quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Vai e volta.

Apesar de finalmente ter aprendido a viver sem você, eu não sei... É como se eu não sentisse sua falta, mas sentisse. É que eu lembro de você quando leio os poemas do Vinicius. E te vejo nas entrelinhas de todo texto da Tati. E lembro da nossa história nas palavras do Caio. E leio nossa história nos escritos da Clarice. E meus olhos se enchem de lágrimas quando escuto as músicas que costumavam ser nossas. E eu sinto o brilho que eles ganham ao encontrar os seus. Como é que pode, hein, menino? Por que você me balança desse jeito? Vem, ilumina meu mundo e depois de uns minutos apaga a luz. Não te quero por cinco minutos. Te quero a vida toda. Mas quando você está aqui, mesmo que por cinco minutos, tudo fica mais bonito. Então, pra mim, cinco minutos são o suficiente. Te queria por inteiro, mas me contento com pedacinhos. E eu nunca, nunca, nunca aceitei ninguém pela metade; mas te aceito. Porque você não é como todos os outros; você é único. E é por isso que eu te amo. É por isso que não te esqueço. Porque igual a você não tem. Não dá pra substituir. Você foi embora, mas não abandonou a minha mente; muito menos o meu coração. Saiu da minha vida, mas de vez em quando volta, mesmo que por pouco tempo, como quem não quer nada e, quem sabe, realmente não queira. Mas esse meu coração que te ama se enche de esperança toda vez que você volta. Se você volta é porque, assim como eu, também não consegue ir embora de vez.

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