terça-feira, 8 de novembro de 2011

Eu amava você.

Eu pensei que você me amasse e toda aquela certeza sumiu de repente pra nunca mais voltar. Onde estava você? Onde estava você quando eu precisei, onde estava o seu amor quando você foi embora? Por que você fez tudo isso comigo e age como se nada tivesse acontecido? Eu sei que não fico chorando pelos cantos e que estou seguindo em frente, mas isso não significa que não estou machucada. Eu estou, mas ninguém vê as minhas cicatrizes que (ainda) não fecharam. Prefiro deixar quieto, prefiro que você pense que isso não me atingiu porque não quero admitir o quanto eu fui idiota, mas você precisa se tocar que você também foi um idiota. E você está agindo como se nós fôssemos as mesmas pessoas depois de tudo isso aconteceu, e eu tenho vontade de te sacudir e gritar que nós não somos, embora você saiba disso. Gritar que você é um idiota porque perdeu quem poderia te amar mais do que qualquer pessoa nesse mundo, gritar que você é um idiota por ter recusado um amor tão grande e porque você me machucou quando disse que nunca o faria. Você fez tantas promessas que não cumpriu, tantas mentiras... Eu me pergunto como uma pessoa consegue ver que é uma mentira e se sentir bem com isso, e não encontro uma resposta porque ela provavelmente não existe. Você destruiu a coisa mais bonita que poderia receber... E eu ainda não consigo aceitar que esse amor foi uma mentira. Não sei se é porque eu te amei demais, mas para mim não foi mentira... Não no começo. Ele era transparente nos seus olhos, e os olhos não são manipulados, não tem como. Então, se ele existiu, o que você fez com ele? Jogou no lixo? Então me ensina, eu estou tentando terminar de matar o meu, mas não está dando certo... Faz um tutorial, explica passo-a-passo como é que você fez, vai ver eu aprendo assim. Você não merece o meu amor e eu não mereço sentí-lo porque ele dói. Mas ele só começou a doer quando você ficou frio e resolveu sumir da minha vida, agir como se não se importasse até eu perceber que você realmente não se importa.

Eu amava você.

Eu te amava porque, sei lá, você era tão adorável... Você e a sua voz baixa e grossa ao mesmo tempo. O jeito que você falava meio dormindo, parecia que você vivia com sono. E você realmente tinha sono o tempo todo. Ouvir você falar qualquer coisa me fazia um bem danado, e eu mal conseguia dormir de tanta felicidade quando você dizia que me amava. Você sempre foi tão alto, e eu me sentia completamente pequenininha, aquecida, protegida e longe de todos os meus problemas quando envolvida em seus (a)braços. Brigávamos de vez em quando, ás vezes com mais frequência, mas eu nunca me preocupava de verdade, porque você nunca me deixava ir embora e, quando ia, sempre voltava.

Até que, um dia, você se foi. E nem teve briga. Acho que você acabou se cansando de mim, como todos os outros. Você se foi. Eu esperava e você não parecia estar voltando, como sempre fazia. Até que eu fiz você voltar. E você voltou. E eu sorri de novo. Mas depois de um tempo eu percebi que você ainda estava longe. Percebi que eu não vivia mais em você, não morava mais aí dentro. Você me tirou do seu coração... E isso doeu tanto, tanto. Eu não pude reagir. Então... Eu tive que te deixar ir. E ver você longe. Ver que você vive bem sem mim. Ver que eu não faço diferença porque você estava (está) ocupado demais com todas as outras que gostavam (gostam) de você. Ver que você está enganando todas elas... Mas, sei lá, para mim elas não te amam. Não como eu. Não parece ser possível, não pode ser possível.

E eu faria de tudo por nós, meu bem, você sabe disso. Se eu pudesse fazer alguma coisa para você voltar a me amar, eu faria. Mas eu não podia continuar te amando sozinha, porque eu me amo mais. Então, se você não me ama mais, o que eu posso fazer? Vou continuar te amando e dizendo que eu te amava até que eu realmente não te ame mais, porque não te amar mais é, infelizmente, a única coisa que me resta a fazer.

Eu sinto muito, e sei que quando você conseguir enxergar que está completamente sozinho vai se lembrar daquela triste realidade: Eu amava você.

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