segunda-feira, 6 de agosto de 2012

“Eu queria poder concertar você.”

Tá tudo indo muito bem. De verdade. Eu nem conto mais quantos meses a gente faria quando o dia primeiro chega ou quantos fazem que a gente terminou nos dias 14. Mas de vez em quando, tipo agora, quando eu leio alguma coisa que me lembra você, eu começo a lembrar de mais uma porção de coisas e dói. Eu não quero você de volta. Se você aparecesse aqui, agora, dizendo que ia fazer tudo certo dessa vez e que sente muito, eu te mandaria embora. Porque eu sei que você não muda. Mas parece que não vai ter fim… Mesmo tendo desistido da gente há muito tempo, parece que nunca vai parar de doer de verdade. “Eu queria poder concertar você.” Ouvi esse trecho numa música ontem e pronto. Mas é que é tão e apenas isso… Tive milhões de provas de que não posso, porque você não quer ser concertado, mas eu queria que fosse diferente. Eu queria que tivesse durado, queria que a gente tivesse dado certo. Eu sei que não muda nada, mas não consigo me conformar com o fato de que não deu. Não deu. Não vai dar. Eu não quero que dê. Eu só queria que tivesse dado enquanto havia chance. Eu só queria que você viesse aqui aos domingos assistir futebol com o meu pai já que vocês torcem pro mesmo time. Eu só queria que você não fosse esse idiota. Eu queria que você fosse exatamente do jeito que eu pensei que você fosse, lá atrás, antes das burradas que você fez… Eu sei que não é amor, porque urgência de você eu já nem tenho mais. E amor é diferente. Amor faz bem, amor é calmaria, amor dar certo. E essas coisas não se encaixam com a gente agora. Não sinto sua falta, sinto falta do que a gente poderia ter sido. Eu sei que querer não adianta nada, mas eu lamento tanto, tanto, tanto… Lamentar não adianta nada, também, mas eu acho que de todas as coisas que envolvem a gente, eu tenho certeza de que nunca vou saber parar com isso.