domingo, 27 de novembro de 2011

Diálogos imaginários.

— Ei, como vão as coisas por aí?
— Ah, vão indo… E por aí?
— Também. Indo como?
— Ah, sei lá… Só indo. Seria mentira se eu dissesse que estava indo tudo uma merd… — Suspirou. — Ok, tudo anda uma merda. Mesmo. Tudo começou a desabar depois que você foi embora. Não é exagero. É só que… Eu não tô sabendo lidar com tudo isso sem você aqui. Quando você tava aqui eu transbordava felicidade, bem, você sabe disso, todo mundo sabe. Todo mundo via. Mas agora eu mal consigo dar um meio-sorriso… Tá certo, você me vê gargalhar. Várias vezes. Mas não é do fundo do coração. É só que eu tento pelo menos parecer bem sem você, mas nem sempre dá certo. Às vezes até engano algumas pessoas, sabe? Mas o meu coração eu não consigo enganar. E se eu não consigo enganá-lo, não consigo gargalhar de verdade. Tentei parecer feliz, tentei ser forte, sério, tentei mesmo, mas porra, não dá. Dói. Não tenho vontade de sorrir, gargalhar ou de dar um meio-sorriso. Não que eu não queira ser feliz, não é isso. Mas a felicidade não é feliz sem você aqui. Tudo sem você é triste. Tenho vontade de chorar o dia todo e, na verdade, só não o faço porque não tenho mais lágrimas e ultimamente ninguém anda me deixando sozinha porque sabe que eu posso desabar em lágrimas a qualquer momento. E falando tudo isso pra você eu estou sendo mais fraca ainda, porque você não precisa saber, mas e daí? Eu não ligo. Não tenho nada a perder, afinal, já perdi você. Quer dizer, eu realmente perdi você? Eu só queria você aqui de novo, mas parece que ter você não é possível. E… Eu não entendo, sabe? Não entendo você. E pelo visto, você também não anda se entendendo. Disse que gosta de mim. Mas você também disse que tava confuso. E você não tem noção do quanto doeu ouvir isso. Se eu fosse… Sei lá, se eu fosse “menos eu”, você teria certeza do que sente. Se eu não tivesse errado daquela vez, nada disso teria acontecido. E eu sei que você não tem culpa. É tudo culpa minha… Eu sou errada demais. E infelizmente ninguém tem a obrigação de suportar meus erros, ainda mais quando nem eu mesma consigo fazê-lo. Mas eu também não tenho culpa… Não consigo mudar. E eu só queria descobrir uma coisa… Se você gosta de mim, por que não tá aqui do meu lado?

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O que aconteceu comigo?

Eu sinto falta da pessoa que eu era antes de você ir embora, e não consigo trazê-la de volta... Você a levou e não quer devolver. Talvez você nem saiba que tem uma parte de mim nas suas mãos. E também nem saiba que essa minha parte que está contigo é a mais bonita. Todo mundo me pergunta porque é que meus olhos não brilham mais. É que a parte que está com você era a parte feliz. E não sobrou nada dessa felicidade que eu costumava esbanjar por aí, então eu fico assim, vazia, exatamente como o meu olhar. A minha felicidade sempre acaba acompanhando quando a principal causa dela me abandona. Ando tão vazia que nem escrever eu consigo mais. Escrever é o meu remédio quando tudo faz doer, mas agora tá em falta. Se for pensar bem, tudo que me faz bem tá em falta na minha vida... E aí eu me pergunto “o que é que aconteceu comigo?”, mas nunca encontro a resposta. Eu costumava ser mais forte. Mesmo quando machucada, as pessoas sempre me encontrariam gargalhando. Deixava as lágrimas para a noite, quando ninguém via. Agora eu preciso me esforçar muito até para dar um meio-sorriso. E todo mundo vê que eu estou me afundando cada vez mais. Todo mundo vê porque, quando você estava aqui, eu era leve. O meu mundo era mais bonito antes de você ir embora, e tá transparente que eu não vejo mais graça nele depois que isso aconteceu. Eu vivia ajudando todo mundo, resolvendo os problemas de todo mundo, porque tudo parecia tão simples como sorrir ao pensar em você... Agora eu só consigo sussurrar um “eu sinto muito” para os problemas de todo mundo, inclusive os meus. E todo mundo retribui esse sussurro que quase nem chega aos meus ouvidos. Eu me sinto sozinha. Eu gritei o mais alto que pude através do silêncio, mas ninguém escuta, ninguém entende. E eu continuo calada, desesperada, tentando me livrar dessa tempestade de coisas ruins que andam acontecendo, mas não dá. Estou desmoronando e isso está tomando conta de mim... Preciso que alguém estenda a mão e me ajude a levantar, e o problema é que ninguém sabe como fazer isso. Confesso que nem eu sei como é que vou sair dessa, e é isso o que mais me preocupa.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Será que você volta?


E aí você foi embora. Do nada, sem motivo nenhum. Disse que não me amava mais da mesma forma. Eu fiquei sem entender... No dia anterior estava tudo bem. Ou era eu quem não via? Ou era o amor que não me deixava ver? Ah, sei lá, meu bem... Sei lá. Não sei de mais nada depois que você foi embora. Só sei que eu não queria que você o fizesse, eu não esperava que você o fizesse. Será que você volta? Fico me perguntando isso desde o minuto em que eu li aquela maldita mensagem. Eu me perco sem você aqui. Eu estava tão acostumada a ter você, o teu carinho, sentir que você precisa de mim... E, pelo visto, não precisa nada. Chorei. Chorei quatro horas seguidas por causa disso. Fiquei com dor de cabeça e ânsia depois. E me dá vontade de chorar toda vez que eu me lembro de você. Ou seja, eu tenho vontade de chorar o tempo todo. Queria poder dormir pra ver se você sai da minha mente um pouco, mas nem assim: Você invade também os meus sonhos. E aí eu acordo pior por saber que antes não era só um sonho. Eu tinha você aqui. E agora não tenho mais. Por culpa minha. Eu nunca vou ser o suficiente... Estou começando a me conformar com isso. Ainda acho injusto, mas mesmo assim. Realmente, nada disso foi justo. Você veio, me fez sorrir e depois me deixou chorando. Por quatro horas seguidas. E ainda tenho vontade de chorar. Queria poder ficar com raiva de você. Mas nem isso eu posso, porque você não tem culpa. Nem eu tenho culpa de ser um fiasco. Eu não posso fazer nada a não ser chorar ou fingir que estou feliz para ver se você sente a minha falta e vem atrás. Sinto muito por isso. Não, eu realmente sinto muito. Muito mesmo. Muito amor, muita dor, muita decepção... E eu fico aqui, só esperando você voltar. Talvez seja ridículo, mas eu não ligo. O próprio mundo ficou ridículo depois que você foi embora. Perdeu o brilho e ficou vazio, assim como o meu olhar. E quando você estava aqui, tudo era tão lindo... Tão suave. Eu me sentia assim: Leve. Parecia que eu flutuava de tanta felicidade... E agora eu estou no chão. Sem forças para levantar. Nem vontade. Só queria você aqui. Ficar em pé pra quê, se você não vai estar ao meu lado? Tenho vontade de pegar o meu cobertor, me encolher em algum canto e ficar lá, sozinha, mas segurando o celular, claro. Esperando que você mande uma mensagem ou ligue ou qualquer outra coisa, mas que dê um jeito de me procurar e dizer que sente a minha falta e que me quer de volta. Espero porque eu te amo, e não há nada mais justo do que você me amar de volta, não acha? Mas... Será que você volta? Bem, eu sei lá. De qualquer forma, estou esperando, viu? Não me decepcione, por favor.

sábado, 12 de novembro de 2011

Lembrar agora faz bem.

Eu ainda lembro da gente. Mas agora eu digo isso sem sentir nenhuma pontada de dor, viu? Lembrar não me faz mal, não mais. Muito pelo contrário. Às vezes dá uma saudade, sim. Mas é uma saudade gostosa, saudável, conformada. Igual àquela que a gente sente quando lembra da nossa infancia. E é quase a mesma coisa, mesmo. Faz bem lembrar. Lembro das gargalhadas. Das mensagens que trocávamos pela madrugada. Não consigo lembrar direito do teu abraço, mas lembro que ele era bem apertado e costumava ser o meu porto seguro. E eu lembro de como foi ter de ir embora. Doeu... Doeu tanto quanto me fez crescer. Eu quis gritar, berrar, chorar, te bater, fazer o maior escândalo porque era o que o meu coração estava fazendo dentro de mim. Eu não queria ir embora. Eu estava tão decidida a lutar por nós, sabe? Mas eu acabei não fazendo nada. Só fui embora. Sem avisar. Você também nem percebeu, eu acho. Só depois. Mas... Cê também não fez nada. Eu até achei que foi melhor assim, porque eu já estava conformada que não fazia diferença pra você. Claro que, no começo, saber disso foi o fim do mundo. Como citei anteriormente, queria fazer um escarcéu. Queria te esquecer logo pra poder jogar isso na sua cara depois. Mas agora... Sei lá, agora eu não quero mais nada. Não com você. Porque você também não faz mais diferença. E então eu lembro rindo de tudo isso. Lembro de como foi infantil da minha parte pensar que isso não passaria. Tudo sempre passa. Às vezes demora, mas passa. Não me arrependo de tudo isso... Cresci com toda essa dor, acho que já falei isso antes, mas enfim. O problema foi ter estragado a nossa amizade, que era tão linda... Tão linda quanto essas lembranças. Mas tudo bem, fazer o quê, né? E a gente não sabe de nada, quem sabe essa amizade volte algum dia, quem sabe...

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Eu amava você.

Eu pensei que você me amasse e toda aquela certeza sumiu de repente pra nunca mais voltar. Onde estava você? Onde estava você quando eu precisei, onde estava o seu amor quando você foi embora? Por que você fez tudo isso comigo e age como se nada tivesse acontecido? Eu sei que não fico chorando pelos cantos e que estou seguindo em frente, mas isso não significa que não estou machucada. Eu estou, mas ninguém vê as minhas cicatrizes que (ainda) não fecharam. Prefiro deixar quieto, prefiro que você pense que isso não me atingiu porque não quero admitir o quanto eu fui idiota, mas você precisa se tocar que você também foi um idiota. E você está agindo como se nós fôssemos as mesmas pessoas depois de tudo isso aconteceu, e eu tenho vontade de te sacudir e gritar que nós não somos, embora você saiba disso. Gritar que você é um idiota porque perdeu quem poderia te amar mais do que qualquer pessoa nesse mundo, gritar que você é um idiota por ter recusado um amor tão grande e porque você me machucou quando disse que nunca o faria. Você fez tantas promessas que não cumpriu, tantas mentiras... Eu me pergunto como uma pessoa consegue ver que é uma mentira e se sentir bem com isso, e não encontro uma resposta porque ela provavelmente não existe. Você destruiu a coisa mais bonita que poderia receber... E eu ainda não consigo aceitar que esse amor foi uma mentira. Não sei se é porque eu te amei demais, mas para mim não foi mentira... Não no começo. Ele era transparente nos seus olhos, e os olhos não são manipulados, não tem como. Então, se ele existiu, o que você fez com ele? Jogou no lixo? Então me ensina, eu estou tentando terminar de matar o meu, mas não está dando certo... Faz um tutorial, explica passo-a-passo como é que você fez, vai ver eu aprendo assim. Você não merece o meu amor e eu não mereço sentí-lo porque ele dói. Mas ele só começou a doer quando você ficou frio e resolveu sumir da minha vida, agir como se não se importasse até eu perceber que você realmente não se importa.

Eu amava você.

Eu te amava porque, sei lá, você era tão adorável... Você e a sua voz baixa e grossa ao mesmo tempo. O jeito que você falava meio dormindo, parecia que você vivia com sono. E você realmente tinha sono o tempo todo. Ouvir você falar qualquer coisa me fazia um bem danado, e eu mal conseguia dormir de tanta felicidade quando você dizia que me amava. Você sempre foi tão alto, e eu me sentia completamente pequenininha, aquecida, protegida e longe de todos os meus problemas quando envolvida em seus (a)braços. Brigávamos de vez em quando, ás vezes com mais frequência, mas eu nunca me preocupava de verdade, porque você nunca me deixava ir embora e, quando ia, sempre voltava.

Até que, um dia, você se foi. E nem teve briga. Acho que você acabou se cansando de mim, como todos os outros. Você se foi. Eu esperava e você não parecia estar voltando, como sempre fazia. Até que eu fiz você voltar. E você voltou. E eu sorri de novo. Mas depois de um tempo eu percebi que você ainda estava longe. Percebi que eu não vivia mais em você, não morava mais aí dentro. Você me tirou do seu coração... E isso doeu tanto, tanto. Eu não pude reagir. Então... Eu tive que te deixar ir. E ver você longe. Ver que você vive bem sem mim. Ver que eu não faço diferença porque você estava (está) ocupado demais com todas as outras que gostavam (gostam) de você. Ver que você está enganando todas elas... Mas, sei lá, para mim elas não te amam. Não como eu. Não parece ser possível, não pode ser possível.

E eu faria de tudo por nós, meu bem, você sabe disso. Se eu pudesse fazer alguma coisa para você voltar a me amar, eu faria. Mas eu não podia continuar te amando sozinha, porque eu me amo mais. Então, se você não me ama mais, o que eu posso fazer? Vou continuar te amando e dizendo que eu te amava até que eu realmente não te ame mais, porque não te amar mais é, infelizmente, a única coisa que me resta a fazer.

Eu sinto muito, e sei que quando você conseguir enxergar que está completamente sozinho vai se lembrar daquela triste realidade: Eu amava você.

Não sou eu, mas ainda é você.

Demorei para aceitar, mas agora que esta é a minha única alternativa, finalmente cheguei a triste conclusão de que… Não sou eu. Não mais.

Não sou mais a menina de quem você vivia falando. Não sou mais a pessoa que faz seus olhos brilharem. Não sou mais quem invade os teus pensamentos e te faz perder o sono. Não sou mais quem te deixa tímido apenas com um olhar (…) e nada disso é justo.

Não é justo porque, embora eu negue, para mim ainda é você. Ainda é você que aparece na minha mente toda vez que o céu está cinza. Ainda é por você que o meu coração chama bem de vez em quando (ou talvez com bastante frequência, mas prefiro assim), mas chama. Ainda tenho vontade de te dar um soco, te sacudir, gritar com você, choramingar na sua frente porque você me fez ir embora.

Mas eu deixo tudo isso guardado aqui dentro de mim, mesmo que isso me sufoque um pouco (ou muito), não faço nada, apenas dou um sorrisinho falso que tenta não parecer tão falso quando você toca no nome dela.

Sorriso tão falso quanto esse “amor” que você diz sentir por ela, assim como já disse sentir por mim. Você, sempre falando de amor, nunca sabendo o que essa palavra realmente significa.

E é aí que a vontade de te sacudir e te dar um soco e gritar com você e choramingar na sua frente só aumenta porque você age como um idiota, porque você é um idiota e até onde eu sei, você não costumava ser esse idiota.

Um idiota que eu não conhecia, que só parece ter o mesmo gosto musical, a aparência e o jeito de falar e andar que você.

Um idiota que me deixa totalmente irritada porque age como o “antigo você” e faz com que eu viva me perguntando se não era esse idiota o tempo todo, se o “antigo você” realmente existiu e se tudo realmente foi de verdade.

E apesar disso tudo eu continuo quietinha no meu canto, sem te dar um soco ou te sacudir ou gritar ou choramingar porque você acharia que isso é loucura.

Não que não seja, porque todas essas coisas me enlouqueceram mesmo, você me deixou estupidamente louca — mas isso não significa que você precisa saber disso, até porque, se você soubesse, não se importaria…