segunda-feira, 3 de setembro de 2012

I'm sorry I'm alive.

Encaro a folha de papel e a caneta sobre ela. Não consigo formular frases que tenham o poder de expressar a sensação que tomou conta de mim e eu continuaria na mesma situação mesmo se revirasse um dicionário inteiro. Acordar não tem sido muito bom. Honestamente, não tem sido nada bom. Dizer que eu lamento ainda não ter parado de respirar soa como um pecado quando há milhares de pessoas em situações bem piores do que a minha ou lutando por apenas mais algumas horas de vida, o que só ressalta o quanto a vida é injusta. Nada mais alivia essa constante vontade de chorar e de dormir durante meses e acordar num lugar onde me traga paz e ninguém saiba quem eu sou. Nada alivia essa sensação de culpa por ser quem eu sou e pela forma que eu ajo como consequência disso. Nada me faz acreditar que eu não deveria me sentir assim e que tudo isso vai passar. Tudo o que eu queria era sumir por uns tempos ou até mesmo para sempre, mas como a maioria das coisas que eu quero, isso está definitivamente fora do meu alcance. Não sei o que posso fazer para mandar tudo isso embora e estou começando a pensar que isso também não é possível. Sei que estou sendo fraca por não conseguir enfrentar essas coisas, mas a culpa não é minha se a vida fez com que todas as minhas forças se esgotassem. A culpa não é minha, mas meu Deus, como dói sentir como se fosse, e dói o tempo todo. Tudo o que me resta é dormir para silenciar por algumas horas os gritos da minha alma e esperar que durante esse tempo Deus decida que já está na hora de acabar com todo esse sofrimento seja de qualquer forma, de preferência me livrando do peso que é abrir os olhos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário