domingo, 15 de abril de 2012

Eu não sei parar.

Eu não sei o que fazer com essas recaídas. Porque quando eu acho que finalmente esqueci você, que estou bem, alguma coisa me faz lembrar da gente e sentir uma falta absurda de tudo o que aconteceu. E eu não quero me conformar com o fato de que eu sempre vou sentir que está faltando alguma coisa. Eu queria lutar contra isso, mas eu não tenho forças... Nunca te falei isso, mas você sempre foi o meu ponto fraco. Eu sempre me senti como se eu fosse uma menininha que precisava de proteção com você e isso nunca foi ruim, até que você resolveu deixar de me proteger. E é assim que eu me sinto sozinha: desprotegida. E a proteção que eu preciso é uma coisa que eu só encontro em você, por mais que eu tente afastar esse pensamento lembrando que você não passa de um moleque. E aí a saudade alivia um pouco. Mas ela sempre volta por um motivo qualquer. Tipo quando meu pai tá assistindo o jogo do time dele e eu lembro que é o mesmo que o seu e que a gente vivia dizendo que assim ficava mais fácil pra você conquistar meu pai. E lembro também daquele tempo em que você vivia falando em me apresentar pra sua família e eu sempre fugia disso por medo. Tá vendo? Você é um moleque mas eu nunca vou deixar de ser uma menininha medrosa apesar dos meus surtos de coragem. Eu nunca pensei na possibilidade de perder você, porque eram os meus erros que te prendiam. Percebi isso porque você foi embora justamente quando eu tava tentando acertar. Eu nunca pensei também que o fato de você nunca mais ter falado em me apresentar para a sua família ou assistir jogos com o meu pai fosse tão grave. Porque eu nunca pedi demais de você. Porque um eu te amo da sua boca e o seu perfume no meu moletom já faziam com que eu sentisse como se tivesse ganhado o dia, a semana, o mês, o ano inteiro. E embora cinco meses não seja tanto tempo assim, um dia já parece uma eternidade pra quem está esperando alguma coisa. Eu já deixei de te esperar há muito tempo mas o meu coração ainda não desistiu, embora eu negue isso porque é o que eu julgo ser certo. E eu já perdi as contas de quantas vezes te escrevi dizendo que seria a última vez que eu o faria ou que eu não me importava mais, mas eu sempre acabava escrevendo outras coisas sobre você de novo, dizendo que de alguma forma você ainda fazia diferença. E parece que vai ser sempre assim. Porque sempre tenho vontade de perguntar o que houve quando você posta que não está tendo um dia bom em alguma rede social. E eu ainda não aprendi a deixar de visitá-las. Sei que você perdeu o meu número quando trocou de celular mas ainda espero uma mensagem sua embora eu saiba que não responderia. Metade minha mal lembra do seu nome, mas a outra te ama mais a cada dia que passa. E ser duas ao mesmo tempo está me cansando e confundindo, mas eu não posso fazer nada pra mudar isso. Eu nunca vou admitir, mas tudo sempre vai estar nas suas mãos. Eu nunca vou ganhar nenhum dos seus jogos. E é por isso que eu ajo como se não estivesse mais jogando, mas eu não sei parar de jogar, tampouco de te amar.

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