quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Egoísmo

— Eu não quero que você me esqueça! É isso, porra! Eu sei que repeti milhares de vezes que não dava a mínima, mas foi por não poder admitir isso nem pra mim mesma. Essa é a primeira vez que eu estou falando isso em voz alta e já me arrependi, mas o que eu posso fazer? Agora já foi. Eu não quero que vocês fiquem juntos porque eu sou uma desgraçada, egoísta e egocêntrica que, apesar de saber que a gente nunca poderia dar certo, não quer que você se apaixone por ninguém. Não, eu não tô tentando voltar com você. Justamente por causa disso, eu tenho certeza que você vai ficar com ela. Ou não, talvez você berre comigo, dizendo que eu sempre te decepciono, que você não é esse tipo de cara e que você não me entende. Mas eu nunca pedi pra você me entender e também não sei me explicar. Não tem motivo nenhum pra eu estar falando tudo isso uma vez que não vai mudar porra nenhuma, é, eu sei, não vai mudar porque eu não quero que mude, porque eu nunca quero nada. Eu nunca te falei isso, mas você tá certo. Só não diz que a gente não dá certo porque eu não quero que dê. Você sabe que não é verdade. Ficar longe de você é não é bom, mas ficar perto é pior ainda. Ficar perto de você me sufoca. Quando a gente tá longe, trazer você pra perto de mim sempre passa pela minha cabeça, mas é eu fazer isso e ter vontade de te empurrar. Você vai dizer que eu sou louca e dessa vez eu não vou negar.
Olha, me desculpa. Eu não sei onde eu tava com a cabeça, não devia ter falado nada disso. Foi só mais uma das minhas diversas crises de insanidade, mas já passou. Esquece tudo o que eu falei. Ela vai ser muito melhor pra você do que eu fui, sério, eu sei que você pensa que eu sou a garota da sua vida, mas não sou. Ela é a certa pra você. Ela não vai te fazer chorar como eu fiz. Quer dizer, não dá pra afirmar nada, mas eu duvido muito. E eu também tenho quase certeza que ela vai se esforçar para agir de um modo que satisfaça vocês dois, coisa que eu não fiz, e que ela não vai duvidar de você. Desculpa de novo, espero que vocês sejam felizes juntos, e caso você não seja esse tipo de cara, bem, não é da minha conta (porque eu não quero que seja, mas esse assunto já foi encerrado).

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

talvez seja cedo

eu sei que talvez seja cedo,
mas segura a minha mão
e não solta mais
eu sei que talvez seja cedo,
mas deixa eu me sentir segura
aninhada nos seus braços
eu sei que talvez seja cedo,
mas a gente sabe
que não é.
você é o remédio da minha doença
pois foi você quem a causou
mas você está e vai continuar
fora do meu alcance
e mesmo assim
eu sou e vou continuar
ávida
de ter você pra mim.

Culpa.

Eu não sei por que ainda coloco a nossa música pra tocar, ou melhor, por que ouvi-la ainda me machuca. Eu deveria ter o direito de ouvir a música que eu quiser, ler a frase que eu quiser, enfim, fazer o que eu quiser sem me lembrar de você sem que essas coisas abrissem a ferida que já deveria ter se cicatrizado, não deveria? Eu não sei por que ainda estou aqui sendo que eu sei que você não é mais a pessoa por quem eu me apaixonei. As minhas esperanças morreram quando me dei conta de que você é um erro que eu não tenho a capacidade de concertar, e eu acho que acabei morrendo com elas. Mais do que sentir a sua falta, eu sinto a minha falta. Eu sinto a falta de quem eu era antes de você me deteriorar. Sinto falta de quando eu não te conhecia. De quando eu acreditava que, para esquecer alguém, bastava querer que isso acontecesse. Tem gente que acha que eu não quero, mas só porque nunca sentiram o mesmo que eu. Que tipo de pessoa não ia querer de verdade esquecer uma pessoa que me deixou desse jeito? Nem mesmo masoquistas suportariam gostar de você. Porém, a culpa de eu não saber te fazer querer ficar não é sua. Nem minha.
Mas eu queria com todas as minhas forças ter conseguido fazer isso, e a culpa é toda sua.
O som aconchegante da tua risada e da tua voz dizendo que me ama ecoa no silêncio do meu quarto. A saudade inexplicável e incessante que eu sinto de quem você era ferem sem pudor o vazio do meu coração. Olho no espelho e não me reconheço mais; você tomou o brilho dos meus olhos no momento em que foi embora. Você me danificou de uma maneira que eu não desejo para ninguém; me transformou em uma pessoa incompleta, opaca e que nunca vai saber seguir em frente de verdade uma vez que é impossível deixar de buscar em outras pessoas a sensação única que eu sentia quando estava com você… Mas seu medo de amar nunca vai permitir que você se sinta da mesma forma que eu. Sorte sua.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Final infeliz.

— Alô?

— Oi… Olha, eu sei que é estranho ver o meu nome no visor do seu celular, especialmente depois do dia em que eu te disse pra não me procurar nunca mais. Por favor, não fala nada até eu terminar, porque senão eu não vou conseguir. Fiquei sabendo que você tá de casamento marcado. Quem diria, hein? Eu pensei que fosse demorar um pouco mais pra você chamar outra menina de noiva. Eu sei que já faz quase um ano que tudo aconteceu, mas ah, você sabe, né. Enfim, eu desejo que você seja feliz, de verdade, e espero que ela também goste de club social e que isso nunca falte na casa que você dividirá com ela, exatamente como a gente tinha combinado quando era eu no lugar dela, você lembra? Vou te dar uma dica: se você não souber o que dizer quando ela não estiver bem, apenas a abrace. É que o seu abraço dispensa palavras, funciona como uma anestesia sem a picada. Ai, droga. Eu prometi que não ia chorar, porque a minha voz fica ainda mais estranha e principalmente para que tudo isso não ficasse ainda mais patético, mas você sabe que eu não consigo segurar o choro por mais de cinco segundos. Eu queria que você soubesse que eu não te culpo. Eu sei que você não se importa, mas eu queria te deixar saber mesmo assim que eu sei que não foi por sua culpa que a gente não deu certo. Eu também sei que ter me feito de boba foi totalmente desnecessário e que isso, sim, é culpa sua, mas as pessoas cometem erros, e eu acredito que o meu pior foi ter deixado o sentimento que você tinha por mim se desvanecer, já que eu não soube e ainda não sei lidar com as consequências que isso causou. Eu te amei demais e ainda amo, mas o problema é que há um ano eu não sabia amar, e não posso de jeito nenhum te culpar por esperar que eu soubesse até porque você merecia uma menina que saiba, assim como a sua noiva. Talvez eu conseguisse te amar do jeito certo agora, mas já é tarde demais; eu sei, você sabe, todo mundo sabe.

— Ei, eu sinto muito, mas eu a am… — Ela o interrompeu, porque apesar de ter plena consciência de que o que ele pretendia dizer era verdade, não aguentaria ouvir isso da boca dele.

— Não, eu sei. A nossa história acabou há muito tempo e não foi com um final feliz. Eu sei.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

O que aconteceu?

Eu sei que já faz muito tempo, mas eu ainda me lembro claramente de cada palavra que você disse. Eu me lembro de quando eu disse que te amava e você me perguntou se podia acreditar nisso, o que soa irônico agora já que, pelo visto, quem não deveria ter acreditado era eu. E eu me lembro também de que você abria mão de jogar futebol para poder passar mais tempo comigo - o que você dizia ser um bom sinal - mesmo sem eu nunca ter ido ver você jogar até então e me pergunto há meses o que aconteceu sem nunca ter encontrado a resposta. O que aconteceu com o que fazia você abrir mão do futebol só para ficar comigo? O que aconteceu com a menina que nem sequer ia te ver jogar? O que aconteceu com aquela felicidade que eu só sentia quando estava com você? O que aconteceu que te deixou confuso? O que aconteceu que fez você querer ir embora? Eu acho que tudo iria bem se um de nós não tivesse mudado. Digo, se eu não tivesse passado a me importar ou se você não tivesse feito o contrário, voluntariamente ou não. Você não sabe, mas você foi a melhor e pior coisa que me aconteceu. Parece que isso nunca vai acabar... Eu sei que vai, mas é que eu sinto que não importa quanto tempo passe, eu vou lamentar o fato da gente não ter dado certo sempre que eu te olhar ou lembrar de você e choramingar por dentro por você não fazer o mesmo.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Resto.

Lágrimas deslizando pelo meu rosto por sua causa se tornaram raridade; você não merece e nem eu. A única coisa que sobrou de tudo que envolvia nós dois é o resto daquele sentimento devastador que tomava conta de cada pedaço de mim, e até mesmo esse resto já está se desgastando. Nem sempre a esperança é a última que morre: às vezes, como nesse caso que eu não posso chamar de nosso, é o resto do que já havia se desfeito que fica até o final. Ou talvez seja um pedaço de mim que morrerá por último. É que eu me acostumei tanto a carregar o peso que você colocou nas minhas costas - e no coração - que ele se tornou uma parte de mim. Mal consigo imaginar como vai ser quando ele deixar de existir. Não sou completa agora porque sinto a falta de quem você era, mas duvido que isso mude quando eu não sentir mais nada por você, afinal, será outra parte de mim indo embora. Resto. Acho que o que eu sinto por você não tem outro nome além desse porque realmente não passa disso, um resto. O resto de tudo que foi embora, o resto do sentimento que poderia ter crescido e crescido se você tivesse deixado, o resto do que me fez passar várias noites em claro, o resto do motivo dos meus olhos inchados, o resto de tudo que não parecia diminuir a intensidade, o resto do quanto eu queria que a gente tivesse dado certo, o resto da dor de saber que você não dava a mínima. Tal resto que está se desvanecendo com o tempo, e se eu sobrevivi quando esse resto era um inteiro, esperar mais um pouco não deve ser tão difícil.

Você não sai.

Eu queria que a gente pudesse fingir só por um dia que tudo tá do mesmo jeito que estava há dez meses, só para sentir de novo o efeito que o seu abraço me causava. Só para poder cheirar o meu moletom para ver se o seu cheiro está lá e estar, e eu soltar um suspiro de satisfação. Para que aquela alegria inexplicável me preencha só mais uma vez. Mas a gente não pode e você não liga. Sabe, eu não vou dizer que eu me tornei a pessoa mais infeliz do mundo depois que você foi embora, porque eu não sou. Eu até que sou feliz. Minha vida tem seus altos e baixos como a de todo mundo, mas eu sou feliz. Mas nada se compara àquela felicidade que você me fazia sentir e eu tenho quase certeza que ninguém vai saber reproduzi-la. Eu queria saber o que eu fui pra você. Eu sei que signifiquei alguma coisa, mas não sei como é que isso pode ser verdade se você me esqueceu tão rápido. Eu odeio estar fragilizada desse jeito porque amanhã faz dez meses que você desistiu da gente enquanto você deve estar sorrindo ao pensar nela. Eu temia que alguma menina soubesse fazer você ficar - coisa que eu não fui capaz de fazer - e parece que ela sabe. E ninguém faz ideia do quanto isso me tortura. Eu preciso tirar você de mim. Eu tentei de tudo, meu Deus do céu, como eu tentei, mas você não sai e não é nem porque você não deixa ou porque eu ainda tenho esperança. Você nem ao menos sabe que eu ainda sinto alguma coisa e as minhas esperanças morreram há muito tempo, mas você não sai. Você não sai de jeito nenhum e de todas as coisas do mundo essa é a que eu mais preciso. Vai passar. Eu sei que vai passar. Mas já fazem dez meses e ainda não passou. Eu vou ter que aguentar mais quantos? Porque eu realmente não sei se eu consigo. Quer dizer, eu vou ser obrigada a aguentar, mas isso não significa que eu tenha estrutura pra isso. Eu não tenho. Eu sinto tanto a sua falta que parece que você não fez todas aquelas coisas horríveis pra mim, porque eu acho que se você tivesse feito as mesmas coisas para outra pessoa, ela não estaria escrevendo esse texto agora. Mas é que você também me fez sentir as melhores coisas do mundo e é delas que eu sinto falta. E, sentindo falta delas, não tem como não sentir de você. Não tem como ser amor porque eu acredito que amor seja uma coisa boa, que faz bem e dá certo, e faz muito tempo que isso deixou de me fazer bem e que eu descobri que a gente só poderia dar certo em outra vida e olhe lá. Mas é uma coisa muito mais complexa do que sentir falta porque eu já lidei com a falta de muitas pessoas que já foram muito importantes para mim antes e nenhuma delas me causava tudo isso e essa sensação horrível. Eu não sei o nome do que eu sinto, eu sei que já passou da hora de morrer.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Eu sou uma parede.

Mirei a parede. Ela tinha algumas rachaduras quase imperceptíveis que só quem prestasse muita atenção nela notaria sua existência, o que me fez perceber que eu parecia estar falando de mim e das “rachaduras” do meu coração e não da parede. Assim como eu, tinha algumas marcas que não saiam com produto nenhum e a única solução seria passar tinta por cima, mas a cor ficaria meio diferente e não adiantaria muita coisa a não ser que eu pintasse a parede toda, mas isso causaria uma bagunça enorme e começar tudo de novo nunca foi uma tarefa simples para mim. Ela tinha uma metade branca e a outra cinza. Era uma tonalidade bem clara de cinza, tanto que ele quase se camuflava com o branco e essa é outra coisa em comum entre eu e a parede. Na maioria das vezes é a minha parte branca que se sobressai, ou seja, é quando estou feliz e sorridente e em paz e transparente. Mas quando é a cinza que toma conta de mim, eu me sinto apagada e quero me isolar do mundo. Essa minha parte cinza, assim como a da parede, também quase se camufla com a branca e quase ninguém a nota e me tratam como se eu estivesse toda branca quando eu não tenho estrutura pra isso. Espera aí, estou falando de mim ou da parede? Ah, se for pensar bem, não faz muita diferença. Observando todas essas coisas e descobrindo todas essas semelhanças, cheguei à conclusão de que eu sou uma parede. Eu sou repleta de rachaduras e marcas. Eu sou metade branca, metade cinza. Eu sou uma parede.

I'm sorry I'm alive.

Encaro a folha de papel e a caneta sobre ela. Não consigo formular frases que tenham o poder de expressar a sensação que tomou conta de mim e eu continuaria na mesma situação mesmo se revirasse um dicionário inteiro. Acordar não tem sido muito bom. Honestamente, não tem sido nada bom. Dizer que eu lamento ainda não ter parado de respirar soa como um pecado quando há milhares de pessoas em situações bem piores do que a minha ou lutando por apenas mais algumas horas de vida, o que só ressalta o quanto a vida é injusta. Nada mais alivia essa constante vontade de chorar e de dormir durante meses e acordar num lugar onde me traga paz e ninguém saiba quem eu sou. Nada alivia essa sensação de culpa por ser quem eu sou e pela forma que eu ajo como consequência disso. Nada me faz acreditar que eu não deveria me sentir assim e que tudo isso vai passar. Tudo o que eu queria era sumir por uns tempos ou até mesmo para sempre, mas como a maioria das coisas que eu quero, isso está definitivamente fora do meu alcance. Não sei o que posso fazer para mandar tudo isso embora e estou começando a pensar que isso também não é possível. Sei que estou sendo fraca por não conseguir enfrentar essas coisas, mas a culpa não é minha se a vida fez com que todas as minhas forças se esgotassem. A culpa não é minha, mas meu Deus, como dói sentir como se fosse, e dói o tempo todo. Tudo o que me resta é dormir para silenciar por algumas horas os gritos da minha alma e esperar que durante esse tempo Deus decida que já está na hora de acabar com todo esse sofrimento seja de qualquer forma, de preferência me livrando do peso que é abrir os olhos.

Você não gosta de mim.

Demorei vários e dolorosos meses para encarar a realidade: você não gosta de mim. Não era medo, insegurança ou orgulho. Nunca foi. Você só não gosta de mim. Caso eu dissesse que ainda sinto algo que não tem nome por você, isso não mudaria. E se eu ignorasse esse fato e continuasse agindo como se você e sua estupidez não me afetassem em nada, o que é justamente o que vou fazer, você continuaria não gostando de mim. Era bem mais fácil acreditar que você se importava, mesmo que muito pouco, porque assim eu poderia jogar tudo para cima de você e fugir da ideia aterrorizante de estar sozinha nisso. Mas eu estou sozinha nisso. É patético ter plena consciência disso e continuar aqui. O problema é que não depende de mim. Por mais que eu faça o que as pessoas chamam de seguir em frente, as lembranças me impedem de sair do lugar. É que eu me lembro clara e frequentemente de você me chamando colocando o seu sobrenome depois do meu, de como você se importava e demonstrava que o fazia, de você me carregando desajeitadamente e do seu perfume no meu moletom. Tudo isso está no passado, eu sei, e é justamente isso que não entra na minha cabeça. Não consigo aceitar que nós tínhamos tudo para dar certo e, mesmo assim, não conseguimos ir para frente. Agora não dá mais, não adianta tentar de novo, eu nem tenho mais vontade de tentar de novo porque sei que não adiantaria nada e nem espero que você tenha porque sei que você não tem. Você sabe que nós poderíamos ter dado certo e isso não te afeta nem um pouco, nem por um milésimo… Mas comigo é justamente o contrário. O que eu mais preciso é afastar essas lembranças nocivas que são nocivas somente por não passarem de lembranças, porém, não consigo fazê-lo.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

“Eu queria poder concertar você.”

Tá tudo indo muito bem. De verdade. Eu nem conto mais quantos meses a gente faria quando o dia primeiro chega ou quantos fazem que a gente terminou nos dias 14. Mas de vez em quando, tipo agora, quando eu leio alguma coisa que me lembra você, eu começo a lembrar de mais uma porção de coisas e dói. Eu não quero você de volta. Se você aparecesse aqui, agora, dizendo que ia fazer tudo certo dessa vez e que sente muito, eu te mandaria embora. Porque eu sei que você não muda. Mas parece que não vai ter fim… Mesmo tendo desistido da gente há muito tempo, parece que nunca vai parar de doer de verdade. “Eu queria poder concertar você.” Ouvi esse trecho numa música ontem e pronto. Mas é que é tão e apenas isso… Tive milhões de provas de que não posso, porque você não quer ser concertado, mas eu queria que fosse diferente. Eu queria que tivesse durado, queria que a gente tivesse dado certo. Eu sei que não muda nada, mas não consigo me conformar com o fato de que não deu. Não deu. Não vai dar. Eu não quero que dê. Eu só queria que tivesse dado enquanto havia chance. Eu só queria que você viesse aqui aos domingos assistir futebol com o meu pai já que vocês torcem pro mesmo time. Eu só queria que você não fosse esse idiota. Eu queria que você fosse exatamente do jeito que eu pensei que você fosse, lá atrás, antes das burradas que você fez… Eu sei que não é amor, porque urgência de você eu já nem tenho mais. E amor é diferente. Amor faz bem, amor é calmaria, amor dar certo. E essas coisas não se encaixam com a gente agora. Não sinto sua falta, sinto falta do que a gente poderia ter sido. Eu sei que querer não adianta nada, mas eu lamento tanto, tanto, tanto… Lamentar não adianta nada, também, mas eu acho que de todas as coisas que envolvem a gente, eu tenho certeza de que nunca vou saber parar com isso.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Para o menino dos olhos de girassol.

Tem algo nos seus olhos que me faz querer poder mergulhar neles pelo resto da minha vida. Eu gosto do modo como você mexe as sobrancelhas sem nem perceber, eu gosto do girassol dos seus olhos, eu gosto de como você me faz sorrir, eu gosto da sua risada quando você fica sem graça, eu gosto de te encher o saco dizendo que você não sabe de nada, eu gosto de me sentir segura ao te abraçar, eu gosto de quando você entrelaça seus dedos nos meus, eu gosto do seu ciúme, eu gosto de me sentir bem só em pensar em você (…) Eu gosto demais de você. E gosto também de não precisar ter medo disso. Eu me sinto a pessoa mais sortuda do mundo por ter você, porque você é tudo o que eu sempre quis e mais um pouco. Às vezes eu sinto como se estivesse sonhando, porque você é bom demais para ser verdade, e ao invés de um beliscão, é um sorriso seu que me faz perceber que é real. Quando nós começamos a nos falar, eu não imaginava que você fosse se tornar tão especial pra mim desse jeito, na verdade, você nem podia. Mas foi inevitável: depois que você entrou na minha vida, eu sou só sorrisos — talvez não só por sua causa, mas principalmente por sua causa. Espero conseguir causar em você pelo menos um terço do efeito que você tem sobre mim. Não consigo formar frases o suficiente para expressar o quanto eu sou feliz por estar ao seu lado… Tudo isso pode até ser clichê, e se for mesmo, é o clichê mais lindo de todos.

sábado, 23 de junho de 2012

Metade.

Não gosto mais de você, mas por sua causa, eu não escuto mais algumas músicas até hoje. Não gosto mais de você, mas às vezes ainda me pego pensando se podia ter sido diferente. Se eu não tivesse fugido da aliança que você queria colocar no meu dedo, se eu tivesse aceitado conhecer sua família ou se eu não tivesse ido embora. Se você tivesse me dado a aliança quando eu voltei e dissesse de novo que queria me apresentar para a sua família. E se você não tivesse ido embora. Não gosto mais de você, mas ainda me pergunto se você se pergunta o porquê de tudo isso de vez em quando. Não gosto mais de você, mas ainda desejo que você passe uns minutos do seu tempo olhando para trás, querendo que tudo pudesse mudar. A gente sabe que não vai e que não tem mais jeito. Você nunca vai voltar a ser o que era e eu nunca mais vou correr atrás de você, assim como nunca vou deixar de ter medo de que você se apaixone de verdade por ela ou qualquer outra garota que venha a fazer parte da sua vida. E que você coloque uma aliança no dedo dela e a apresente para a sua família e não a faça ou deixe ir embora como sempre faz. Eu já me conformei. De verdade. Finalmente aceitei os fatos e os enxerguei como eles realmente são. Mas parece que não é o suficiente. Nada nunca é suficiente quando se trata de nós dois. Eu lembrei daquele dia em que a gente quase voltou. E por um instante eu achei que daquela vez fosse dar certo. Mas no final não mudou nada. Você nunca muda. Sempre foge quando eu digo que sim. E aí você me pediu desculpa. Disse que era um idiota que não sabia o que fazia ou queria. E então eu disse que não valia a pena insistir nesse idiota, enquanto meu coração suplicava para que você me provasse o contrário. Que você me mostrasse que ainda era possível. Que todo aquele sofrimento não tinha sido em vão. Ou pelo menos tentasse. Mas você não fez absolutamente nada além de lamentar um pouco e eu não me surpreendi. E eu conheci um cara incrível. O cantor preferido dele é o mesmo que o meu, assim como a gente gostava das mesmas bandas, você lembra? Eu inclusive passei a gostar mais de algumas por sua causa. Ele beija de um jeito calmo, não urgente e desajeitado como você. Diferente de você, ele é maduro e sabe lidar comigo. Você sabe disso. E não deseja estar no lugar dele, nem por um segundo. Porque você está ocupado demais se esforçando para ser cada vez mais idiota. Você também sabe que não vai encontrar nenhuma garota que continue te escrevendo até quando não gosta mais de você como eu faço. E não dá a mínima para isso. Não dá a mínima para mim… Não se preocupa se eu tô gostando mesmo dele, nem se eu realmente não sinto mais nada quando você passa por mim, muito menos se ele vai me dar uma aliança. Talvez porque eu não deixei você ser meu quando era pra ser e me arrependo por isso. Mas me pergunto se você não teria ido embora mesmo se eu tivesse sido sua desde o começo, tentando jogar toda a culpa pra cima de você. Mas eu sei que você ficaria. E sei que a culpa é tanto minha quanto sua. Eu devia ter facilitado as coisas no começo e você não devia ter complicado tudo depois. O fato é que nós não fomos feitos para dar certo e não dá pra mudar isso. E a gente já até perdeu a vontade de tentar. Em momentos raros eu até penso em abandonar tudo e ficar sozinha de novo porque você não permite que eu seja completa com ninguém. Mas sempre sei que são só recaídas que vão passar como todas as outras. E sei que amanhã esse texto vai parecer totalmente sem sentido porque eu nem gosto mais de você e agradeço por você não fazer mais parte da minha vida. E então, sigo assim: metade completamente feliz com o presente, metade presa no passado; metade sentindo a sua falta e metade querendo que você suma de uma vez por todas.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Não dá.

O único jeito de fazer as coisas do jeito certo é ficando longe de você, mas às vezes isso parece tão errado… Eu te odeio com todas as minhas forças, porque você é um idiota. Porque quando você acha que não me tem mais, vem atrás e implora para que eu volte. E eu digo que não, de novo não, porque não, não dá certo, não é pra ser, não tem volta, acabou, chega. E você insiste. E insiste de novo. E eu volto. E aí você volta a ser o idiota de sempre que não sabe o que quer e me tira do sério. Mas eu acho que me odeio também. Porque mesmo não querendo voltar, mesmo sabendo que você nunca vai deixar de ser esse idiota, eu ainda sinto alguma coisa por você que eu não sei o que é. Amor não pode ser... Não tem como amar alguma coisa que só te faz mal. O que eu sinto por você não tem nome e não é nada simples. E eu não sei o que fazer com essa complexidade. Não sei acabar com tudo isso de uma vez. Não sei não odiar as meninas que passam pela sua mão, mesmo sabendo que você nunca sentiu nada por elas. Odeio admitir isso, mas tenho medo que um dia isso mude. Tenho medo que apareça uma menina que saiba fazer você querer ficar. Não sei não torcer para que você se sinta mal toda vez que passa pela sua mente como estou feliz e realizada sem você, se é que isso acontece. Eu e você nunca seremos nós outra vez. Sei disso, não espero mais nada da sua parte e tenho plena consciência de que você não passa de um menino inseguro e imaturo que precisa se auto afirmar o tempo todo. Então por que diabos eu ainda sinto alguma coisa? Tenho vontade de te sacudir e gritar com você, reforçar o quanto eu te odeio e dizer que você é um idiota, como se não soubesse disso. Como se não tivesse assumido que faz tudo errado. Mas meu Deus do céu, por que você insiste em fazer tudo errado? Por que você não podia ter feito a coisa certa pelo menos dessa última vez? Se você reconhece que não sabe o que quer, por que disse que tinha certeza que precisava de mim? Tomei fôlego e disse pra você não me procurar mais. E realmente espero que você me faça esse favor, porque eu não aguento mais. De verdade. Não é fácil. Deve ser divertido pra você bagunçar a minha vida e depois agir como se nada tivesse acontecido. Mas pra mim não tem graça. Não tenho mais estrutura para lidar com os seus jogos. Já saí da brincadeira faz tempo e mesmo assim você continua jogando comigo o tempo todo. E eu não consigo simplesmente ignorar… Com você não dá. Eu posso controlar a minha forma de agir em relação a você, mas sentir… Não. Controlar o que sinto por você não dá, não tem como, não sei, não consigo. Simplesmente não é possível, e eu não tenho mais forças para lutar contra isso.

Tarde demais

E a coisa que eu esperei por meses aconteceu: você disse que me queria de volta. Mas você deixou para fazer isso justamente quando eu não podia mais voltar. E, então, eu chorei. Chorei porque se eu não fosse tão orgulhosa, estaria em seus braços agora nesse exato momento e isso era tudo o que eu precisava. Chorei porque quis voltar mas sabia onde isso me levaria. Chorei porque eu te amo. Chorei porque pude escolher entre ficar ou voltar pra você, mas fui obrigada a optar por ficar. Chorei por todos esses porquês e mais alguns que desconheço. Chorei um choro quase tão longo e doloroso quanto o do dia em que você foi embora. Eu te amo, mas não posso seguir o meu coração quando o assunto é você. Eu sei que ia dar tudo errado de novo. Sei que não importa quantas vezes eu queira tentar, a gente nunca vai dar certo. E eu não ia aguentar te perder pela milésima vez. Eu quis dizer tudo isso pra você, mas não pude. Enchi o peito e disse que não, mesmo com o mundo inteiro sabendo que eu queria dizer sim. Conjuguei o verbo gostar no passado. Eu sou medrosa. E tive medo de baixar a guarda e você desaparecer de novo. Não importa o quanto eu tente, eu nunca vou tirar você de mim. Nem mesmo você, com todos os seus erros e defeitos, consegue fazer com que eu deixe de te amar. E o grande problema é que ultimamente você só tem acertado. Só tem feito tudo o que eu queria. E mesmo assim, chorei, porque não pude reagir como planejei. Sempre vou ser sua e eu nunca vou saber mudar isso. E não há coisa mais desgastante do que ser sua. Nunca vou ser completa com alguém por sua causa. Nunca vou parar de contar quantos meses fazem que a gente terminou e quantos a gente faria se isso não tivesse acontecido. Você ainda me dói tanto e nem faz ideia disso. E nem pode. Porque pela primeira vez, eu tô fazendo o que julgo ser certo. Tô ouvindo a razão. Tô sendo forte. Pela primeira vez, eu não voltei pra você. E mesmo assim, ainda dói. Porque eu não queria precisar ser tudo isso ou agir certo. Eu só queria você ao meu lado de novo. Mas não consigo tentar de novo, porque você resolveu aparecer justamente quando não restava mais nem um por cento de esperança em mim. E mesmo sem esperanças, eu ainda sou sua. A única coisa que espero é que uma parte sua também pertença a mim, e que você não se esqueça do que nós fomos um dia.

Restos

Você provavelmente nunca mais escutou voluntariamente as músicas que cantava pra mim, mas ainda me pergunto se alguma lembrança vem à sua mente quando alguma delas toca em algum lugar que você está. Será que você lembra da gente de vez em quando? Não, eu não tenho mais esperança nenhuma. Entendi que não há mais volta, que seu coração não me pertence mais. Mas sei que um dia eu fui a dona do teu sorriso e, por isso, queria saber se deixei alguma marca em você, mesmo que pequenininha. Sei que você não gosta de mim, assim como eu não gosto mais de você, embora te ame. Mas eu queria que de vez em quando você olhasse para trás e sorrisse ao lembrar do que aconteceu. Porque nós éramos um casal bonito, ninguém pode negar. E talvez estivéssemos juntos se eu não tivesse pisado na bola meses atrás e se você não tivesse cometido o mesmo erro que eu um tempo depois. Confesso que não te quero de volta, porque você é muito diferente do que eu pensei que fosse. Mas você ainda vive dentro de mim, ou então eu já teria parado de te escrever como já prometi diversas vezes e nunca consegui cumprir. E ainda dói. De vez em quando eu ainda choro. Porque eu sinto que nunca vou encontrar alguém como você. E você me preencheu de uma forma que parece que ninguém nunca vai saber fazer igual, e assim, serei incompleta pra sempre. Você me transbordava… O que significa que mesmo se eu achar alguém que me complete, vou sentir falta de transbordar. Como é que eu vou seguir em frente se conheço outras pessoas e visito novos lugares tentando encontrar vestígios seus? Não estou mais empacada no mesmo lugar pois finalmente percebi que você é um idiota, mas parei no meio do caminho e não consigo continuar direito, porque metade de mim ficou pra trás e eu não sei como resgatá-la, assim como não sei parar de amar você. Quando você deixa minha mente por alguns instantes, acaba invadindo meus sonhos. E isso traz você de volta aos meus pensamentos e também à superfície do meu coração. Às vezes consigo manter você bem no fundo do meu coração e me divertir e fazer uma porção de coisas sem lembrar de você, com um incômodo no peito quase imperceptível e que não me afeta tanto. Mas quando isso não acontece, dói demais. E aí eu penso que nunca vou deixar de ser sua e dói mais ainda. Pensar que vai continuar assim por um bom tempo é tortura, porque amar você não é nada fácil. Amar você é burrice e ter consciência disso mas não saber como mandar esse sentimento do peito embora de uma vez por todas é mais difícil ainda. Você foi meu príncipe que se transformou num sapo. E esse sapo eu não quero ao meu lado, mas meu coração suplica pelo príncipe que não existe mais em você e nem em lugar nenhum. Eu estou cansada de ser sozinha, mas nenhuma companhia no mundo se compara à sua e é só ela que me satisfaz.

sábado, 28 de abril de 2012

Eu já desisti da gente há muito tempo, mas as lembranças não me deixam em paz e eu não sei o que fazer com elas. Estou exausta de amar você porque não é fácil ter certeza que não é recíproco e mesmo assim levar isso adiante, ainda que involuntariamente. Eu não tenho controle nenhum sobre o meu coração e isso me cansa cada vez mais. Você sabe que eu faria qualquer coisa para estar contigo se você também quisesse estar comigo. Mas se você batesse na minha porta nesse exato momento, eu mandaria você embora. E você iria, sem pedir pra ficar. Porque você não sente absolutamente nada por mim e eu odeio ter certeza disso. E odeio ter passado todos esses meses pensando o contrário. Você só me quer quando acha que não me tem ou quando não tem mais ninguém disponível, e às vezes nem isso. E mesmo com tudo isso, eu ainda te amo. Eu te amo escondendo de todo mundo, em silêncio, odiando esse fato e desejando mudá-lo com todas as minhas forças, sabendo que nunca vou conseguir.

Não gosto mais de você, mas ainda te amo.

Você provavelmente nunca mais escutou voluntariamente as músicas que cantava pra mim. Mas me pergunto se alguma lembrança vem à sua mente quando alguma delas toca em algum lugar que você está. E me pergunto também se você lembra da gente de vez em quando. Não, eu não tenho mais esperança nenhuma. Entendi que não há mais volta, que seu coração não me pertence mais. Mas sei que um dia eu fui a dona do teu sorriso e, por isso, queria saber se deixei alguma marca em você, mesmo que pequenininha. Sei que você não gosta de mim, assim como eu não gosto mais de você, embora te ame. Mas eu queria que de vez em quando você olhasse para trás e sorrisse ao lembrar do que aconteceu. Porque nós éramos um casal bonito, ninguém pode negar. E talvez estivéssemos juntos se eu não tivesse pisado na bola meses atrás e se você não tivesse cometido o mesmo erro que eu um tempo depois. Confesso que não te quero de volta, porque você é muito diferente do que eu pensei que fosse. Mas você ainda vive dentro de mim, ou então eu já teria parado de te escrever como já prometi diversas vezes e nunca consegui cumprir. E ainda dói. De vez em quando eu ainda choro. Porque eu sinto que nunca vou encontrar alguém como você. E você me preencheu de uma forma que parece que ninguém nunca vai saber fazer igual, e assim, serei incompleta pra sempre. Você me transbordava… O que significa que mesmo se eu achar alguém que me complete, vou sentir falta de transbordar. Como é que eu vou seguir em frente se conheço outras pessoas e visito novos lugares tentando encontrar vestígios seus? Não estou mais empacada no mesmo lugar que estava até perceber que você é um idiota agora, mas parei no meio do caminho e não consigo continuar direito, porque metade de mim ficou pra trás e eu não sei como resgatá-la, assim como não sei parar de amar você. Porque quando você sai dos meus pensamentos, acaba invadindo meus sonhos. E isso traz você de volta aos meus pensamentos e também à superfície do meu coração. Às vezes consigo manter você bem no fundo do meu coração e me divertir e fazer coisas sem lembrar da gente, com um incômodo no peito quase imperceptível e que não me afeta tanto. Mas quando isso não acontece, dói demais. E aí eu penso que nunca vou deixar de ser sua e dói mais ainda. Pensar que vai continuar assim por um bom tempo é tortura, porque amar você não é nada fácil. Amar você é burrice e ter consciência disso mas não saber como mandar esse sentimento do peito embora de uma vez por todas é mais difícil ainda. Você foi meu príncipe que se transformou nesse sapo. E esse sapo eu não quero ao meu lado, mas meu coração suplica pelo príncipe que não existe mais em você e nem em lugar nenhum. Eu estou cansada de ser sozinha, mas nenhuma companhia no mundo se compara à sua e é só ela que me satisfaz.

domingo, 15 de abril de 2012

Eu não sei parar.

Eu não sei o que fazer com essas recaídas. Porque quando eu acho que finalmente esqueci você, que estou bem, alguma coisa me faz lembrar da gente e sentir uma falta absurda de tudo o que aconteceu. E eu não quero me conformar com o fato de que eu sempre vou sentir que está faltando alguma coisa. Eu queria lutar contra isso, mas eu não tenho forças... Nunca te falei isso, mas você sempre foi o meu ponto fraco. Eu sempre me senti como se eu fosse uma menininha que precisava de proteção com você e isso nunca foi ruim, até que você resolveu deixar de me proteger. E é assim que eu me sinto sozinha: desprotegida. E a proteção que eu preciso é uma coisa que eu só encontro em você, por mais que eu tente afastar esse pensamento lembrando que você não passa de um moleque. E aí a saudade alivia um pouco. Mas ela sempre volta por um motivo qualquer. Tipo quando meu pai tá assistindo o jogo do time dele e eu lembro que é o mesmo que o seu e que a gente vivia dizendo que assim ficava mais fácil pra você conquistar meu pai. E lembro também daquele tempo em que você vivia falando em me apresentar pra sua família e eu sempre fugia disso por medo. Tá vendo? Você é um moleque mas eu nunca vou deixar de ser uma menininha medrosa apesar dos meus surtos de coragem. Eu nunca pensei na possibilidade de perder você, porque eram os meus erros que te prendiam. Percebi isso porque você foi embora justamente quando eu tava tentando acertar. Eu nunca pensei também que o fato de você nunca mais ter falado em me apresentar para a sua família ou assistir jogos com o meu pai fosse tão grave. Porque eu nunca pedi demais de você. Porque um eu te amo da sua boca e o seu perfume no meu moletom já faziam com que eu sentisse como se tivesse ganhado o dia, a semana, o mês, o ano inteiro. E embora cinco meses não seja tanto tempo assim, um dia já parece uma eternidade pra quem está esperando alguma coisa. Eu já deixei de te esperar há muito tempo mas o meu coração ainda não desistiu, embora eu negue isso porque é o que eu julgo ser certo. E eu já perdi as contas de quantas vezes te escrevi dizendo que seria a última vez que eu o faria ou que eu não me importava mais, mas eu sempre acabava escrevendo outras coisas sobre você de novo, dizendo que de alguma forma você ainda fazia diferença. E parece que vai ser sempre assim. Porque sempre tenho vontade de perguntar o que houve quando você posta que não está tendo um dia bom em alguma rede social. E eu ainda não aprendi a deixar de visitá-las. Sei que você perdeu o meu número quando trocou de celular mas ainda espero uma mensagem sua embora eu saiba que não responderia. Metade minha mal lembra do seu nome, mas a outra te ama mais a cada dia que passa. E ser duas ao mesmo tempo está me cansando e confundindo, mas eu não posso fazer nada pra mudar isso. Eu nunca vou admitir, mas tudo sempre vai estar nas suas mãos. Eu nunca vou ganhar nenhum dos seus jogos. E é por isso que eu ajo como se não estivesse mais jogando, mas eu não sei parar de jogar, tampouco de te amar.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Sinto falta de tudo, mas não sinto falta de você.

Entendi que sinto falta das memórias, não de você. Mas ainda assim, dói. Dói porque é uma pena ver que aquele menino que eu conheci e me encantei não existe mais. Eu gostava tanto de você, principalmente porque não encontraria você em nenhum outro. Porque você era único. E agora você é igual a todos os outros. E é por isso que eu não sinto mais a sua falta. Mas ainda sinto falta das memórias e, não importa do quê, sentir falta machuca. E todas as vezes que me dá vontade de chorar, eu lembro que não vale a pena, porque acabou, porque aquele que eu amava não existe mais. Mas, fazendo isso, a vontade de chorar só aumenta. Porque eu faria tudo que pudesse pra evitar que tudo isso tivesse acontecido, mas eu não pude e isso também me dá vontade de chorar. Aquele você morreu e eu quero passar a minha vida inteira de luto. Mas não adiantaria nada, então eu procuro seguir em frente. E eu não sinto mais nada quando te vejo, mas quando não vejo, lembro de tudo e dói. E eu não sei o que fazer com o seu fantasma, que nunca me deixa em paz. Eu nunca vou encontrar aquele você em outra pessoa e eu sei disso, ainda que continue procurando. Por que teve que ser assim? Por que eu sempre faço tudo errado e por que isso virou uma coisa em comum entre nós agora? Eu sempre fui toda errada e você era o que me dava vontade de acertar. E eu me torturo todas as noites me perguntando se teria sido diferente se eu tivesse pedido pra você ficar, embora não fosse justo. Eu não amo você, mas eu nunca vou deixar de amar as nossas lembranças. E ao mesmo tempo que eu as amo, eu também odeio. Odeio porque você foi embora e elas nunca o fazem. Sentir falta delas o tempo todo tentando o máximo possível não sentir falta de você me bagunça por inteira. Eu não sei lidar com nada disso. E eu admito que nunca soube lidar com nós dois, mas eu amava você e isso deveria ter sido o suficiente. Deveria, mas não foi. E eu tenho vontade de chorar de novo. E eu tô escrevendo isso chorando porque não era pra eu estar escrevendo ou sentido nada disso, mas eu não sei deixar de escrever sobre a gente ou de sentir. Mas eu escrevo porque deixar de escrever não faz com que eu deixe de sentir falta da gente. Deixar de falar sobre isso não faz com que eu deixe de sentir falta da gente. Deixar de sentir sua falta não faz com que eu deixe de sentir falta da gente. Nada faz com que isso aconteça e eu fico preocupada porque eu tenho a impressão de que nunca vai passar. E se não passar, eu nunca vou ser inteira e completa. E eu era inteira e completa com você, embora não tenha sido assim desde o início, eu fui. E continuaria sendo se você não tivesse deixado de ser comigo. Eu não soube fazer você ficar e isso me dói porque eu nunca sei. E eu não quero mais que ninguém entre na minha vida porque eu vou ficar procurando você nelas e isso é desgastante demais. E eu nunca disse isso pra ninguém, mas eu tenho muito medo de que você volte a ser quem você era por causa de outra pessoa e eu perceba isso. Embora eu saiba que isso não vai acontecer, na verdade, eu não sei. O amor muda as pessoas e pode mudar você. Mas pensar nisso é a pior coisa do mundo porque eu não quero que você se apaixone. E eu não quero que outra pessoa escreva seu nome errado pra te irritar. Nem que você abrace outra pessoa do jeito que você me abraçava. Nem que você planeje o seu casamento com outra pessoa e que combine com ela que a casa estará sempre lotada de club social. E eu tenho medo de que eu nunca saiba fazer essas coisas com outra pessoa sem pensar em você. Eu tenho medo de nunca me apaixonar por outra pessoa como eu me apaixonei por você. Eu tenho medo de não conseguir sentir mais nada por ninguém por sua causa. Eu tenho medo de não deixar de lembrar de você ao escutar uma música qualquer. Eu tenho medo de nunca seguir em frente de verdade quando você fez isso há muito tempo e eu só percebi agora. Eu tenho medo de nunca deixar de contar quantos meses fazem que você foi embora e quantos meses fariam se você não tivesse ido. E eu tenho medo que um dia você esqueça meu nome quando eu sempre vou lembrar de você, mesmo que um dia não doa mais. Eu tenho medo de nunca parar de chorar porque embora agora eu só chore de vez em quando, ainda dói o tempo inteiro. E eu gostava tanto de você e fica difícil não ter recaídas de vez em quando. E você já gostou tanto de mim que fica difícil de aceitar que isso tenha acabado. Eu não sei ser madura ou forte o suficiente pra saber fazer com que tudo isso vá embora de vez, assim como você foi. Que droga, eu não queria admitir isso, mas eu queria que você também sentisse falta da gente, embora não sinta mais a minha falta como eu não sinto mais a sua. E sem você aqui tudo o que eu sei é ser essa menina frágil. Eu também era frágil quando estava com você, mas isso não costumava ser uma coisa ruim, porque você era a minha força. E lembrar disso dói de um jeito que você nem imagina porque você deve ter esquecido. E agora as lágrimas não estão mais deslizando sobre meu rosto porque estou no intervalo da minha dor que sempre aparece quando ela vem forte demais, mas isso não me deixa aliviada, porque o efeito dessa anestesia não é nem um pouco duradouro. E quando passar, a dor vai voltar. Provavelmente não tão forte quanto agora e é isso que me preocupa, porque quando ela vem suportável, não tem intervalo ou anestesia, por tanto ela fica até virar mais intensa e o ciclo se repetir.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Perdi.

Eu queria poder dar uma pausa na minha vida pra tentar organizar essa bagunça toda. Mas o tempo não para, e eu vou ter que ir fazendo tudo aos poucos; seguir em frente aos poucos, esquecer aos poucos, desistir aos poucos. E ser obrigada a me desprender de você aos poucos é a mesma coisa que morrer lentamente. E não me desprender de você, também. Eu queria levar o tiro de uma vez só pra não doer tanto, mas não tem jeito, não tem essa opção. As duas escolhas que eu tenho resultam em tortura. Você é a pessoa mais complicada que eu conheço e eu nunca me vi tão apaixonada por complicações. E é isso. Eu sou apaixonada por você. E o que eu sinto é bem maior do que a sua estupidez e imaturidade, embora você não saiba disso. Daqui mais ou menos uma semana, a gente completaria 5 meses e ninguém sabe o quanto essa data consegue me ferir. Você não deve nem fazer ideia de quanto tempo faz enquanto eu andei contando até os minutos longe de você. E aquele beijo que você me deu no começo desse mês me encheu de esperanças para nada, para daqui alguns dias completar um mês de uma chance desperdiçada. Ontem eu tive que me segurar para não te falar coisas demais… Você tem noção do quanto machuca falar com você e não poder dizer o que eu realmente preciso? Cada atitude sua me deixa cada vez mais confusa, e essas confusões me cansam demais, porém, não faço a mínima ideia de como escapar delas. E aí eu lembro dela, a menina que entrou na sua vida um mês depois de você sair da minha. Ela é tão melhor que eu… Não tem os meus defeitos e possui, sem dúvida, mais qualidades. E, mesmo assim, você foi embora também. Agora, uns dois meses depois disso ter acontecido, já tem outra. E eu quero me trancar no quarto e chorar horas seguidas de novo, porque perdi você pela quarta vez. E chorar também porque na época em que você fazia questão de ficar, eu que fui embora. E eu me pergunto todos os dias como é que teria sido se eu não tivesse ido. Se você ainda estaria aqui, ou se teria ido embora do mesmo jeito, porque eu só sei errar… Droga, eu não queria ter que desistir de você. Eu não sei fazer isso. Tentei evitar o quanto pude, mas agora essa é a única saída, de certa forma. E eu não posso mais me segurar na gente. Não aguento mais. Não consigo mais. Eu sou fraca, desculpa. Era você quem me fazia forte, mas você não está aqui agora. Eu só queria que as lembranças me deixassem. Mas seus fantasmas estão em todos os lugares e eu não descobri como mandá-los embora ou se tenho forças para fazer isso… Só espero que um dia eu consiga ficar bem de verdade, mesmo que você não faça parte disso como eu esperava.

terça-feira, 13 de março de 2012

Falta.

Ainda é e sempre vai ser você. Não quero que isso mude e reconheço o tamanho da minha burrice por pensar assim. Saber que tudo isso é um erro e persistir nele… A verdade é que eu não sei substituí-lo, e quando você sorri pra mim, eu sinto como se isso fosse impossível. Às vezes, quando olho rapidamente em teus olhos, enxergo a mesma saudade que os meus carregam; porém, não posso dizer que estou certa disso, afinal, é como dizem: o amor é cego e eu não sou capaz de enxergar nada além da doçura do teu olhar. Ontem seria nosso aniversário de quatro meses se estivéssemos juntos e você provavelmente não faz ideia disso. Felizmente ou não, você também não faz ideia de quantas vezes pensei em te procurar. Você não sabe porque enquanto eu passo a maior parte do tempo pensando em você, provavelmente nem sequer cinco minutos do seu são ocupados pelo meu nome. Toda vez que pego o meu celular, o faço inutilmente esperando que o aviso de uma mensagem sua esteja lá sabendo que você não tem vontade de mandar. Se eu ganho um sorriso teu, ganho também o dia e você deve achar engraçado caso perceba o controle que (ainda) possui sobre mim, não importa o quanto eu tente ignorar esse fato. E tento suprir a vontade de ir atrás de você escrevendo-te coisas que eu sei que nunca chegarão até você. Você não vai voltar, e eu não vou deixar de ser tua, esperando que alguma partícula tua ainda me pertença e sinta a minha falta.

Burrice ou paixão?

Toda vez que eu penso que vou finalmente esquecer, que tô aprendendo a superar, que vai começar a doer menos… Você vem e mexe comigo de novo. Qualquer coisa que você faz derruba todas as barreiras que eu consigo construir. O celular vibra e eu corro achando que teu nome vai aparecer no visor. Nunca é e eu continuo correndo. Mas as coisas são assim mesmo, não são? Eu sonho com o dia em que você vai me procurar… Você nunca procura, mas ainda assim permanece em meus sonhos, na minha mente, no meu coração. Permanece em todos os lugares, permanece em mim, só não ao meu lado e eu queria entender o porquê. Eu estou cansada de ver você indo embora toda hora. O principal obstáculo que me impede de esquecer você é o fato de que eu te amo demais para querer que isso aconteça. E, então, eu tento de todas as maneiras possíveis enganar a dor da tua ausência, já que prefiro que ela continue comigo a deixar de te amar. E eu sei que é burrice, mas me diz, como é que faz para esquecer aqueles beijos cheios de urgência que você me deu? Você bagunça a minha vida toda hora porque me faz pensar que vai colocá-la em ordem; coisa que só você pode fazer. Eu olho nos seus olhos e, por um instante, penso ter decifrado o que estava escrito neles, mas você sempre dá um jeito de me deixar com dúvidas… Eu queria tanto ouvir que o sentimento ainda tá vivo aí também, mas o medo de ouvir que ele é só meu sempre vence… Queria te perguntar o que você quer de mim, mas não consigo, e eu sei que você não vai dizer se eu não o fizer. Então continuo me torturando, dando dois passos para frente e três para trás por medo, sempre medo. Burra? Quem sabe, mas apaixonada me define melhor.

Deixe-me saber.

Lembro daquela vez que eu disse que te amava e você me perguntou se poderia acreditar nisso… E então eu disse que estava falando sério. E eu estava. Não sei se você lembra, mas eu prometi que nunca te esqueceria. E estou cumprindo a promessa, por mais que você não tenha certeza disso. Às vezes eu me canso, mas nunca vou embora; eu não sei ir. Eu não sei seguir em frente, só consigo ficar parada no mesmo lugar, esperando você voltar. Caminhando, porém, sem sair do lugar. Não importa quantas vezes eu bata o pé, insista em dizer que não me importo, eu nunca deixarei de ser sua. E se por um acaso você também não tenha deixado de ser meu durante esse tempo, por favor, me deixe saber. Mas não me venha com sinais incertos, eu quero ouvir da sua boca. Eu quero a certeza. Eu quero poder te dizer que quero você, e quero por inteiro. Mas você sabe que não darei um passo com dúvidas na minha mente. Então, se caso algo aí dentro ficaria feliz com esse passo, por favor, me deixe saber que você precisa dele. Se você precisa de mim, me deixe saber, para que eu possa dizer o quanto eu preciso de você. Só me deixe saber, o que quer que seja. Se você não se importa, também me deixe saber. Mas o faça olhando em meus olhos, com a voz firme. E se você se importa, também diga isso olhando em meus olhos e com a voz firme. Deixe-me saber… É tudo o que eu te peço, e espero que você possa atender esse pedido antes que eu enlouqueça.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Aceitar.

Por mais que eu repita mentalmente milhares de vezes que acabou, não adianta, eu nunca vou aceitar que você não vai voltar. Eu nunca vou aceitar que você foi embora de vez, eu nunca vou aceitar que você não sente nem um pouquinho de saudade do que nós fomos, eu nunca vou aceitar que você tenha me esquecido de vez, enfim, eu nunca vou aceitar o nosso fim, embora ele seja um fato. E todo mundo me vê dando gargalhadas como se tudo estivesse tudo perfeitamente normal, exatamente do jeito que eu queria; mas é só alguém parar pra reparar em como o meu olhar perde o brilho e ganha um vazio quase do tamanho da minha dor quando estou sozinha. É só alguém pousar o olhar sobre o meu enquanto eu falo de você e ver como eu me seguro para não deixar as lágrimas caírem. A verdade é que eu nunca vou saber ser forte como você. E talvez você não tenha a certeza de que eu ainda te amo, mas eu duvido que não desconfie, se é que você tem algum tempo pra pensar em mim. Eu nunca vou saber esconder tudo o que eu sinto de uma maneira que ninguém saiba decifrar, principalmente de você, que destrói todas as barreiras que eu demoro tanto para construir com apenas um olhar. Pego o meu celular para ver o horário e lembro de como uma mensagem sua era capaz de me fazer sorrir durante a semana inteira. E vejo o quão foi patético eu pensar que o simples fato de elas não estarem mais na minha caixa de entrada fosse fazer com que elas sumissem da minha mente também. E eu penso em como seria se eu resolvesse deixar minha dor transparecer, penso em como seria a sua reação, penso em tudo que carrega um "e se" no início. Mas aí lembro que preciso parecer forte, inabalável, tentar não perder o equilíbrio a cada ato seu. E um piscar de olhos que você dá faz tanta diferença na minha vida e não entra na minha cabeça porque nada que eu faço é capaz de mexer com você. Minha indiferença não te machuca, mas comigo é totalmente o contrário. E eu já tentei focar em outras coisas, lembrar que existem coisas bem mais importantes do que o passado, mas eu nunca tenho sucesso nessas tentativas estúpidas. E eu tenho vontade de enterrar a cabeça no travesseiro e gritar até ficar sem voz, só pra ver se a frustração passa, mas nem arrisco, porque sei que não resolveria nada. E eu penso em te fazer todas as perguntas que atormentam a minha cabeça o tempo inteiro, mas com certeza tudo o que eu ouviria seria uma resposta totalmente incerta e você não sabe, mas eu odeio a sua indecisão. E nada me apavora mais do que certezas vindo de você. É pensar em você me lançando um olhar frio e eu quase entro em pânico. E motivos para ir atrás de você não me faltam, mas os motivos que me fazem ficar me prendem aqui. A gente tem o mesmo gosto musical, você torce para o mesmo time que o meu pai, eu te amo e nós nunca vamos certo. Nunca. Você não vai dizer que sente minha falta, embora meu coração carregue essa urgente esperança. Você nunca vai vir aqui em casa me fazer companhia e aproveitar para assistir futebol com o meu pai. Ele nunca saberá da sua existência e você nunca vai se preocupar por causa dele de novo. E enquanto eu tenho vontade de te segurar e te dizer um monte de coisa feito uma metralhadora pra não me arrepender na metade quando você passa por mim, você dá um sorriso, continua andando e seu coração não grita para você voltar, embora o meu o faça a todo segundo, mesmo quando você não passa por mim. Eu nunca vou sentir a segurança que o seu abraço me causa outra vez e você não sente falta do meu olhar reprovador e minha risada que vinha logo em seguida quando você falava alguma coisa sem sentido, embora eu sempre tenha achado que era muito fofo ver que você não conseguia pensar direito quando estava comigo. E hoje em dia você também não pensa, mas não porque não consegue, e sim porque não precisa. Porque não tem o que pensar, embora um turbilhão de pensamentos e possibilidades invada a minha mente pelo simples fato de você ter olhado pra mim e eu tenha enxergado uma pontinha de saudade que nunca existiu. E me pego pensando em todos os meus erros que eu nunca fui capaz de perceber enquanto ainda era tempo, e lamento por a única coisa que esteja ao meu alcance agora seja lamentar, mesmo sabendo que você não faz o mesmo, mas mesmo assim esperando que isso aconteça.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Fraqueza.

Eu queria ser um pouquinho mais forte, saber resistir mais. Não perder as forças diante do teu sorriso, não carregar a vontade de voltar no tempo comigo em todo lugar que vou. Queria saber seguir em frente de verdade, tento andar rumo a um caminho que me leve pra longe de você, mas não tem jeito; as lembranças sempre me trazem de volta ao ponto de partida e eu sempre me deixo levar por elas. E eu vejo você rindo por aí, tão feliz, tão completo, tão longe... E me vejo rindo por aí, tão vazia, tão incompleta, tão tua... E eu queria poder apertar um botão e começar tudo de novo, tentar errar menos e acertar mais, só pra ver se você ficaria dessa vez. Mas não tem botão nenhum, porque as coisas não são fáceis, a gente sabe disso. E aí eu lembro também que você é forte e que pode estar se segurando pra não voltar, assim como eu me seguro todos os dias para não discar teu número. E sei o quanto é inútil pensar em possibilidades tão bobas, mas eu te amo, e esse amor bobo me faz acreditar em coisas bobas; inclusive em nós. Mesmo sabendo que não fomos feitos para dar certo, eu te digo com toda a sinceridade que há em meu coração: eu acredito em nós. Como eu queria que você também acreditasse. Se você acreditasse, seria o suficiente, meu anjo. Se você acreditasse, eu não estaria sozinha nisso, eu não me sentiria sozinha nisso. Mas você não acredita, e eu te espero com tanta força que chego a pensar que isso é a minha pior fraqueza. E, de fato, é. O amor que eu sinto é a minha maior fraqueza, não me deixa seguir em frente, mas mesmo assim, não sinto vergonha dele. Não tenho vergonha de não ser forte o suficiente pra me desprender dele, não tenho. Eu só não tenho coragem de sair gritando o tamanho dele pra todo mundo sem saber se tem uma pontinha dele aí, contigo, no teu coração também. E você me conhece, sabe que eu sou insegura, que não gosto de arriscar, que tenho medo de me machucar. E, sem você, eu me encontro num estado tão doloroso que não seria capaz de suportar mais dores. Ninguém vê a minha dor, nem você, mas isso não significa que ela não existe. Infelizmente, existe. E machuca, corrói, arde. E o pior de tudo: o remédio é você. Não tem outro, é só você. É um remédio que não está ao meu alcance, não importa o quanto eu precise dele, o quanto eu queira, o quanto seja importante, simplesmente não está. Sou forte para esconder a dor, mas não o suficiente para deixar de senti-la.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Possessividade ou amor?

Não é justo eu me importar tanto e você não se importar nem um pouquinho. E não é justo nunca ser justo comigo. Você não se importa se eu tô saindo com alguém, enquanto eu enlouqueço só na possibilidade de pensar que já tem outra em sua mente de novo. Na verdade, talvez você se importe. Só um pouquinho. Mas porque você é possessivo, não porque você me ama. Mas tudo em você é tão lindo e essa possessividade parece não ser sua, mas eu prefiro pensar assim pra não criar ainda mais esperanças e resultar em decepções ainda maiores. Eu prometo a mim mesma todas as noites que vou seguir em frente de verdade, mas fracasso logo pela manhã, quando vejo ou imagino você sorrindo. Seu sorriso me desarma, não tem jeito. Aí eu lembro que antes o teu sorriso era meu e sinto uma vontade absurda de chorar, mas permaneço "firme", porque sei que chorar não resolve nada; ultimamente não anda nem aliviando, se quer saber. E não é certo você conseguir me bagunçar tanto só com um sorriso, que não é só um sorriso porque é o seu sorriso. E eu tenho vontade de te sacudir enquanto você sorri. Porque você não sabe o que eu seria capaz de fazer pra ter esse maldito sorriso de volta, pra ter você de volta. Mas você não deixa, você não volta. Vem, fica por uns vinte minutos, sorri e vai embora. Só pra não me deixar te esquecer mesmo. Então, me diz: Por que você não me deixa te esquecer, se você o fez? Hein? Soa tão possessivo, mas droga, eu sei que você não é possessivo. O que é, então? Me explica, por favor. Eu queria conseguir odiar você, porque são esses os passos pra esquecer alguém: chorar, pegar raiva e esquecer. Mas eu não consigo ter raiva de você porque não dá pra ter raiva de alguém que é tão amável do jeito que você é. E eu te amo. E eu queria aprender a ser amável como você, ter o brilho que você tem; quem sabe, assim, você voltasse a me amar de novo. O que é injusto também é que você me amou quando eu não era sua e deixou de amar quando eu aprendi a ser. Por quê? Olha só, o relógio tá marcando uma hora da manhã e eu não consigo dormir. Você é a minha insônia. E você me bagunça, de verdade. Sorrio pensando na possibilidade de voltar e quase choro porque meu lado realista acha que isso não vai acontecer. Mas o meu lado que te ama espera isso. Aliás, não existe um lado que te ame. Eu te amo com todos os meus lados. E você não me ama com nenhum dos teus, certo? Certo? Por favor, por favor, diga que está errado. Diga que está errado. Mas é claro que você não vai dizer, até porque eu não tenho coragem de te perguntar. O que me resta é aprender a conviver com esses “e se?” que me atormentam todos os dias, assim como a saudade que eu sinto.

Dar certo.

Esse tal de amor parece ser tão simples, mas ao mesmo tempo é tão complicado. Eu sinto falta da simplicidade do amor, mas acabei me acostumando com as complicações — sabe como é, convivência demais... Se você é amada, não ama. Se ama, não é amada. Se ama e é amada, não dá pra ficar junto. Pelo menos comigo é assim. Aí eu lembro do Fulano e da Fulana que são um dos casais mais fofos que eu conheço que estão juntos há mais ou menos um ano e tenho vontade de cutucar um dos dois pra perguntar: Ei, qual é o segredo pra durar? Mas é claro que não cutuco coisa nenhuma. Mas é que, sabe, é tão injusto que não possa ser assim comigo. Quando eu gosto, eu quero me entregar de vez, mas não dá pra ser assim, eu tenho que me segurar, tenho que fingir que não gosto tanto. Mas que graça tem fingir que não gosto tanto? Não tem graça, mas pra durar no meu caso tem que ser assim. Então, que graça tem durar no meu caso? Por que só é assim no meu caso? Que saco, alguém quer trocar de caso comigo? Não dá. É. Não dá. Nem trocar de caso, nem amar direito. Definitivamente não dá. Não dá e eu preciso aprender o segredo pra durar, porque eu não aguento mais ver gente indo embora toda hora. Ao menos uma vez, eu queria que alguém ficasse. Não precisa ser pra sempre. Eu só queria que alguém ficasse mais. Mas ninguém nunca fica, porque eu me entrego. Sempre. E é por isso que me dói ver as pessoas irem embora. Mas não é justo, porque a Fulana se entregou e o Fulano também, e eles dão certo. Por que não dá certo comigo? Só comigo? Talvez, pra dar certo, eu tivesse que mudar. Não ser eu. Mas aí eu não ficaria satisfeita, porque eu queria que desse certo com alguém que gostasse de quem eu sou de verdade. Mas será que dá pra isso acontecer? Porque eu sempre acabo estragando tudo, até quando não sei o que fiz pra estragar. É sempre eu o erro, sempre. E, quando não é, eu gostaria que fosse. Pra poder consertar. Mas quando o erro é dos outros, aí é mais complicado ainda. Que droga. Não dá pra consertar. Nem quando sou eu o erro porque eu não sei qual é o erro. E não sei qual é o segredo pra dar certo. Ei, Fulana, 'cê não pode me contar?

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Vai e volta.

Apesar de finalmente ter aprendido a viver sem você, eu não sei... É como se eu não sentisse sua falta, mas sentisse. É que eu lembro de você quando leio os poemas do Vinicius. E te vejo nas entrelinhas de todo texto da Tati. E lembro da nossa história nas palavras do Caio. E leio nossa história nos escritos da Clarice. E meus olhos se enchem de lágrimas quando escuto as músicas que costumavam ser nossas. E eu sinto o brilho que eles ganham ao encontrar os seus. Como é que pode, hein, menino? Por que você me balança desse jeito? Vem, ilumina meu mundo e depois de uns minutos apaga a luz. Não te quero por cinco minutos. Te quero a vida toda. Mas quando você está aqui, mesmo que por cinco minutos, tudo fica mais bonito. Então, pra mim, cinco minutos são o suficiente. Te queria por inteiro, mas me contento com pedacinhos. E eu nunca, nunca, nunca aceitei ninguém pela metade; mas te aceito. Porque você não é como todos os outros; você é único. E é por isso que eu te amo. É por isso que não te esqueço. Porque igual a você não tem. Não dá pra substituir. Você foi embora, mas não abandonou a minha mente; muito menos o meu coração. Saiu da minha vida, mas de vez em quando volta, mesmo que por pouco tempo, como quem não quer nada e, quem sabe, realmente não queira. Mas esse meu coração que te ama se enche de esperança toda vez que você volta. Se você volta é porque, assim como eu, também não consegue ir embora de vez.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Obrigada...

Obrigada. Queria te agradecer por tudo. Tudo mesmo. Até pelas lágrimas. Não por você ter agido com infantilidade, mas por me dar maturidade a partir disso. Obrigada por me mostrar que sofrer não vale a pena.
Você não tem noção do quanto eu gostava de ti. Tudo o que eu posso dizer é que gostava muito de você, ainda que muito seja uma palavra muito pequena para expressar a intensidade do que você me causava. Muito, muito, muito. E do teu perfume. E dos teus abraços. E do teu sorriso. E da tua risada. E do teu jeito desajeitado. Você foi a melhor coisa que eu tive e não tive ao mesmo tempo. Quando você era meu, eu não era sua; quando eu fui sua, você não era mais meu de verdade. Agora, não somos nada. E, graças a Deus, não me sinto triste ao pensar nisso.
Obrigada, menino. Obrigada por todos os sorrisos bobos que você me fez dar. Obrigada por me ensinar o que é ter a alma transbordando de felicidade e principalmente, obrigada por me ensinar o que é ser forte.
Eu não me arrependo de nada. Nem dos erros, nem da dor, porque tudo isso acabou me fazendo muito bem no final das contas. E isso de olhar para trás e me orgulhar de tudo é muito bom.
Eu me orgulho da gente. Eu me orgulho do que sou hoje por sua causa. Então, obrigada. Obrigada do fundo do coração. E desculpa por te gostar tanto e não saber fazer isso direito quando você sempre soube. Desculpa por ser toda errada, mas hoje, graças a você, eu finalmente estou tomando o caminho certo.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Lembro.

Ultimamente anda sendo assim: Eu acordo, procuro desviar o pensamento toda vez que você aparece nele, me divirto e vou dormir com aquela sensação maravilhosa e única de ir dormir feliz. Até que eu fecho os olhos e você me vem à mente, com uma força inexplicável que mantém você nela e não me deixa evitar que isso aconteça. E aí eu lembro. Lembro do primeiro dia que eu te vi. Lembro de como minha vida era triste antes de você aparecer nela e lembro de como ela era absolutamente feliz e leve até você resolver sair dela. Lembro da primeira vez que você me disse “você é linda!” e lembro de como essa foi também a primeira vez que eu me senti verdadeiramente assim simplesmente porque foi você quem tinha falado. Lembro daquela vez em que eu te abracei e na hora em que eu ia sair do abraço você sussurrou no meu ouvido “fica só mais um pouquinho” e eu senti vontade de passar o resto da minha vida lá. Lembro de como você entrelaçava seus dedos nos meus não querendo soltar e lembro de como eu não queria que você soltasse. Enfim, lembro. Lembro de tudo. E lembrar dói. Mas, sabe, ser sua já parou de doer faz tempo. O que dói é não receber um sorriso seu. O que dói é te ver distante. O que dói é sentir sua falta. Mas ser sua, não… Ser sua não dói mais. Não dói mais porque finalmente entendi que com isso eu posso e sei lidar; pena que não é bem assim com o fato de você não ser meu.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Carta que não chegará nas mãos do destinatário.

No fundo, eu sabia que você iria embora. Todo mundo sempre vai. Lógico que eu não pensei que você ficaria comigo pra sempre, sei que isso não existe... Mas esperava que você ficasse um pouquinho mais.

Por que você foi embora tão rápido? O pior de tudo é que eu não quero seguir em frente sem você. Poderia, mas não quero. Não vejo sentido nisso, entende? Não, é claro que você não entende, porque você é autossuficiente e não depende de ninguém. E eu, meu bem, não consigo ser assim. Ou talvez eu consiga, mas também não queira. Responda-me: Que graça tem a vida sem amor?

Que graça tem acordar sem se perguntar se alguém dormiu bem? Que graça tem ouvir uma música lenta e não lembrar de ninguém? Que graça tem não ter em quem pensar quando deita a cabeça no travesseiro? Que graça tem não dormir na esperança de sonhar com alguém só pra sentir aquele abraço de novo? Hein? Que graça tem?

Tudo bem, também não tem graça ver a pessoa amada longe. Dói. Mas a dor é infinitamente melhor que o vazio, ainda mais quando você acostuma com ela. Estou sozinha, mas amando você. E a graça da minha vida está em esperar você voltar. Estar sozinha sem amar ninguém consegue ser mais angustiante do que saber que você não vai voltar e continuar esperando.

Não sei se é porque sou menina ou o quê, mas é que nunca consegui me sentir bem não sendo de ninguém. E hoje em dia o caso ficou mais grave: Não consigo me sentir bem não sendo sua.

Mês passado, saí e vi um menino lindo. Ele era mais velho, alto e tinha olhos claros. No dia seguinte, ele me chamou pra sair e eu quase aceitei. Sim, quase. Ele é o tipo de cara que pretendia passar as tardes de domingo comigo, seria capaz de me divertir enquanto o filme que estaríamos assistindo não era tão bom assim, me emprestaria sua blusa quando eu estivesse com frio e me abraçaria sempre que me via. E eu estava quase aceitando quando comecei a pensar em tudo isso, até lembrar que você era assim.

Chorei descontroladamente porque era com você que eu queria fazer todas essas coisas de novo, e chorei mais ainda porque você não queria. Porque você não me queria. E isso não era justo, porque eu tinha acabado de aprender a te querer e só fiz isso porque pensei que você o fizesse.

Esse é o meu problema: Eu não quero um cara bonitinho, fofo e que tenha olhos verdes hipnotizantes. Eu quero você.

Eu quero seu jeito desajeitado de me abraçar. Eu quero seus passos desengonçados. Eu quero seu abraço que é diferente de todos os outros. Eu quero seus olhos castanhos que sempre me deixam perdida quando os encontro. Eu quero seu sorriso tímido. Eu quero suas bochechas que sempre coravam quando você me via. Eu quero seu perfume que sempre, sempre, sempre ficava na minha blusa. Eu quero você. Eu amo você. E eu queria que você me amasse de volta.

Eu queria poder implorar o seu amor, eu queria não ser madura o suficiente pra ver o quanto isso é ridículo. Eu queria ser boba pra pensar que mandar uma mensagem dizendo o quanto eu sinto a sua falta seria capaz de resolver tudo. Mas não... Você me fez crescer, e agora que isso aconteceu, vejo que não tem mais jeito pra nós dois.

Vejo que você não vai voltar, vejo que não vou sentir minha alma transbordar felicidade de novo por estar com você, vejo que o único jeito de poder me perder nos seus olhos é sonhando com eles, vejo que suas bochechas só vão corar outra vez ao me ver se eu voltar as lembranças e me torturar porque elas nunca passarão disso.

Vejo, mas não aceito. E, assim, continuarei rejeitando os caras bonitinhos, fofos e que têm olhos verdes porque eles nunca serão capazes de suprir a falta que você me faz.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Eu sempre fico.

De vez em quando é tentador pensar em correr atrás de você e dizer tudo o que sinto. De novo. Mas eu sempre fico. Porque eu já tentei fazer isso, você sabe, e não aconteceu nada. Ainda estou aqui, sozinha. Lembrando de como eu nunca me sentia assim quando tinha você e vivendo a solidão desde que você foi embora. Cansei de te esperar, mas ainda assim, espero. Espero porque é a minha única opção. Espero porque pensar que ainda há alguma possibilidade de você voltar é reconfortante, ainda que doloroso. Eu queria que fosse mais fácil. Mas, se fosse fácil, talvez eu não quisesse mais. Sou assim, complicada. E nunca consegui mostrar que, apesar das minhas complicações, amar você era simples. E eu amava amar você. Amava a certeza de que um abraço sempre viria. Amava pensar que você me amava também. Amava seu perfume na minha blusa. E já perdi as contas de quantas vezes quis te contar que, embora doa, eu amo lembrar de tudo isso; de tudo o que nós fomos, e imaginar o que poderíamos ter sido. Já perdi as contas de quantas vezes quis pedir pra você voltar. Mas eu sempre fico. Porque, mesmo se você voltasse, iria embora algumas semanas depois. Eu sempre fico, meu anjo... Mas você não.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Ainda sou sua.

O amor que eu sinto por você é ridículo. A última vez que nos falamos foi há quase dois meses, quando você terminou comigo. Mesmo sem contato nenhum, eu não consigo esquecer você. Um mês depois do nosso término, já havia outra em meu lugar. Havia outra em seus braços. E eu chorei. Chorei porque não era justo. Chorei porque você provavelmente era dela. Chorei porque não tinha chance nenhuma de você ainda ser meu. Mas, depois de algumas horas, parei de chorar. Parei de chorar porque vi que esse amor é tão ridículo quanto você, e prometi que nunca mais choraria por você. E cumpri a minha promessa... Desde aquele dia, nenhuma lágrima foi derramada por você. O problema é que, infelizmente, isso não significa nada. Porque eu ainda sinto dor, ainda lembro, ainda amo. Mesmo sabendo que esse amor é ridículo, ele não vai embora. E fico procurando saber da sua vida, mas nunca sei direito o que está acontecendo, não tem jeito. Esses dias, fiquei sabendo que você não está mais com ela. E continuou doendo. É que você estar ou não com alguém também não muda nada. Sozinho ou não, você não pode ser meu de novo. E eu aprendi a aceitar isso... Mas apesar de não esperar você voltar, ainda sou sua. E ninguém nunca vai saber disso, muito menos você.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A certeza também agride.

Logo eu, que sempre reclamei da tortura das incertezas, agora choro pela dor causada pelo o que é certo. Desta vez, é a certeza que me fere. Certeza de que somos um caso perdido, meu bem. Certeza de que definitivamente não tem volta. Acabou. Certeza de que eu nunca vou sentir seus braços me envolvendo de novo. Certeza de que o seu perfume nunca mais estará na minha blusa. Certeza de que você não pensa em mim, nem por um segundo. E, pior: A certeza de que, mesmo sabendo de tudo isso, sabendo que não tem jeito, eu te amo. Eu te amo mesmo, mas agora é tarde e tenho consciência disso. E eu posso não desmoronar por aí, posso fingir que não amo ninguém e que acho que o amor não existe, posso continuar saindo, posso rir com meus amigos, posso de alguma forma ainda achar graça na vida, posso fazer qualquer coisa, menos deixar de te amar.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Não vai adiantar nada.

Ei, menina… Sei que não te conheço, mas estou aqui para avisá-la, já que ninguém o fez até agora: O que você tá fazendo não vai adiantar nada.

Não vai adiantar nada você ficar postando esses trechos de músicas tristes no seu twitter. Não vai adiantar nada você deixar ele saber quantas lágrimas deslizam sobre o seu rosto por causa dele. Não vai adiantar nada você ficar dizendo pro mundo inteiro o quanto a ausência dele te machuca.

Se ele te ama, vai voltar pra você. Sem você precisar choramingar. E se ele não te ama, ah, querida, sinto muito, mas você não pode fazer nada. Choramingar não vai fazer com que ele se importe, muito pelo contrário. Porque se ele tinha o seu amor e foi embora, saber que ele ainda existe não vai fazê-lo voltar. Não vai fazer com que ele preste atenção.

Se você quer saber se ele te ama, experimente fazer o contrário do que o esperado. Eu sei que dói, menina, mas ninguém precisa saber disso, muito menos ele. Aliás, ele não pode saber disso. Sair gritando que teu coração tá ferido não vai diminuir a dor. Mesmo que seja mentira, finja que está bem sem ele, e assim, quem sabe, ele veja o que perdeu. E se não adiantar, bem, é porque ele definitivamente não te ama e, por mais que machuque, não tá nem aí pra você. E se for isso, continue fingindo que está bem, uma hora você vai estar de verdade.

Só aprenda uma coisa, moça, e me desculpe pela sinceridade: Mendigar o amor dele não fará com que ele passe a te amar, sinto muito.

Coragem.

Eu só não queria que você fosse embora. Não sei ficar sem você. É, eu tô sem você, mas sem saber lidar com a vida. Estou completamente perdida e o pior é que eu sei que você não vai voltar. Sei que você não vai voltar, mas eu te amo e esse amor me faz ter esperanças. Esperanças que só servem para me machucar ainda mais, mas não posso fazer nada, não sei tirar coisas do meu coração… Se soubesse, aproveitaria para tirar esse amor. Mas não, não sei. Esses dias quase disquei seu número para te perguntar como é que faz pra tirar. Mas não, não liguei, é claro que eu não liguei. Não liguei porque não tive coragem e porque se eu tivesse, não seria isso que diria. Se eu tivesse coragem, diria que sinto sua falta. Diria que te amo de verdade, diria que as nossas lembranças me perseguem todos os dias e imploraria para você voltar. Graças a Deus que não sou corajosa.