quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Lembro.

Ultimamente anda sendo assim: Eu acordo, procuro desviar o pensamento toda vez que você aparece nele, me divirto e vou dormir com aquela sensação maravilhosa e única de ir dormir feliz. Até que eu fecho os olhos e você me vem à mente, com uma força inexplicável que mantém você nela e não me deixa evitar que isso aconteça. E aí eu lembro. Lembro do primeiro dia que eu te vi. Lembro de como minha vida era triste antes de você aparecer nela e lembro de como ela era absolutamente feliz e leve até você resolver sair dela. Lembro da primeira vez que você me disse “você é linda!” e lembro de como essa foi também a primeira vez que eu me senti verdadeiramente assim simplesmente porque foi você quem tinha falado. Lembro daquela vez em que eu te abracei e na hora em que eu ia sair do abraço você sussurrou no meu ouvido “fica só mais um pouquinho” e eu senti vontade de passar o resto da minha vida lá. Lembro de como você entrelaçava seus dedos nos meus não querendo soltar e lembro de como eu não queria que você soltasse. Enfim, lembro. Lembro de tudo. E lembrar dói. Mas, sabe, ser sua já parou de doer faz tempo. O que dói é não receber um sorriso seu. O que dói é te ver distante. O que dói é sentir sua falta. Mas ser sua, não… Ser sua não dói mais. Não dói mais porque finalmente entendi que com isso eu posso e sei lidar; pena que não é bem assim com o fato de você não ser meu.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Carta que não chegará nas mãos do destinatário.

No fundo, eu sabia que você iria embora. Todo mundo sempre vai. Lógico que eu não pensei que você ficaria comigo pra sempre, sei que isso não existe... Mas esperava que você ficasse um pouquinho mais.

Por que você foi embora tão rápido? O pior de tudo é que eu não quero seguir em frente sem você. Poderia, mas não quero. Não vejo sentido nisso, entende? Não, é claro que você não entende, porque você é autossuficiente e não depende de ninguém. E eu, meu bem, não consigo ser assim. Ou talvez eu consiga, mas também não queira. Responda-me: Que graça tem a vida sem amor?

Que graça tem acordar sem se perguntar se alguém dormiu bem? Que graça tem ouvir uma música lenta e não lembrar de ninguém? Que graça tem não ter em quem pensar quando deita a cabeça no travesseiro? Que graça tem não dormir na esperança de sonhar com alguém só pra sentir aquele abraço de novo? Hein? Que graça tem?

Tudo bem, também não tem graça ver a pessoa amada longe. Dói. Mas a dor é infinitamente melhor que o vazio, ainda mais quando você acostuma com ela. Estou sozinha, mas amando você. E a graça da minha vida está em esperar você voltar. Estar sozinha sem amar ninguém consegue ser mais angustiante do que saber que você não vai voltar e continuar esperando.

Não sei se é porque sou menina ou o quê, mas é que nunca consegui me sentir bem não sendo de ninguém. E hoje em dia o caso ficou mais grave: Não consigo me sentir bem não sendo sua.

Mês passado, saí e vi um menino lindo. Ele era mais velho, alto e tinha olhos claros. No dia seguinte, ele me chamou pra sair e eu quase aceitei. Sim, quase. Ele é o tipo de cara que pretendia passar as tardes de domingo comigo, seria capaz de me divertir enquanto o filme que estaríamos assistindo não era tão bom assim, me emprestaria sua blusa quando eu estivesse com frio e me abraçaria sempre que me via. E eu estava quase aceitando quando comecei a pensar em tudo isso, até lembrar que você era assim.

Chorei descontroladamente porque era com você que eu queria fazer todas essas coisas de novo, e chorei mais ainda porque você não queria. Porque você não me queria. E isso não era justo, porque eu tinha acabado de aprender a te querer e só fiz isso porque pensei que você o fizesse.

Esse é o meu problema: Eu não quero um cara bonitinho, fofo e que tenha olhos verdes hipnotizantes. Eu quero você.

Eu quero seu jeito desajeitado de me abraçar. Eu quero seus passos desengonçados. Eu quero seu abraço que é diferente de todos os outros. Eu quero seus olhos castanhos que sempre me deixam perdida quando os encontro. Eu quero seu sorriso tímido. Eu quero suas bochechas que sempre coravam quando você me via. Eu quero seu perfume que sempre, sempre, sempre ficava na minha blusa. Eu quero você. Eu amo você. E eu queria que você me amasse de volta.

Eu queria poder implorar o seu amor, eu queria não ser madura o suficiente pra ver o quanto isso é ridículo. Eu queria ser boba pra pensar que mandar uma mensagem dizendo o quanto eu sinto a sua falta seria capaz de resolver tudo. Mas não... Você me fez crescer, e agora que isso aconteceu, vejo que não tem mais jeito pra nós dois.

Vejo que você não vai voltar, vejo que não vou sentir minha alma transbordar felicidade de novo por estar com você, vejo que o único jeito de poder me perder nos seus olhos é sonhando com eles, vejo que suas bochechas só vão corar outra vez ao me ver se eu voltar as lembranças e me torturar porque elas nunca passarão disso.

Vejo, mas não aceito. E, assim, continuarei rejeitando os caras bonitinhos, fofos e que têm olhos verdes porque eles nunca serão capazes de suprir a falta que você me faz.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Eu sempre fico.

De vez em quando é tentador pensar em correr atrás de você e dizer tudo o que sinto. De novo. Mas eu sempre fico. Porque eu já tentei fazer isso, você sabe, e não aconteceu nada. Ainda estou aqui, sozinha. Lembrando de como eu nunca me sentia assim quando tinha você e vivendo a solidão desde que você foi embora. Cansei de te esperar, mas ainda assim, espero. Espero porque é a minha única opção. Espero porque pensar que ainda há alguma possibilidade de você voltar é reconfortante, ainda que doloroso. Eu queria que fosse mais fácil. Mas, se fosse fácil, talvez eu não quisesse mais. Sou assim, complicada. E nunca consegui mostrar que, apesar das minhas complicações, amar você era simples. E eu amava amar você. Amava a certeza de que um abraço sempre viria. Amava pensar que você me amava também. Amava seu perfume na minha blusa. E já perdi as contas de quantas vezes quis te contar que, embora doa, eu amo lembrar de tudo isso; de tudo o que nós fomos, e imaginar o que poderíamos ter sido. Já perdi as contas de quantas vezes quis pedir pra você voltar. Mas eu sempre fico. Porque, mesmo se você voltasse, iria embora algumas semanas depois. Eu sempre fico, meu anjo... Mas você não.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Ainda sou sua.

O amor que eu sinto por você é ridículo. A última vez que nos falamos foi há quase dois meses, quando você terminou comigo. Mesmo sem contato nenhum, eu não consigo esquecer você. Um mês depois do nosso término, já havia outra em meu lugar. Havia outra em seus braços. E eu chorei. Chorei porque não era justo. Chorei porque você provavelmente era dela. Chorei porque não tinha chance nenhuma de você ainda ser meu. Mas, depois de algumas horas, parei de chorar. Parei de chorar porque vi que esse amor é tão ridículo quanto você, e prometi que nunca mais choraria por você. E cumpri a minha promessa... Desde aquele dia, nenhuma lágrima foi derramada por você. O problema é que, infelizmente, isso não significa nada. Porque eu ainda sinto dor, ainda lembro, ainda amo. Mesmo sabendo que esse amor é ridículo, ele não vai embora. E fico procurando saber da sua vida, mas nunca sei direito o que está acontecendo, não tem jeito. Esses dias, fiquei sabendo que você não está mais com ela. E continuou doendo. É que você estar ou não com alguém também não muda nada. Sozinho ou não, você não pode ser meu de novo. E eu aprendi a aceitar isso... Mas apesar de não esperar você voltar, ainda sou sua. E ninguém nunca vai saber disso, muito menos você.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A certeza também agride.

Logo eu, que sempre reclamei da tortura das incertezas, agora choro pela dor causada pelo o que é certo. Desta vez, é a certeza que me fere. Certeza de que somos um caso perdido, meu bem. Certeza de que definitivamente não tem volta. Acabou. Certeza de que eu nunca vou sentir seus braços me envolvendo de novo. Certeza de que o seu perfume nunca mais estará na minha blusa. Certeza de que você não pensa em mim, nem por um segundo. E, pior: A certeza de que, mesmo sabendo de tudo isso, sabendo que não tem jeito, eu te amo. Eu te amo mesmo, mas agora é tarde e tenho consciência disso. E eu posso não desmoronar por aí, posso fingir que não amo ninguém e que acho que o amor não existe, posso continuar saindo, posso rir com meus amigos, posso de alguma forma ainda achar graça na vida, posso fazer qualquer coisa, menos deixar de te amar.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Não vai adiantar nada.

Ei, menina… Sei que não te conheço, mas estou aqui para avisá-la, já que ninguém o fez até agora: O que você tá fazendo não vai adiantar nada.

Não vai adiantar nada você ficar postando esses trechos de músicas tristes no seu twitter. Não vai adiantar nada você deixar ele saber quantas lágrimas deslizam sobre o seu rosto por causa dele. Não vai adiantar nada você ficar dizendo pro mundo inteiro o quanto a ausência dele te machuca.

Se ele te ama, vai voltar pra você. Sem você precisar choramingar. E se ele não te ama, ah, querida, sinto muito, mas você não pode fazer nada. Choramingar não vai fazer com que ele se importe, muito pelo contrário. Porque se ele tinha o seu amor e foi embora, saber que ele ainda existe não vai fazê-lo voltar. Não vai fazer com que ele preste atenção.

Se você quer saber se ele te ama, experimente fazer o contrário do que o esperado. Eu sei que dói, menina, mas ninguém precisa saber disso, muito menos ele. Aliás, ele não pode saber disso. Sair gritando que teu coração tá ferido não vai diminuir a dor. Mesmo que seja mentira, finja que está bem sem ele, e assim, quem sabe, ele veja o que perdeu. E se não adiantar, bem, é porque ele definitivamente não te ama e, por mais que machuque, não tá nem aí pra você. E se for isso, continue fingindo que está bem, uma hora você vai estar de verdade.

Só aprenda uma coisa, moça, e me desculpe pela sinceridade: Mendigar o amor dele não fará com que ele passe a te amar, sinto muito.

Coragem.

Eu só não queria que você fosse embora. Não sei ficar sem você. É, eu tô sem você, mas sem saber lidar com a vida. Estou completamente perdida e o pior é que eu sei que você não vai voltar. Sei que você não vai voltar, mas eu te amo e esse amor me faz ter esperanças. Esperanças que só servem para me machucar ainda mais, mas não posso fazer nada, não sei tirar coisas do meu coração… Se soubesse, aproveitaria para tirar esse amor. Mas não, não sei. Esses dias quase disquei seu número para te perguntar como é que faz pra tirar. Mas não, não liguei, é claro que eu não liguei. Não liguei porque não tive coragem e porque se eu tivesse, não seria isso que diria. Se eu tivesse coragem, diria que sinto sua falta. Diria que te amo de verdade, diria que as nossas lembranças me perseguem todos os dias e imploraria para você voltar. Graças a Deus que não sou corajosa.