terça-feira, 30 de agosto de 2011

Aprendeu.

Era uma vez uma garota que era inegavelmente feliz, nada nunca a abalava a ponto de destruir essa alegria que irradiava o coração dela, vivia de sorrisos verdadeiros, tudo para ela estava sempre ótimo e, quando não estava, acabava ficando, no final. O amor ainda não doía mais que machucados nos joelhos, ela tinha amigos verdadeiros e os altos e baixos da vida eram bem mais leves, mais fáceis de suportar. E tudo continuava assim, até essa garota crescer. Cresceu e foi obrigada a enxergar o mundo como ele realmente é. Enxergar que nem sempre o mundo é belo e que, quando é, perde sua beleza tão rapidamente que quase nem dá tempo de apreciá-la. Cresceu e os problemas conseguiram abalar o sorriso verdadeiro que ela sempre carregava em seu rosto. Cresceu e aprendeu, na marra, que a felicidade não é inabalável como pensou que era. Cresceu e aprendeu que, às vezes, a felicidade vai embora e demora para voltar. Cresceu e aprendeu que nem sempre as coisas são do jeito que ela esperava. Cresceu e conheceu o amor, viu que ele é lindo mesmo, mas aprendeu que ele também carrega um tiquinho de dor que dificilmente aparece, mas quando aparece, esse “tiquinho” vira “imensidão”. Cresceu e aprendeu que não pode confiar em todo mundo, que são poucos o que ela realmente pode chamar de “amigos”. Cresceu e aprendeu tanto, tanto, tanto, que ficou cansada de aprender, e aprendeu que o cansaço não tem força para acabar com o aprendizado. Nem o cansaço, nem nada.

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