sábado, 28 de abril de 2012

Eu já desisti da gente há muito tempo, mas as lembranças não me deixam em paz e eu não sei o que fazer com elas. Estou exausta de amar você porque não é fácil ter certeza que não é recíproco e mesmo assim levar isso adiante, ainda que involuntariamente. Eu não tenho controle nenhum sobre o meu coração e isso me cansa cada vez mais. Você sabe que eu faria qualquer coisa para estar contigo se você também quisesse estar comigo. Mas se você batesse na minha porta nesse exato momento, eu mandaria você embora. E você iria, sem pedir pra ficar. Porque você não sente absolutamente nada por mim e eu odeio ter certeza disso. E odeio ter passado todos esses meses pensando o contrário. Você só me quer quando acha que não me tem ou quando não tem mais ninguém disponível, e às vezes nem isso. E mesmo com tudo isso, eu ainda te amo. Eu te amo escondendo de todo mundo, em silêncio, odiando esse fato e desejando mudá-lo com todas as minhas forças, sabendo que nunca vou conseguir.

Não gosto mais de você, mas ainda te amo.

Você provavelmente nunca mais escutou voluntariamente as músicas que cantava pra mim. Mas me pergunto se alguma lembrança vem à sua mente quando alguma delas toca em algum lugar que você está. E me pergunto também se você lembra da gente de vez em quando. Não, eu não tenho mais esperança nenhuma. Entendi que não há mais volta, que seu coração não me pertence mais. Mas sei que um dia eu fui a dona do teu sorriso e, por isso, queria saber se deixei alguma marca em você, mesmo que pequenininha. Sei que você não gosta de mim, assim como eu não gosto mais de você, embora te ame. Mas eu queria que de vez em quando você olhasse para trás e sorrisse ao lembrar do que aconteceu. Porque nós éramos um casal bonito, ninguém pode negar. E talvez estivéssemos juntos se eu não tivesse pisado na bola meses atrás e se você não tivesse cometido o mesmo erro que eu um tempo depois. Confesso que não te quero de volta, porque você é muito diferente do que eu pensei que fosse. Mas você ainda vive dentro de mim, ou então eu já teria parado de te escrever como já prometi diversas vezes e nunca consegui cumprir. E ainda dói. De vez em quando eu ainda choro. Porque eu sinto que nunca vou encontrar alguém como você. E você me preencheu de uma forma que parece que ninguém nunca vai saber fazer igual, e assim, serei incompleta pra sempre. Você me transbordava… O que significa que mesmo se eu achar alguém que me complete, vou sentir falta de transbordar. Como é que eu vou seguir em frente se conheço outras pessoas e visito novos lugares tentando encontrar vestígios seus? Não estou mais empacada no mesmo lugar que estava até perceber que você é um idiota agora, mas parei no meio do caminho e não consigo continuar direito, porque metade de mim ficou pra trás e eu não sei como resgatá-la, assim como não sei parar de amar você. Porque quando você sai dos meus pensamentos, acaba invadindo meus sonhos. E isso traz você de volta aos meus pensamentos e também à superfície do meu coração. Às vezes consigo manter você bem no fundo do meu coração e me divertir e fazer coisas sem lembrar da gente, com um incômodo no peito quase imperceptível e que não me afeta tanto. Mas quando isso não acontece, dói demais. E aí eu penso que nunca vou deixar de ser sua e dói mais ainda. Pensar que vai continuar assim por um bom tempo é tortura, porque amar você não é nada fácil. Amar você é burrice e ter consciência disso mas não saber como mandar esse sentimento do peito embora de uma vez por todas é mais difícil ainda. Você foi meu príncipe que se transformou nesse sapo. E esse sapo eu não quero ao meu lado, mas meu coração suplica pelo príncipe que não existe mais em você e nem em lugar nenhum. Eu estou cansada de ser sozinha, mas nenhuma companhia no mundo se compara à sua e é só ela que me satisfaz.

domingo, 15 de abril de 2012

Eu não sei parar.

Eu não sei o que fazer com essas recaídas. Porque quando eu acho que finalmente esqueci você, que estou bem, alguma coisa me faz lembrar da gente e sentir uma falta absurda de tudo o que aconteceu. E eu não quero me conformar com o fato de que eu sempre vou sentir que está faltando alguma coisa. Eu queria lutar contra isso, mas eu não tenho forças... Nunca te falei isso, mas você sempre foi o meu ponto fraco. Eu sempre me senti como se eu fosse uma menininha que precisava de proteção com você e isso nunca foi ruim, até que você resolveu deixar de me proteger. E é assim que eu me sinto sozinha: desprotegida. E a proteção que eu preciso é uma coisa que eu só encontro em você, por mais que eu tente afastar esse pensamento lembrando que você não passa de um moleque. E aí a saudade alivia um pouco. Mas ela sempre volta por um motivo qualquer. Tipo quando meu pai tá assistindo o jogo do time dele e eu lembro que é o mesmo que o seu e que a gente vivia dizendo que assim ficava mais fácil pra você conquistar meu pai. E lembro também daquele tempo em que você vivia falando em me apresentar pra sua família e eu sempre fugia disso por medo. Tá vendo? Você é um moleque mas eu nunca vou deixar de ser uma menininha medrosa apesar dos meus surtos de coragem. Eu nunca pensei na possibilidade de perder você, porque eram os meus erros que te prendiam. Percebi isso porque você foi embora justamente quando eu tava tentando acertar. Eu nunca pensei também que o fato de você nunca mais ter falado em me apresentar para a sua família ou assistir jogos com o meu pai fosse tão grave. Porque eu nunca pedi demais de você. Porque um eu te amo da sua boca e o seu perfume no meu moletom já faziam com que eu sentisse como se tivesse ganhado o dia, a semana, o mês, o ano inteiro. E embora cinco meses não seja tanto tempo assim, um dia já parece uma eternidade pra quem está esperando alguma coisa. Eu já deixei de te esperar há muito tempo mas o meu coração ainda não desistiu, embora eu negue isso porque é o que eu julgo ser certo. E eu já perdi as contas de quantas vezes te escrevi dizendo que seria a última vez que eu o faria ou que eu não me importava mais, mas eu sempre acabava escrevendo outras coisas sobre você de novo, dizendo que de alguma forma você ainda fazia diferença. E parece que vai ser sempre assim. Porque sempre tenho vontade de perguntar o que houve quando você posta que não está tendo um dia bom em alguma rede social. E eu ainda não aprendi a deixar de visitá-las. Sei que você perdeu o meu número quando trocou de celular mas ainda espero uma mensagem sua embora eu saiba que não responderia. Metade minha mal lembra do seu nome, mas a outra te ama mais a cada dia que passa. E ser duas ao mesmo tempo está me cansando e confundindo, mas eu não posso fazer nada pra mudar isso. Eu nunca vou admitir, mas tudo sempre vai estar nas suas mãos. Eu nunca vou ganhar nenhum dos seus jogos. E é por isso que eu ajo como se não estivesse mais jogando, mas eu não sei parar de jogar, tampouco de te amar.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Sinto falta de tudo, mas não sinto falta de você.

Entendi que sinto falta das memórias, não de você. Mas ainda assim, dói. Dói porque é uma pena ver que aquele menino que eu conheci e me encantei não existe mais. Eu gostava tanto de você, principalmente porque não encontraria você em nenhum outro. Porque você era único. E agora você é igual a todos os outros. E é por isso que eu não sinto mais a sua falta. Mas ainda sinto falta das memórias e, não importa do quê, sentir falta machuca. E todas as vezes que me dá vontade de chorar, eu lembro que não vale a pena, porque acabou, porque aquele que eu amava não existe mais. Mas, fazendo isso, a vontade de chorar só aumenta. Porque eu faria tudo que pudesse pra evitar que tudo isso tivesse acontecido, mas eu não pude e isso também me dá vontade de chorar. Aquele você morreu e eu quero passar a minha vida inteira de luto. Mas não adiantaria nada, então eu procuro seguir em frente. E eu não sinto mais nada quando te vejo, mas quando não vejo, lembro de tudo e dói. E eu não sei o que fazer com o seu fantasma, que nunca me deixa em paz. Eu nunca vou encontrar aquele você em outra pessoa e eu sei disso, ainda que continue procurando. Por que teve que ser assim? Por que eu sempre faço tudo errado e por que isso virou uma coisa em comum entre nós agora? Eu sempre fui toda errada e você era o que me dava vontade de acertar. E eu me torturo todas as noites me perguntando se teria sido diferente se eu tivesse pedido pra você ficar, embora não fosse justo. Eu não amo você, mas eu nunca vou deixar de amar as nossas lembranças. E ao mesmo tempo que eu as amo, eu também odeio. Odeio porque você foi embora e elas nunca o fazem. Sentir falta delas o tempo todo tentando o máximo possível não sentir falta de você me bagunça por inteira. Eu não sei lidar com nada disso. E eu admito que nunca soube lidar com nós dois, mas eu amava você e isso deveria ter sido o suficiente. Deveria, mas não foi. E eu tenho vontade de chorar de novo. E eu tô escrevendo isso chorando porque não era pra eu estar escrevendo ou sentido nada disso, mas eu não sei deixar de escrever sobre a gente ou de sentir. Mas eu escrevo porque deixar de escrever não faz com que eu deixe de sentir falta da gente. Deixar de falar sobre isso não faz com que eu deixe de sentir falta da gente. Deixar de sentir sua falta não faz com que eu deixe de sentir falta da gente. Nada faz com que isso aconteça e eu fico preocupada porque eu tenho a impressão de que nunca vai passar. E se não passar, eu nunca vou ser inteira e completa. E eu era inteira e completa com você, embora não tenha sido assim desde o início, eu fui. E continuaria sendo se você não tivesse deixado de ser comigo. Eu não soube fazer você ficar e isso me dói porque eu nunca sei. E eu não quero mais que ninguém entre na minha vida porque eu vou ficar procurando você nelas e isso é desgastante demais. E eu nunca disse isso pra ninguém, mas eu tenho muito medo de que você volte a ser quem você era por causa de outra pessoa e eu perceba isso. Embora eu saiba que isso não vai acontecer, na verdade, eu não sei. O amor muda as pessoas e pode mudar você. Mas pensar nisso é a pior coisa do mundo porque eu não quero que você se apaixone. E eu não quero que outra pessoa escreva seu nome errado pra te irritar. Nem que você abrace outra pessoa do jeito que você me abraçava. Nem que você planeje o seu casamento com outra pessoa e que combine com ela que a casa estará sempre lotada de club social. E eu tenho medo de que eu nunca saiba fazer essas coisas com outra pessoa sem pensar em você. Eu tenho medo de nunca me apaixonar por outra pessoa como eu me apaixonei por você. Eu tenho medo de não conseguir sentir mais nada por ninguém por sua causa. Eu tenho medo de não deixar de lembrar de você ao escutar uma música qualquer. Eu tenho medo de nunca seguir em frente de verdade quando você fez isso há muito tempo e eu só percebi agora. Eu tenho medo de nunca deixar de contar quantos meses fazem que você foi embora e quantos meses fariam se você não tivesse ido. E eu tenho medo que um dia você esqueça meu nome quando eu sempre vou lembrar de você, mesmo que um dia não doa mais. Eu tenho medo de nunca parar de chorar porque embora agora eu só chore de vez em quando, ainda dói o tempo inteiro. E eu gostava tanto de você e fica difícil não ter recaídas de vez em quando. E você já gostou tanto de mim que fica difícil de aceitar que isso tenha acabado. Eu não sei ser madura ou forte o suficiente pra saber fazer com que tudo isso vá embora de vez, assim como você foi. Que droga, eu não queria admitir isso, mas eu queria que você também sentisse falta da gente, embora não sinta mais a minha falta como eu não sinto mais a sua. E sem você aqui tudo o que eu sei é ser essa menina frágil. Eu também era frágil quando estava com você, mas isso não costumava ser uma coisa ruim, porque você era a minha força. E lembrar disso dói de um jeito que você nem imagina porque você deve ter esquecido. E agora as lágrimas não estão mais deslizando sobre meu rosto porque estou no intervalo da minha dor que sempre aparece quando ela vem forte demais, mas isso não me deixa aliviada, porque o efeito dessa anestesia não é nem um pouco duradouro. E quando passar, a dor vai voltar. Provavelmente não tão forte quanto agora e é isso que me preocupa, porque quando ela vem suportável, não tem intervalo ou anestesia, por tanto ela fica até virar mais intensa e o ciclo se repetir.