêncio quando eu deveria ter dito alguma coisa. Sinto muito pelos meus erros, pela minha paranóia e pelo meu ciúme. Sinto muito pelos teus erros, que que acabaram me deixando paranóica e cada vez mais enciumada. Sinto muito por ainda sentir muito e sinto muito por você talvez não sentir quase nada. E eu sinto muito caso você ainda sinta muito também e por saber que sentir (infelizmente) não é o suficiente.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Desespero silencioso.

Eu estou fingindo que nada está acontecendo, mas está! E tudo isso que está acontecendo está me machucando pra caramba. Eu queria explodir, mas continuo calada. Eu quero gritar com você, berrar com você, perguntar o que diabos você está fazendo… Quero perguntar o porquê de você estar se afastando tanto, caso você realmente estiver. Eu estou com medo de te perder, droga! Você não está vendo isso, não? Eu sinto que você está me deixando, indo embora, de fininho, como se eu não percebesse… Mas eu estou percebendo! Estou percebendo e isso me dói tanto, tanto… E o que me dói também é ficar calada. Fico calada porque, se você não estiver indo embora e eu explodir, você pode ir embora por estar cansado das minhas paranóias… Eu também estou. Eu também não aguento mais esse meu jeito paranóico, louco e totalmente apaixonado. Eu sempre quebro a cara assim, mas de que serve a vida sem o amor? De que serve a vida sem você? Não serve para nada, e é por isso que eu quero explodir porque eu estou com tanto medo… Só Deus sabe o quanto eu imploro, baixinho, no meio da noite: “não vai embora, por favor, você não pode ir… Por favor, meu Deus, não deixe que ele vá…” Você prometeu estar comigo para sempre e parece estar me esquecendo agora… Me diga que isso não é verdade, por favor… E o pior de tudo isso é que você quase não diz mais nada. Não diz se está indo, não diz se vai ficar… E é esse o motivo de eu pensar que você realmente está indo! Por favor, não faz assim comigo, não… Diz que não está. Me mostre que não está. Eu preciso tanto de alguma atitude sua. Estou sentindo falta até das palavras. Pode parecer ridículo, mas o amor me deixa estúpida assim mesmo… Eu não posso falar o que eu sinto, então faça que isso não seja necessário! Me mostre que você (ainda) me ama, que precisa de mim, que me quer, que sente falta também… Me mostre que é paranóia, me mostre que não vai me deixar nunca, me mostre que não vou precisar gritar, berrar, espernear, choramingar… Me mostre que eu não preciso fazer nada, nada além de continuar te amando.

Mas será que é recíproco?

O fato é que eu só preciso de você. Preciso de você mesmo. Não sei escutar músicas sem lembrar dos nossos momentos. Não sei não sentir saudade de você quando você vai embora. Não sei olhar a lua ou admirar o pôr-do-sol sem imaginar você ao meu lado. Não sei fechar os olhos sem lembrar dos teus. Não consigo me ver ao lado de outra pessoa a não ser você quando ouço a palavra “felicidade”. E talvez tudo isso seja um problema, meu amor... Porque, talvez, você não se lembre dos nossos momentos quando escuta uma música romântica. Talvez você não sinta tanta saudade de mim quando eu me afasto. Talvez você não gostaria de estar ao meu lado enquanto olha a lua ou admira o pôr-do-sol (se é que você tem tempo para essas coisas). Talvez você não se lembre dos meus olhos quando fecha os teus. Talvez não seja o meu nome que vem a tua cabeça quando você escuta a palavra “felicidade”. Talvez, meu amor, eu não seja para você o que você é para mim. E quanto mais eu penso nisso, mais eu me machuco... E o problema é que é inevitável. Eu morro de medo de perder você... Isso não pode acontecer. Não para mim. Seria como se o meu mundo inteirinho fosse cair nas minhas costas. E cairia, se você fosse embora. Então, por favor, não vá... Fica. Fica porque eu preciso de você. E eu realmente espero que você ainda precise de mim, como precisou um dia... Realmente espero que a chama da nossa paixão ainda exista aí no teu coração, e que ela não tenha diminuido, porque em mim, ela só vem aumentando... Então, por favor, demonstre que nós sempre seremos nós. Tome atitudes que faça com que eu fique segura de que eu definitivamente não vou perder você... E que você também não pode se perder de mim.

Why don't you come on over?


Como você não vê que eu preciso de você aqui? Como não vê que preciso dos teus braços para anestesiar essa dor que sempre aparece quando você não está por perto? Como você não vê que eu estou precisando de um carinho teu, de algumas palavras doces? Como? Tudo isso está tão transparente nos meus olhos… Mas faz tempo que você não se perde neles, não é? O que aconteceu? Por que eu sinto que você está se afastando cada vez mais de mim? Pensar que eu posso estar te perdendo me dói tanto, tanto… Por que você não me mostra que eu não estou? Por que você não me dá aquele abraço bem apertado que é só teu? Por que você não se aproxima mais? Você sabe que não precisa se distanciar assim, sabe que se eu pudesse te colocar ao meu lado agora, eu o faria… Mas eu não posso, meu amor. Não posso porque não depende só de mim. Eu não quero você ao meu lado se você não quiser estar. Eu te quero tanto, mas você tem que me querer de volta. Eu quero que nós dois seja uma necessidade sua também. E é, não é? Então o que está te impedindo de chegar mais perto de mim, hein, querido? Por favor, meu anjo… Diga que ainda quer me proteger. Diga que o teu coração ainda é e sempre vai pertencer a mim, assim como o meu amor sempre será o teu amor. E, se não for pedir demais, demonstre isso também.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Fica...

Não devolve o meu coração, não. Ainda não. Eu quero que ele fique aí contigo, em segurança. Ele pertence a ti. E deixa o teu continuar comigo. Não pega de volta. Ou será que você já o fez, e eu não percebi? Diz que não, por favor… Todo mundo diz que a gente combina, que nós somos um casal lindo, todo mundo fica admirado com o fato de que somos tão diferentes e, ainda assim, nos amamos tanto. Amamos. Você leu esse verbo no pretérito ou no presente? Eu espero que esteja no presente, porque para mim, vai ser sempre presente. Já te disse que você foi o melhor presente que eu já recebi na minha vida? Eu lembro de quando você me disse que eu fui o teu. Eu lembro de você ter dito que não era nada ser mim. Me diz, isso ainda está valendo? Mais uma vez, eu espero que sim. Porque eu não sou nada, absolutamente nada sem você. Eu era tão vazia antes de te encontrar… Aí você chegou, e me completou graciosamente. Mas quando você vai embora, eu volto a ser aquela pessoa vazia de novo. A minha vida perde o sentido sem você nela e não é exagero, não. É a pura verdade. Pergunta para quem você quiser se o brilho dos meus olhos permanece quando você me deixa. Então não me deixa, meu bem. Fica. Fica, e fica para sempre. Você não precisa ir. Nunca vai precisar. Nunca vá. Eu não quero que você vá. Então diz que você também não quer ir. Diz que ainda precisa de mim. Diz que me ama. Me dá um beijo, um abraço, me faz um carinho.

O que está acontecendo, meu anjo?

O que está acontecendo com nós dois? Cadê as brincadeiras, os carinhos, os sorrisos? Cadê os melhores amigos que nós costumávamos ser? Eu sinto tanta falta de tudo isso… Estamos nos afastando cada vez mais. Por quê? Eu sei, eu sei, ninguém disse que seria fácil, meu anjo… Mas ninguém disse que seria tão difícil assim. O que eu faço? Eu estou vendo você ir para longe e voltar bem próximo, sem saber se você quer ir ou ficar. Sinto que ainda consigo te fazer gargalhar, mas às vezes sinto que consigo, no máximo, te arrancar um meio-sorriso. Não faz assim comigo, meu amor… Está fazendo essa necessidade que eu sinto de você ficar cada vez mais insaciável, e eu não sei se isso é bom ou ruim. E também não sei se você ainda precisa de mim como eu preciso de você, e só Deus sabe o quanto isso me fere. Por favor, diz que não vai embora. Diz que só se afasta para perceber o quanto é bom ficar perto. Você é meu anjo, então não deixa de me proteger…

sábado, 3 de setembro de 2011

Estamos nos perdendo ou nos encontrando?

Eu me machuco com os meus próprios erros, eu vivo errando e ninguém quer aceitar os meus erros, enquanto eu cometo mais um erro aceitando os erros dos outros… Eu aceitei todas as suas contradições esperando que você me aceitasse. Suas contradições… Ah, meu bem, como elas me machucam… Você não faz ideia do quanto fere o meu coração. Mas o que é que não me machuca? Meu coração é tão frágil que parece uma maria-mole, e eu vivo reclamando disso. Mas também reclamo quando ele endurece, porque a vida já é dura demais. E me diz, meu anjo, quando é que eu acertei? O que eu fiz que te deixou apaixonado por mim? E o que eu estou fazendo ou deixei de fazer que foi está acabando, aos poucos, com toda essa sua paixão? Eu ainda sinto que ela está dentro do teu coração, meu amor, mas você só deixa ela transparecer às vezes… E, por favor, entenda: Eu não preciso de você ás vezes. Você não é só um tapa-buraco para mim, e é por isso que eu peço a Deus todos os dias não ser só um tapa-buraco para você. Eu preciso de você sempre. Mesmo não demonstrando sempre, e os nossos “às vezes” devem ser uma das poucas coisas que temos em comum. Às vezes eu sinto que nos perdemos brutalmente, mas às vezes eu sinto que nós continuamos pertencendo um ao outro como sempre… O problema é que, no início, o “às vezes” era “sempre”. E eu faria tudo o que fosse possível para que esse “sempre” voltasse a existir entre nós… Mas é possível? E se for, o que eu posso fazer? Eu não sei o que fazer, meu amor… Eu não sei como agir porque eu não sou boa nessas coisas. Nunca fui e você sabe muito bem disso. Mas eu sei que, de alguma forma, eu sempre fui sua. Mesmo sem saber. Mesmo sem você saber. E sei também que eu vou continuar sendo sua. Para sempre. Então, por favor, veja isso e tome alguma atitude no meu lugar. Salve-nos, não deixe que nós nos percamos desse jeito… Por favor, meu amor. Por favor, por favor, por favor. Não vá para longe assim… Não vai. Pelo contrário, vem. Se aproxima mais. Fica bem pertinho de mim. E fica para sempre.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Ei, eu amo você.

Eu só queria dizer que eu te amo. Mas eu te amo mesmo. Não estou falando da boca pra fora. Eu te amo. Eu estou certa disso. É o teu calor que aquece o meu coração. E não há ninguém nesse mundo que seja capaz de me fazer sorrir como você. Até porque o dono do meu sorriso é você. Sempre vai ser você. E eu sempre vou te levar aqui dentro, no meu coração. Mesmo que você me tire do seu. Já te fiz esse pedido e continuarei fazendo: Não me deixe. Nunca. Não vá embora. O meu mundo fica tão vazio sem você… E eu me sinto vazia também. Incompleta, porque só você pode me completar. Pode ter a certeza de que ninguém nesse mundo inteirinho é capaz de te querer como eu quero. E eu sei que não consigo demonstrar o tamanho do sentimento que está presente no meu coração, mas por favor, nunca duvide da sua existência. É que ele é tão grande que eu não consigo encontrar palavras ou atitudes para expressá-lo… Mas ele está aqui. O sentimento está aqui dentro e me acompanha em todas as horas do meu dia. Nunca me abandona. E eu nunca vou abandonar você. Nem que você queira. Nem que você exija. Então, por favor, não me abandone também. Nem que eu queira. Nem que eu exija. Não me abandone de jeito nenhum.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Amor: Hora é veneno, hora é cura.

Aprendeu.

Era uma vez uma garota que era inegavelmente feliz, nada nunca a abalava a ponto de destruir essa alegria que irradiava o coração dela, vivia de sorrisos verdadeiros, tudo para ela estava sempre ótimo e, quando não estava, acabava ficando, no final. O amor ainda não doía mais que machucados nos joelhos, ela tinha amigos verdadeiros e os altos e baixos da vida eram bem mais leves, mais fáceis de suportar. E tudo continuava assim, até essa garota crescer. Cresceu e foi obrigada a enxergar o mundo como ele realmente é. Enxergar que nem sempre o mundo é belo e que, quando é, perde sua beleza tão rapidamente que quase nem dá tempo de apreciá-la. Cresceu e os problemas conseguiram abalar o sorriso verdadeiro que ela sempre carregava em seu rosto. Cresceu e aprendeu, na marra, que a felicidade não é inabalável como pensou que era. Cresceu e aprendeu que, às vezes, a felicidade vai embora e demora para voltar. Cresceu e aprendeu que nem sempre as coisas são do jeito que ela esperava. Cresceu e conheceu o amor, viu que ele é lindo mesmo, mas aprendeu que ele também carrega um tiquinho de dor que dificilmente aparece, mas quando aparece, esse “tiquinho” vira “imensidão”. Cresceu e aprendeu que não pode confiar em todo mundo, que são poucos o que ela realmente pode chamar de “amigos”. Cresceu e aprendeu tanto, tanto, tanto, que ficou cansada de aprender, e aprendeu que o cansaço não tem força para acabar com o aprendizado. Nem o cansaço, nem nada.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Insegurança

Parece que você não se permite ser meu por inteiro. Não me deixa cuidar de ti totalmente. Não cuida de mim sempre. Por quê? Hein? Eu não sei se você sabe, mas eu preciso de você sempre. E eu queria sentir que você também “me precisa” a todo momento.
Eu sei que, como todo mundo, você precisa de cuidado, então me deixa ficar ao teu lado, me deixa cuidar de ti porque assim, indiretamente, eu cuido de mim também.
Olha bem no fundo dos meus olhos e me deixa mergulhar no brilho dos teus. E me deixa segura de que esse brilho só existe por minha causa.
Eu sou inegavelmente tua, por inteira. Cada pedacinho meu é teu. Inclusive o meu coração. Então deixa eu te mostrar isso.
Deixa eu te mostrar que, para mim, abraço melhor e mais reconfortante que o teu não existe. Deixa eu te mostrar que o meu mundo fica vazio quando você se afasta dele. E me deixa segura de que você também se sente assim sem mim: incompleto.
Eu te quero tanto, mas não estou certa de que isso é recíproco. Então, por favor, deixa isso transparecer porque eu já estou cansada dessa insegurança.
Por favor, faça a diferença e não seja só mais uma dúvida na minha vida.
Seja uma certeza.
Seja a minha certeza.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Sentir.

Olha, eu sei que tudo está diferente. Eu sei que muita coisa mudou e não sei o porquê… Mas é que você me decepcionou aquela vez, e tem me decepcionado cada vez mais… E é a partir daí que as coisas mudam. Mas eu tenho vontade de ficar repetindo toda hora: “Não vai embora, não vai embora, por favor, não vai embora…” Está difícil confiar em você ou no amor que você diz sentir, e eu só queria que você me desse um motivo para isso. Um, apenas um. Um motivo, nem que pequenininho, mas que existisse. Se eu podia ter desistido de você? Sim, eu podia. Mas eu não desisti porque eu pensei que você valia a pena. Então, pelo amor de Deus, me mostre que eu não estava errada. Diga que nós apenas estamos em uma fase de turbulência e que vai passar. Diga que nós estamos mais diferentes, mas que as nossas diferenças ainda nos completam. Diga que a nossa relação consegue ser bem complexa, mas nunca vai deixar de existir por isso. Diga qualquer coisa, só não diga que vai embora. E não deixe-me ir. Confesso que já pensei em desistir de nós umas duas vezes… Quem sabe três. Mas essa vontade sempre passava rápido. Sempre passa. Eu agia como a pessoa mais chata do mundo e você simplesmente dizia, de um jeito suave e irresistível que torna impossível deixá-lo: “Não vai embora, fica (…) Eu não posso ficar sem você.” E isso me derretia todas as vezes em que eu tentava ser fria. E eu ficava. Sempre fiquei e nunca me arrependi disso. E estou ficando mais uma vez, embora meio incerta se é isso que eu devo fazer. O fato é que, mesmo que você me faça ter vontade de ir embora várias vezes, eu sempre vou ficar, se você pedir. E eu estou aqui, sozinha, quase paranóica, pensando se devo ir ou ficar. Porque, você sabe, eu estou chateada, mas não quero ir… Eu quero ficar, porque quero insistir em nós. Meu coração precisa disso. Implora para que eu continue insistindo. E, por mais que eu tente ouvir a razão, sempre acabo fazendo o que o meu coração manda. E o problema é que eu sempre percebo que deveria ter seguido a razão. E não consigo, porque a razão me diz pra ficar longe de você. E eu não consigo de jeito nenhum ficar longe de você. Já tentei e cheguei a conclusão de que não dá. Não dá mesmo. Você me prendeu. Me prendeu de uma forma que não deixa eu me soltar. E outra coisa é que eu também não quero me soltar. Eu só quero você. Por que diabos querer você tem que ser tão complicado? Eu tenho tanto medo de precisar mesmo ir embora… Então, por favor, dá um jeito de acabar com essa incerteza que está me deixando louca? Às vezes eu te sinto tão perto mas, em outras, eu te sinto tão longe que quase nem sinto… Sentir eu sinto o tempo todo. Sinto uma vontade incontrolável e irracional de você. Que passa por cima de qualquer motivo que indica que eu devo ir embora. Agora só falta sentir que você também sente o tempo todo, e não só de vez em quando.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Não vai embora.

Ei, me desculpa. Me desculpa mesmo. Me desculpa se eu deixei você pensar que não te queria mais. Me desculpa se eu nem sempre te dou o carinho que você precisa. Mas eu tenho medo de você enjoar de mim. E parece que isso está acontecendo… Droga, você está enjoando de mim? Eu sei que não tenho demonstrado o quanto eu te amo porque desaprendi a fazer isso… Mas eu te amo. E eu não quero que você vá embora. Eu te amo mesmo. Do fundo do meu coração. Então, por favor, fica. Fica para perceber o quanto as nossas diferenças combinam. Fica para perceber que eu ainda posso ser tudo para você, se você deixar. Me mostre que eu não estou amando por nós dois, assim como eu estou te mostrando que o que você sente — ou sentia — por mim nunca deixou de ser recíproco. Eu sei que as coisas mudaram. Eu sei que tudo está diferente, mas por favor, segure a minha mão bem forte e faça dar certo. Ainda vale a pena insistir, meu anjo. Sempre vai valer a pena. Você disse que nunca se cansaria de mim, de nós. Então, por favor, não faça isso agora. Diga-me qual é o problema, e eu passarei por cima dele se for o necessário para estar ao seu lado. Não vá embora. Não desista de mim. Eu sei que sou complicada, mas não desista. Assim como eu não desistirei de você. Mesmo que eu conseguisse, eu não quero desistir de nós. Então me diz que você também não consegue e nem quer desistir. Diz que o teu coração sempre vai ser meu, só meu. E eu sei que, assim como eu, você também vive errando. Mas por favor, meu amor, aceita os meus erros que eu aceito as tuas contradições. Eu aceito qualquer coisa por você. E se for preciso, eu até aceito chorar por você algumas noites, se você prometer que vai me acalmar. Mas não vai embora. Eu não consigo me sentir bem sem você. Então me diz que também se sente perdido sem mim. E não vai embora.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Diga que ainda me ama... Por favor.

Sabe o que é? É que eu tô mal. Tô mal mesmo. Eu queria você aqui, droga. Tentei mentir para mim mesma que não me importava tanto contigo, mas não adiantou nada… Eu me importo com você mais do que me importo comigo. E te ver longe assim dá uma pontada no peito, sabe? Aliás, uma não. Duas, três, quatro, cinco pontadas… Não para de doer. Você era o antídoto da minha dor, lembra? Mas agora é você quem está a causando. Por que você teve que complicar tudo? Tudo seria tão mais fácil assim, você sabe disso. E você sabe que eu odeio as suas contradições, mas também sabe que eu seria capaz de aceitá-las para ficar ao seu lado. Você mentiu quando disse que se importava? Porque é isso que parece. Mas eu pensei que você estivesse falando sério quando disse que não sabia ficar bem sem mim. E você está ótimo, não está? Ou você finge tão bem quanto eu? Se está bem, eu fico feliz por você. Quero dizer, é claro que eu queria que você sentisse a minha falta. Mas se você está sorrindo, então eu posso sorrir também. Mesmo que seja um sorriso em meio à inúmeras lágrimas, ele sempre vai aparecer quando o seu sorriso vier á minha cabeça. Eu queria que você me puxasse pelo braço e pedisse pra eu voltar. Queria que me dissesse que não é nada sem mim. Eu sei que você me deixou chateada com o que fez. Mas ficar longe de você só me deixa pior. Mas por que você não me pediu pra ficar, como sempre fazia quando eu ameaçava ir embora? Pareceu que você nem se importou. Pareceu que eu não fazia diferença na sua vida. E você não sabe o quanto isso doeu. E você não sabe o quanto ainda dói. Me diga, a minha ausência também te machuca? Eu nunca pensei que você fosse me dar motivos para ir embora. Eu nunca pensei que você me deixasse ir embora. Eu ainda tô esperando você dizer que ainda me ama. E eu também tô super chateada com o fato de você não ter feito isso ainda. Por que você aceitou que eu fosse embora? Por quê? Isso me matou por dentro. Só Deus sabe em quantos pedaços meu coração ficou. Mesmo que eu tenha escondido isso. Você sabe que eu sempre escondo as minhas dores, não sabe? E, mesmo assim, você conseguia perceber que elas estavam assim. Mas e agora, você consegue ver o quanto faz falta? Consegue ver que eu não quero desistir de nós? Então, por favor, não me obrigue a fazer isso. Por favor.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Um dia.

Sabe, você não era o meu mundo. E eu nem tô triste porque você foi embora. Eu tô triste porque eu pensei que eu fosse o seu mundo, mas percebi que não. No final das contas, você nem precisa tanto assim de mim. Isso se você definitivamente não precisar de mim, nem um pouquinho. Eu tô triste porque, quando eu disse para você ir embora, você foi. Simplesmente foi. Deu as costas, e foi. Agiu como se ir embora fosse a coisa mais natural do mundo, embora chegasse perto disso na minha vida. Aliás, sair da minha vida é tão fácil, né? Você foi e não disse nada. Não pediu pra ficar. Não reclamou. Não bateu o pé. Não ficou mal. Não disse que precisa de mim. Apenas foi. Foi de uma maneira que praticamente jogava na minha cara que eu nunca signifiquei nada para você, não de verdade. E isso dói. Não dói porque você era tudo para mim, mas dói porque eu pensei que fosse tudo para você. Pensei que fosse especial. Pensei que você se importasse de verdade. Você fazia eu me sentir assim... Especial, importante. Mas é assim mesmo, não é? Eu não passo de um nada para as pessoas. Não tenho capacidade para isso. Sou a pessoa que está no nível mais elevado da insignificância. Não nasci para fazer diferença na vida de ninguém. Infelizmente, não. Mas um dia eu aprendo a lidar com isso. Um dia a gente acaba se acostumando, né? Um dia.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Me desculpa.

Me desculpa por ter te amado tanto, me desculpa por ter deixado você brincar comigo, me desculpa por ter perdido milhões de noites chorando por você, e me desculpa por ainda me lembrar de tudo o que nós fomos um dia. Me desculpa por ter voltado para você quando eu deveria ter ido embora, me desculpa por ter te dado milhões de outras chances para você me decepcionar, me desculpa por ter me importado tanto com você, me desculpa por um dia ter achado que a gente poderia dar certo… Me desculpa por todos os sorrisos e lágrimas que você me causou, me desculpa por ter lutado por nós dois, me desculpa por ter insistido em você, me desculpa por ter acreditado em todas as suas mentiras. Me desculpa por ter perdoado todos os seus erros, me desculpa por todas as vezes em que eu disse que sentia a sua falta, me desculpa por todas as vezes em que eu não soube o que fazer. Me desculpa por ter sentido meu coração despedaçar quando eu percebi que não fazia diferença, me desculpa por ter chorado quando eu me dei conta de que o menino doce que existia em você nunca mais iria voltar. Me desculpa se eu fui o motivo de você ter se tornado tão estúpido a ponto de brincar com sentimentos, me desculpa por eu ter demorado perceber que nós nunca voltaríamos a ser felizes juntos. E me desculpa, mais uma vez, por ter te amado tanto… Me desculpa por tudo isso, já que você insiste em dizer que a culpa foi toda minha. E me desculpa por estar me desculpando, sabendo que era você quem devia se desculpar.

sábado, 16 de julho de 2011

I (don't) want you back.


Oi, eu queria te dizer que não, eu não sinto a sua falta. Eu sei que eu costumava correr até você e dizer o contrário, mas você mudou muito, não é? E definitivamente não vai voltar a ser o que era antes. Eu perdi muito tempo te dando segundas, terceiras, quartas, quintas chances… E isso foi porque eu realmente esperava que você voltasse a ser aquela pessoa que me deixou completamente apaixonada, e você dizia que ia mudar. Você dizia que ainda me amava, mas era mentira… Quando o “antigo você” morreu, o amor que você sentia o acompanhou. Mas, pensando bem… Eu também não amava você. Eu amava quem você era. Sabe, eu não gostava nem um pouco de passar noites e noites chorando por sua causa, muito menos de saber que você não dava a mínima para isso. Eu também não me divertia nem um pouco com a estupidez e ignorância que você adquiriu. Você nunca se importou de verdade com as feridas que causou, não é? Não precisa responder… Eu sei que não. E eu sabia que os seus olhos não brilhavam mais quando encontravam os meus, mas eu tinha esperança de que eles voltassem a brilhar. E você jogava na minha cara o tempo todo que isso não iria acontecer, e quando eu estava decidida que iria te esquecer, você voltava… E dizia que se importava e várias outras coisas bonitas só para me fazer ficar, porque eu sempre ficava. Lá no fundo, eu sabia que nenhuma palavra que você dizia era sincera, mas eu continuava ao seu lado, mesmo quando você me empurrava, porque eu queria acreditar que ainda restava em você algum pedaço daquela pessoa que realmente me amava. E quando eu percebia que não, eu desejava com todas as minhas forças não te amar mais e jogar na sua cara que você teria de encontrar outro brinquedo. Desejava com todas as minhas forças que você se sentisse terrívelmente mal quando percebesse que tinha me perdido, assim como eu me sentia todas as vezes em que percebia que a pessoa que eu realmente amava não iria voltar. Mas agora que tudo isso passou, agora que eu realmente não te amo mais, eu não desejo que você sofra, apesar de tudo. Muito pelo contrário, eu desejo que você seja feliz, sabia? E eu até desejo que, um dia, você aprenda a amar de verdade uma pessoa que não seja você. Apesar de todo o sofrimento que você me causou e deve estar causando para muitas outras garotas, no final das contas, quem vai sofrer mais será você mesmo. Porque eu encontrei uma pessoa que me fizesse feliz, e com certeza vai acontecer o mesmo com essas garotas, mas… e você? Como vai ser feliz, se não souber amar ninguém?

segunda-feira, 20 de junho de 2011

I'll never forget you!


Não diria que eu te esqueci. Diria que não sou mais apaixonada por você. Não te esqueci porque eu me lembro de você, e dos momentos que passamos juntos. E, às vezes, até sinto falta. Sinto falta do que você era. Sinto falta do que nós éramos. Aliás, sinto falta de quando éramos “nós”. Eu te amei tanto, tanto… Tanto que até hoje me pego pensando em tudo isso. E, sabe, às vezes me pergunto: E se tivéssemos dado certo? E se você não tivesse mudado? E se eu não tivesse errado tanto com você? E se? No começo, a nossa relação era tão linda, e se continuasse assim, talvez durasse. A sensação de um amor correspondido era tão boa, e ninguém duvidava que esse amor era recíproco. Nem eu. Mas, depois de um tempo, comecei a sentir que estava amando sozinha. E isso doeu. Doeu muito. E eu sempre tentei acreditar que isso era mentira porque meu coração gritava isso. Só por isso confiei nas suas mentiras. Quando você dizia que ainda me amava, eu não queria ter motivos para duvidar. Mas eu tinha, e mesmo assim passei por cima de todos eles. Sofri durante muito tempo, e chorei várias noites por sua causa. Mas eu não me arrependo de nada. Não me arrependo de nós, não me arrependo de insistir na nossa história. Porque eu sei que lutei até não poder mais, até ser obrigada a aceitar que definitivamente não iríamos dar certo. E você, apesar de ter feito meu coração queimar de dor, causou os meus melhores sorrisos. E quando penso nas inúmeras vezes em que você me fez sorrir, automaticamente um novo sorriso se forma nos meus lábios.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Memories.


Sim, ela ainda pensa nele. Não sabe o porquê, mas sabe que é inevitável. Não, ela não continua apaixonada por ele. Sabe que ele deixou de ser o que ela precisa há muito tempo. Mas ela vive pensando em como poderia ter sido se ele não tivesse mudado. Se isso não tivesse acontecido, eles poderiam ter dado certo. Ela sabe, ele sabe, todo mundo sabe. E ela ainda pensa nele porque também sabe que gostou dele como nunca havia gostado antes e, talvez, não goste de ninguém desse jeito de novo, já que vive se limitando a não se apaixonar demais. Gostava tanto dele que até hoje as lembranças invadem sua mente, apesar de ela tentar afastá-las rapidamente todas as vezes que isso acontece.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

You're my life now.


Antes, eu só conseguia te ver como o meu melhor amigo. Eu te via como a pessoa que iria me dar forças para levantar quando me derrubassem, te via como a pessoa que estaria do meu lado para sempre, mas eu não imaginava que fosse passar disso. Depois de um tempo, eu fui ficando cada vez mais confusa sobre o que realmente sentia por você, não tinha certeza se estava confundindo as coisas, já que sempre fomos muito próximos. E quando você dizia que me amava, eu sentia meu coração bater mais forte. Mesmo assim, eu tentei ignorar tudo isso. Não consegui. Ainda me sentia confusa. Até a ideia de te perder aparecer na minha cabeça. E foi aí que eu percebi que o efeito que você causa em mim é muito mais do que segurança. Eu não esperava que você dissesse que estava apaixonado por mim. Mas era o momento certo, então eu disse que sentia o mesmo. Não vai ser fácil, mas se eu estiver com você, vale a pena correr todos os riscos. Quero que você seja completamente e inteiramente meu, porque eu sou completamente e inteiramente sua. Eu sei que não vai ser pra sempre, porque nada é. Mas, enquanto durar, eu quero você aqui, do meu lado.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Eu choro...


Eu choro por tudo, por tudo mesmo. Choro de rir. Choro quando sinto saudade. Choro de tristeza. Choro quando não consigo mais esconder essa dor com um sorriso. Choro de raiva. Choro ao ouvir músicas tristes que me lembram certos momentos. Choro de vergonha. Choro quando me sinto sozinha. Choro de ciúmes. Choro até mesmo sem motivo, quando tô sentindo um aperto no coração. Choro quando me magoam, e quando eu magoo, também. Choro quando sinto medo. Choro ao ler livros, ou ao assistir filmes. Mas o pior de todos os meus choros, é quando eu choro por você. Porque, na minha mente, você deveria é me fazer sorrir.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Hide.


Um dia li que o amor não acaba, ele apenas adormece. Se não despertar, continuará adormecido, mas nunca terá um fim. E hoje posso dizer com toda a certeza do mundo que concordo, apesar de não entender o por quê. Eu estou fugindo do que eu sinto por você, porque cansei de quebrar a cara demonstrando. Porém, não é verdade quando digo que você não passa de um idiota pra mim. Chega perto, mas não te esqueci completamente. Sei disso porque eu ainda sinto. Involuntariamente, mas sinto. E se eu tiver uma recaída, ele volta mais forte que antes. Mas não posso deixar que isso aconteça.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Game over.


Quer saber? Eu cansei. Cansei de chorar por você todos os dias e você acabar fazendo coisas piores com a intenção de me fazer chorar mais ainda. Cansei de você me provocando toda hora, me fazendo sentir ciúmes e, consequentemente, me fazendo chorar de novo. Cansei de ela fazer questão de esfregar na minha cara que está com você, e da sua indiferença. Cansei do seu cinismo e da sua hipocrisia. Cansei de sofrer por alguém que não merece nem sequer uma lágrima minha. Porque o amor não é assim. O amor não machuca, o amor faz bem. Eu pensei que fosse porque o sentimento era forte, mas eu apenas não conseguia desistir porque eu não queria. Eu até queria, mas o meu coração ficava insistindo. Mas está na hora de ouvir a razão agora, porque eu fiz o que o meu coração mandou e olha só o que aconteceu... Cheguei a conclusão de que eu não gosto de você, eu gostava da pessoa que você era, e todo mundo sabe que eu já tolerei coisas demais por você. Se tudo isso foi um joguinho idiota, tenha certeza de que eu não serei nunca mais o seu brinquedo. Então, se você quer continuar com esse teatro, se quer continuar sendo essa pessoa estúpida, ótimo, continue nos braços dela, porque ela merece alguém exatamente assim e ser feita de trouxa, não eu.

sábado, 19 de março de 2011

You don't care.


Eu me pergunto por que as pessoas não conseguem ver a dor que o meu sorriso carrega. Eu me pergunto por que as pessoas não se esforçam para enxergar além do que eu aparento ser, e ver que meus olhos estão cansados de derramar lágrimas. E eu pergunto por que você não se importa com isso. Eu tinha tanto medo de te magoar, e ainda tenho. Mas agora, você só se importa com você mesmo. E eu não posso entender por que eu ainda preciso tanto de você, por que eu ainda me importo. Eu costumava saber em quem você pensava, e eu sorria ao pensar em você, ou ao te ver. Agora eu não sei nem ao menos quem você é, e eu sinto vontade de desabar em lágrimas quando te vejo, ou ao pensar em você. E ainda assim todo mundo acredita quando eu digo que está tudo bem. Eu sempre me decepcionei, mas dessa vez eu queria que fosse diferente, por que você não deixava nem passar pela minha cabeça que um dia me magoaria. Você deveria me explicar porque você mudou, e porque age assim, como se não tivesse um coração. Mas você tem. Por que eu entreguei o meu à você, mas você não está cuidando dele. Você não demonstra se importar nem um pouquinho com a dor que está dentro dele. Eu quero que um dia você ame alguém o tanto quanto eu te amo e que essa pessoa não se importe, não tê dê valor e te faça chorar o tanto quanto eu choro. Ok, isso é mentira, por que eu não posso nem pensar na ideia de ver você sofrendo. Na verdade, eu só queria que você me amasse de verdade, como você aparentava amar. Eu sinto falta daquela pessoa que não me deixava dúvidas que realmente se importava, e que nunca ia desistir de mim. Você pede desculpas e, depois, continua cometendo o mesmo erro. Se é divertido pra você eu não sei, mas sei que isso me mata por dentro. E me mata mais ainda o fato de você não se importar com nada disso. A sua consciência não fica pesada depois? Ou você também não a escuta mais? Sair magoando a pessoa que mais te ama não é legal, divertido, engraçado nem muito menos te torna descolado, mas só você não percebe isso. E eu realmente queria que você parasse e sentisse a minha falta, como eu sinto a sua. E eu gostaria que você parasse de me magoar. Mas parece que isso não é possível. Aprendi que quando a gente acompanha a história da pessoa que amamos do lado de fora quando você queria estar participando dela, machuca. Eu me sinto cada vez mais substituída por uma pessoa que não merece o meu lugar. Mas se essa pessoa te faz feliz, eu não posso fazer nada. Mas seria bem mais fácil se você não insistisse em mentir, dizendo que me ama, dizendo que se importa, negando tudo o que eu ouço. O problema é que eu cansei de me iludir, já que suas palavras são diferentes das suas ações. Diga que não me ama, admita que não se importa. Machuca, mas machuca menos do que ouvir um "eu te amo" da boca pra fora, acredite.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Broken heart.


Sabe, quando eu digo que não aguento mais essa dor, as pessoas me dizem que se estou sofrendo assim algo de muito bom vai acontecer, ou então que há situações piores que a minha, mas nada disso ameniza a minha dor. E, se algo de muito bom vai acontecer, quando vai ser? Por que eu já estou cansada de esperar e nada acontecer. Estou ficando cansada de precisar vestir a minha máscara todos os dias. Será que eu nunca vou poder ser feliz com você, sem nada nem ninguém para atrapalhar? Será que eu não tenho esse direito? Por que é isso que a vida está me mostrando. E dói muito, e eu estou ficando cansada de aguentar — queria poder simplesmente explodir e que todos os meus sentimentos explodissem também. Ok, na verdade, eu só queria que pudéssemos ficar juntos sem interferências. Mas parece que isso não é possível.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

I (still) love you.


E mesmo apesar de tudo o que aconteceu, de tudo o que você fez e de tudo o que você não fez, quando eu te olho, eu ainda sinto a mesma coisa. E quando eu não te acho, meus olhos ainda desejam desesperadamente encontrar os seus. E quando você vai embora, meu coração grita, pedindo para você ficar, mas você não é capaz de ouví-lo — e uma dor toma conta dele. Eu sinto falta do que costumávamos ser. Eu sinto falta de quando você fazia tudo por mim. Eu sinto falta de não ter motivos para duvidar quando você dizia que me amava. Eu sinto falta do seu abraço, dos braços que me anestesiam me envolvendo gentilmente. Eu sinto falta de você, do antigo você. Apesar de eu sentir que o sentimento continua aí, no seu coração, como continua no meu, algo está errado. E nós sabemos o que é. Mas você não é capaz de mudar isso. E você não sabe o quanto eu lamento por isso. Só não pense que eu te esqueci. Apesar da distância perturbadora que agora existe entre nós, eu ainda te amo, meu amor. E isso não vai mudar.