segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Adeus, estou indo embora — e não voltarei mais.

Estou escrevendo-te para avisar que estou indo embora. Creio que desta vez seja definitivo, embora eu não possa afirmar nada quando o assunto é nós dois. Somos duas incertezas que não dão mais certo. Você sabe o porquê, nós dois estamos cansados de saber. O meu amor nunca bastaria para você. Não bastaria porque você não se satisfaz com o que tem; necessita sempre de mais, de vários. Eu me contentaria se tivesse o teu amor, mas você não. Talvez você precise do meu amor, não sei, mas sei que não é apenas dele — você precisa do amor de todas as outras. E eu tentei, meu bem, juro que tentei insistir em nós dois. Juro que tentei acreditar que pudéssemos dar certo se eu fizesse diferente, mas foi aí que eu percebi que não sou eu o problema. O problema é você. Você e essa sua mania de nunca se contentar com “pouco”. Sempre precisa de muito. E o meu amor é o maior que você poderia receber algum dia. Mas, mesmo sendo grande, não era o suficiente. E, por isso, estou sendo obrigada a fazer o que eu mais temia: Esquecer-te, desistir de nós. Eu não queria precisar fazer isso, meu bem, não queria. Mas não é justo ser tua por inteira e receber apenas uma parte de você. Eu também não me contento com pouco. Mas você tinha, você tinha muito e poderia continuar tendo. Se não fosse esse teu jeito de pensar que acredita que é impossível se contentar com uma só, eu poderia estar ao teu lado. É tão difícil aceitar isso, sabia? É tão difícil aceitar a desilusão, porque eu realmente pensei que o brilho que eu encontrava nos teus olhos era amor. E não, não era... Eu queria que você me amasse. Só isso. Eu sei que amor não se pede, mas era só disso que eu precisava. Só do teu amor, que nunca existiu. Se você me amasse, saber que eu te pertenço bastaria. Mas não basta e, por tanto, você não me ama. Quatro palavras, quatro malditas palavras que não entram na minha cabeça de jeito nenhum. O problema é que parecia ser tão real... Eu não pude duvidar do seu amor, porque ele parecia refletir nos seus olhos. E eu vivo me perguntando “mas será que realmente não refletia?”, vivo procurando esperanças, vivo complicando tudo, alimentando novas incertezas simplesmente porque eu não consigo aceitar que esse foi o fim. Ah, dói tanto ver que nós não passamos de uma grande ilusão... Dói tanto saber que eu nunca poderia ser única para você. Deveria ser mais fácil, não deveria? Não é justo que doa tanto assim, não é justo, ainda mais porque eu sei que só dói em mim. Embora não aceite, eu sei. Mas quem é que liga para a justiça além dos injustiçados? Ninguém, ninguém. Você não liga, porque você tem o que você quer. Você não liga de me ver indo embora assim, não é? Não precisa responder. Eu sei que não. Não negue, por favor. Eu sei que deve doer em algum lugar, mas não é por amor. Dói porque teu ego está ferido, não porque você me ama. E dizer que você me ama não fará com que eu fique, não desta vez. Se eu poderia ficar, insistir mais um pouco? Sim, eu poderia. Mas eu não aguento mais fechar os olhos para coisas que estão ali, na minha frente. Não consigo mais fingir que não estou vendo, porque eu vejo. Sempre foi tão difícil ficar longe de você, e não me ter por perto sempre foi tão fácil para você. E eu estou tão cansada de ter a minha maquiagem borrada por sua causa e ver que você não dá a mínima, porque você nem percebe que eu sei de tudo o que acontece. Estou tão cansada, mas meu cansaço não resolve nada, muito pelo contrário... Você acha que eu entrei no teu jogo, e eu realmente tentei jogar com você, mas eu vi que não daria certo, porque eu não sei viver de mentiras, eu não sei viver como você. Queria poder escrever “não se preocupe, eu ficarei bem” ou algo do tipo, mas eu nem preciso, porque você realmente não se preocupa se eu ficarei bem ou não. A verdade é que você não se preocupa com o bem estar de ninguém além do seu. Então... Adeus, para sempre. Eu não vou voltar mais. Não vale a pena. E eu sei que você não vai vir atrás para pedir que eu volte, porque a minha presença e a minha ausência não fazem mais diferença nenhuma, talvez você nem mesmo perceba que eu fui embora. E talvez seja melhor assim, tem que ser melhor assim. Eu vou encontrar alguém que me ame de verdade, que me trate bem, e vou aprender a corresponder. Seja feliz, tá? E, me faz um favor? Se cuida. Estou indo embora, mas isso não significa que eu não te queira bem. Já que você se esqueceu de mim, por obséquio, esquece também do amor que eu sinto por ti — eu tentarei fazer o mesmo.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Sorrir dói.

Estou aqui para dizer que eu sinto muito. Sinto muito por tudo o que nós não fomos. Como é que você se esqueceu, hein, meu bem? Você me prometeu que isso nunca aconteceria, mas olha só, as lembranças não mexem com você, não causam uma pontada de dor no peito por não passarem de lembranças... Não é justo, meu amor, não é justo. Não é justo porque eu ainda me lembro de tudo. Eu não poderia esquecer da gente, na verdade, não posso. Algo me prende a você, e eu acredito que seja esse amor que, pelo visto, só existe no meu peito. E saber disso dói tanto, tanto... Você nem imagina, porque você não sente, não é? Ensina-me, querido. Preciso aprender a esquecer você, já que você me esqueceu. Eu tentei, juro que tentei, mas nada adianta. O meu amor por você não tem cura. Mas e o amor que você sentia por mim, hein? Aonde é que ele foi parar? Ou ele nunca existiu? Ah, diga que não é verdade, meu bem, por favor... Já estou cansada dessas desilusões. Eu fui tão boba, tão ingênua... Acreditei que você ficaria, assim como o amor ficou. Digo, o meu amor. Eu queria não precisar dizer que esse amor era meu. Eu gostava de quando ele era nosso e, por tanto, era um só. Mas agora eu preciso separá-lo, porque o teu não existe mais. Não consigo aceitar isso, de jeito nenhum. Como é que ele foi abandonar o teu peito e ficar gigantesco no meu? Como eu já havia dito, não é justo, não é nada justo. Eu sabia que não duraríamos para sempre, meu bem, eu sempre soube. Mas eu não desconfiava que fosse acabar assim; não precisava ter acabado assim. Eu queria que você dissesse que eu ainda era o teu mundo, assim como você nunca deixou de ser o meu. Mas você não disse. Suas palavras apenas indicaram que você me esqueceu. Isso não entra na minha cabeça. Eu abri mão de tudo por você, meu anjo, e faria de novo, se fosse necessário. Mas... você não. E eu não entendo como é que nós fomos acabar assim, do nada; como é que eu fui perdendo a importância no teu coração, sem poder fazer nada. E eu não posso fazer nada. Eu não tenho forças para fazer nada. Não aguento mais sorrir, porque eu não estou feliz. Nem um pouquinho. Eu dei o meu melhor, e não foi o suficiente. Gostaria de poder perguntar aonde foi que eu errei, mas eu já sei a resposta. Errei quando te amei demais. Eu não deveria, nem por um momento, deixar esse sentimento me dominar. Deveria ter evitado enquanto podia, deveria ter controlado, devia ter feito qualquer coisa, mas não fiz. Deixei o amor me levar, pensando que não sofreria quedas no caminho. Na verdade, eu sabia, mas pensei que me levantaria sempre. Mas agora eu não posso mais levantar, meu bem, porque você acabou com as minhas esperanças. Queria saber quantas lágrimas serão desperdiçadas até eu entender que você e eu nunca mais seremos “nós”. Desperdiçadas, sim. Elas não valem a pena, não mudam nada. Nem sequer aliviam a minha dor. Eu queria poder seguir em frente, mas eu não quero ir a lugar algum sem você. Mas você... você pode ir a qualquer lugar sem mim. Por que é que precisa ser assim, hein? Por que é que precisa doer tanto? Por que eu sou tão vulnerável a você? Eu te amo, meu bem. E eu sei que vai ser sempre assim. Eu sei que esse amor não vai embora... Eu caí. Pensei que você fosse me segurar. Mas você não está aqui para me fazer levantar. Você é quem me derrubou; mesmo sem querer ou sem saber. Eu estou no chão, sem forças para levantar. Ah, às vezes sorrir dói tanto... Mais do que as próprias lágrimas.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Ah, se eu tivesse coragem para te ligar e te dizer....

“Oi, por favor, não desliga, não estou ligando para dizer que tudo foi culpa sua, apenas me escuta, é importante o que eu tenho pra falar, eu não aguentava mais guardar isso dentro de mim… Eu prometi para mim mesma que não ligaria, mas você sabe que o meu orgulho não dura muito quando você não vem atrás de mim, não é? Liguei para te dizer que eu ainda sinto a sua falta. Liguei pra te contar que meu coração dói toda vez que eu lembro do jeito que você costumava me abraçar. Eu sei que eu não deveria pensar em nada disso, mas eu não escolho… Se bem que você sabe que eu nunca quis precisar deixar que tudo isso fosse embora, mas eu fui obrigada a fazer isso (por sua culpa, mas eu realmente não liguei pra te culpar). Ai, desculpe-me por estar chorando agora, é que eu não sei falar sobre nós dois sem acabar chorando. É que eu não consigo te esquecer, e não te ter aqui dói, entende? Aí eu me pego lembrando de tudo isso, de tudo o que você era pra mim e sentindo tanta falta, mas ao mesmo tempo me sentindo idiota, sem saber se você se lembra de alguma coisa, porque eu nem sei o que eu fui pra você, aliás, se eu realmente signifiquei alguma coisa, mas eu realmente espero que sim, porque naquele 3 de julho eu vi nos teus olhos que eu era alguma coisa, mesmo sem saber o quê, eu sabia que era, e os teus olhos não mentem, meu bem, nem mesmo agora que você tenta esconder que esse amor também continua aí, no teu peito… E é um dos motivos por eu te ligar. É que eu não tenho mais estrutura para fingir que não dói, e você consegue fazer isso, tão perfeitamente que eu já cheguei a pensar que eu estava te amando sozinha, se não fosse o teu olhar. E eu ando percebendo que o senhor não anda se cuidando direito. Eu sei que estou longe, que não posso cuidar de você, e é justamente por isso que você precisa se cuidar. Por favor, se cuida?! Mas… Eu só te liguei pra me despedir de vez, sabe? Quer dizer, eu sei que nós acabamos faz tempo, mas eu sempre me perguntava porque é que nós não pudemos ter tido pelo menos uma despedida, pra eu falar que te amo pela última vez… Então, eu te amo. De verdade. Acho que pra sempre, não sei. Bem, agora vou deixar você em paz. Me desculpe por te ligar, mas é que eu precisava mesmo falar tudo isso. Mais uma vez, eu te amo… E se cuida, por favor.”

domingo, 9 de outubro de 2011

Para onde você foi?

Eu só esperava que fosse mais fácil. Eu só esperava ter me acostumado, depois de tantas despedidas na minha vida. Eu só esperava que não doesse tanto. Eu esperava qualquer coisa, só não esperava que você fosse embora. Você não podia ter ido embora, e você foi. Você prometeu que não ia deixar que nós nos perdessemos, e olha só o que aconteceu. E eu não posso berrar com você, dizer que a culpa foi sua, porque você vai fingir não dar a mínima. Por que fingir tanto? Por quê? Justo você, meu amor, justo você… Eu vivo de saudade. E essa saudade dói tanto, tanto, e me invade cada vez mais… Eu não consigo aceitar que você foi embora, não consigo. Não tenho forças para convencer o meu coração de que você não vai voltar. Queria descobrir aonde estava o erro. Queria que você dissesse porque foi se afastando tanto, até se distanciar de vez de mim. Eu sei que eu pareço estar tocando a minha vida. Eu sei que eu pareço feliz nos braços dele, eu sei. Mas quando ele vai embora, percebo que eu, principalmente sozinha, sou tua. Totalmente e inutilmente tua. E aí você me olha por meio segundo, e mesmo desviando o olhar, eu percebo que você também é meu. Então, me diz: Por que isso não foi o suficiente? Nós tínhamos tudo para dar certo, você sabe disso. Eu não estava preparada para te ver se perdendo em você mesmo sem nem sequer tentar voltar, sem querer voltar — talvez, sem nem saber que você deve voltar, que esse é o caminho errado. E não poder desfazer esse nó que nós viramos me machuca. Eu realmente gostaria que nós ainda tivéssemos jeito, mas eu nem te conheço mais… Não sei quem é você. O meu menino se perdeu aí dentro e, pelo visto, dependendendo de ti, não vai voltar. Eu sinto falta de quando eu fazia parte da sua vida, não do seu coração que você insiste em esconder, me obrigando a fazer o mesmo. Me obrigando a fingir estar convencida de que estou feliz em outros braços, quando só os seus me fazem felizes de verdade.

Não aprendi a esquecer.

Hoje me dei conta de que eu não sei esquecer você. E não é por falta de tentar. Tentei, juro que tentei. Tentei tanto que até perdi as minhas forças. Não tenho mais estrutura para fingir que está tudo bem. O engraçado é que todo mundo me vê rindo e ninguém vê que a minha vontade de rir não existe mais. Não tem mais graça sem você, meu amor. Perdi as contas de quantas vezes eu tive que me segurar para não te ligar e falar tudo o que eu estou sentindo. E perdi as contas de quantas vezes eu chorei por perceber que, se eu ligasse, seria em vão. Eu lembro de ter prometido para mim mesma que não choraria quando você fosse embora. Mas, apesar dessa promessa, eu não consigo controlar essas lágrimas. Não consigo controlar essa saudade que eu tenho de você. Então, por favor, me ensina? É só o que eu te peço. Não pedirei para você voltar, porque eu sei que não fomos feitos para dar certo. Apenas quero aprender a fazer como você: Não deixar que a saudade rasgue o meu sorriso, embora ninguém perceba que isso acontece. Quero que você diga como é que eu faço para aceitar essa distância enorme que há entre nós, embora ela não tenha deixado de machucar. Por favor, me ensina… Ensina-me a viver bem sem você. Ensina-me a esquecer que eu sempre serei tua.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Tentar não foi o suficiente, eu sinto muito.

Eu tentei tirar-te da minha mente e, quando vi que não seria capaz de fazer isso, tentei também me enganar, meu amor. Treinei dizer que não sou mais apaixonada por ti, repetindo isso inúmeras vezes na frente do espelho. Convenci todo mundo disso, talvez até mesmo à ti. Mas o meu coração, o principal alvo, não se convenceu. Não se convenceu porque toda vez em que os teus olhos encontram os meus, ele é irradiado de esperança por tu não conseguir encará-los por muito tempo. Mas aí eu sou obrigada a lembrar que tu preferes ignorar o amor que ainda existe aí, dentro de ti. Por que fizeste isso conosco, meu anjo? Porque me obrigaste a seguir em frente sem ti? Isso é impossível para mim, estou sem rumo, fingindo saber aonde estou indo quando, na verdade, não quero ir a lugar nenhum sem você ao meu lado. O que tu fizeste com si mesmo, menino? Por que eu não te reconheço mais? E tu ages como um idiota o tempo todo, mas o teu olhar continua o mesmo, meu anjo. A diferença é que, assim como o meu, ele carrega a dor e a saudade com ele. E eu consigo vê-las, querido. E é aí que o meu coração aperta mais, porque tu não sabes o quanto me dói ver que nós ainda nos pertencemos e não poder fazer nada porque o nosso amor não é o suficiente. A verdade é que o nosso amor só não é o suficiente para nos manter juntos porque tu não queres que ele seja. Agora eu entendi o porquê todo mundo sempre diz que a verdade dói. Se dependesse de ti, ele nem existiria mais, eu sei. E vou confessar que, se eu tivesse escolha, optaria por acabar com ele, também. Eu só queria que o amor bastasse desta vez, anjo. Ainda mais porque ele é infinito, como prometemos a nós mesmos que seria. E agora? Teremos de fingir que estamos contentes com essa distância pelo resto de nossas vidas porque tu preferes que seja assim? Aliás, explique-me o porquê dessa tua escolha tão cruel. Conte-me o motivo que fez tu acabar com nós dois. Ele me destruiu por dentro, já que eu não estava brincando quando disse que precisava de ti para ser feliz. Por mais que eu tente esconder, eu sinto a tua falta, e essa saudade dói tanto, tanto, tanto que quase não dói mais… Só que é esse “quase” que a torna mais dolorida ainda. Eu sei que tu me amavas quando me obrigaste a ir embora, e sei que ainda me amas. Mas, se o amor sempre existiu aí dentro de ti, por que é que tu optaste por eu ir embora? Eu queria te procurar para ouvir a resposta saindo da tua boca, olhando nos teus olhos para certificar-me de que tu não mentirias, mas seria em vão, porque saber não mudaria os fatos, não acabaria com essa distância que nos separa. Nada pode mudar a nossa situação, nada pode nos salvar, e isso só não machuca mais que o fato de eu precisar continuar aqui, longe de ti.

domingo, 2 de outubro de 2011

Para sempre.

Estou te escrevendo de novo… Que coisa, não? Acho que é um vício, não sei. Nunca sei de nada, não é? A vida é uma grande incerteza… Nada é certo nessa vida. Sempre que eu pensava que tinha certeza sobre alguma coisa, na verdade, estava errada. Imagino que o ciclo da vida (ou um deles) seja esse: Os erros te levam aos acertos, que te trazem de volta aos erros, para que eles te entreguem aos acertos de novo, até você errar mais uma vez. Eu errei e acertei em relação a nós dois, e você também. Acertei quando não deixei que você se sentisse sozinho, acertei quando ensinei a você que não se pode desistir de si mesmo. Errei ao sentir aquele ciúme que podia ser considerado sinônimo ou resultado no medo enorme de te perder. Você acertou quando me fez sorrir enquanto eu chorava, acertou quando me ensinou a acertar. Errou quando me deu motivos para que eu fosse embora. Responda-me, com toda a sinceridade que há em você, sem hesitar: Era isso mesmo que você queria? É mesmo nessa pessoa que você quer se transformar? Não, não estou fazendo essas perguntas na esperança de que você volte. Mesmo que você estivesse disposto a voltar, você sabe que eu não deixaria. Fechei as portas para você, querido. Você me obrigou a fazer isso, você sabe. Eu não queria, mas era o que eu deveria fazer. Se eu poderia ter implorado para que você ficasse? Se eu poderia estar (ainda) insistindo em nós dois? Sim, é claro que eu poderia. Mas eu estaria sozinha nisso… E você sabe muito bem que, mesmo com todo o amor do mundo, não bastaria se ele só estivesse no meu peito. Ele poderia até existir no teu, mas você preferiu escondê-lo ao máximo que pôde. E não foi essa pessoa que me deixou apaixonada, você sabe disso. Eu era apaixonada por aquela pessoa que não deixava que eu me sentisse sozinha, que não se importava em deixar o mundo todo saber que ela pertencia a mim. Gostava daquela pessoa que falava comigo até de madrugada, e quase nem conseguia falar comigo por pura timidez (em outras palavras, amor). Basicamente, eu era apaixonada por uma pessoa que não encontro mais em você. Você deixou tudo isso ir embora. Por favor, explique-me o motivo de você ter feito isso, olhando nos meus olhos, por favor. Mais uma vez, que fique claro que eu não estou pedindo para você voltar. Apenas quero deixar você saber que eu sinto muito por olhar para você e não conseguir te reconhecer mais. Não poder mais dizer o teu nome quando me perguntavam o que eu entendia por “porto seguro”. Eu fui embora, mas você sempre vai fazer parte da minha vida. Prometi que seria para sempre, e eu não estava brincando… Apesar de tudo, você vai permanecer nas minhas memórias para sempre. Sempre.